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Tuesday, September 22, 2026

Ibovespa é pressionado por bancos e Vale em dia de cautela: dólar reage

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O Ibovespa abriu a sessão desta terça-feira, 22, em queda, após avançar 0,74% na véspera, em um movimento marcado pela cautela no mercado doméstico.

As blue chips, de grande peso no principal índice acionário da B3, como Vale  (VALE3) e grandes bancos recuam e pressionam a referência acionária, enquanto Petrobras, que também iniciou o pregão no campo negativo, passou a operar perto da estabilidade apesar da queda do petróleo no mercado internacional.

Por volta das 11h20, o Ibovespa caía 0,47%, aos 185.727,28 pontos.

Entre as maiores altas do Ibovespa, Totvs (TOTS3) avançava 1,32%, Brava Energia (BRAV3) subia 1,26% e Suzano (SUZB3) ganhava 1,08%. Na ponta negativa, Vivara (VIVA3) recuava 4,49%, enquanto Hapvida (HAPV3) caía 2,98%.

No ambiente doméstico, os investidores repercutem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã.

O documento manteve em aberto os próximos passos da política monetária após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 13,75% ao ano, e reforçou que a trajetória dos juros dependerá da evolução dos dados econômicos. A ata também reconheceu sinais mais claros de desaceleração da atividade e do crédito, mas manteve a cautela diante das expectativas de inflação ainda desancoradas, dos riscos altistas e das questões fiscais.

Para Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset Brasil, a comunicação do Copom preserva a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes, embora sem antecipar as próximas decisões. “A ata ratifica a mensagem do comunicado e, portanto, mantém a porta aberta para a continuidade do ciclo de cortes, reforçando a dependência dos dados.”

Na avaliação da economista, a desaceleração mais evidente da atividade e da inflação, combinada à evolução do crédito, passa a sustentar um cenário de continuidade do afrouxamento monetário. “O cenário com maior probabilidade de ocorrência, a partir de hoje, passa a ser de continuidade de cortes de 25 bps nas próximas duas reuniões”, afirma.

Lula na ONU

Outro ponto de atenção no mercado brasileiro é a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O discurso teve início às 11h, pelo horário de Brasília, antes da fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a análise pré-abertura da Mirae Asset, o mercado acompanha especialmente os possíveis impactos dos encontros diplomáticos e das discussões envolvendo comércio e cenário internacional.

Dólar em alta, petróleo em queda

No câmbio, o dólar também avança nas primeiras horas de negociação, em um movimento de cautela doméstica que se sobrepõe ao ambiente externo mais favorável. Às 11h18, a moeda americana subia 0,20%, a R$ 5,119. O DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, avançava 0,06%.

Os juros futuros também sobem, com o miolo e a ponta longa da curva incorporando prêmio após a divulgação da ata do Copom e diante da expectativa pelo discurso de Lula na ONU.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries de dois, dez e 30 anos recuam para 4,738%, 4,939% e 5,273%, respectivamente. Para Marianna Costa, os mercados globais também monitoram os discursos de dirigentes do Federal Reserve, especialmente de John Williams e Tom Barkin.

O petróleo, por sua vez, opera em queda. O Brent recua 1,35%, a US$ 98,97 por barril, enquanto o WTI cai 1,02%, a US$ 94,80. A pressão ocorre em meio a sinais de possível avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, que reduziram parte dos temores sobre a oferta da commodity.

Bolsas de NY avançam após recorde

Em Nova York, os principais índices iniciaram o pregão desta terça-feira em alta, estendendo os ganhos da sessão anterior, quando as empresas de tecnologia e comunicação deram impulso ao Nasdaq.

Por volta das 10h35, o Dow Jones subia 0,26%, aos 52.177,19 pontos. O S&P 500 avançava 0,18%, aos 7.778,99 pontos, enquanto o Nasdaq ganhava 0,33%, aos 27.215,88 pontos. Os setores de comunicação e tecnologia também operavam no positivo, com altas de 1,06% e 0,39%, respectivamente.

A leitura da Mirae Asset é que o mercado internacional começa o dia sem uma direção única, após a forte valorização da véspera. Além dos juros americanos e do petróleo, os investidores acompanham a agenda diplomática em Nova York, incluindo os desdobramentos da Assembleia Geral da ONU e os encontros envolvendo Estados Unidos e China.

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