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Monday, September 14, 2026

5h.Escócia, País de Gales e Irlanda podem anunciar fim do UK

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As notícias com Teresa Freire. Bom dia! Nos últimos 50 anos, apenas 15% dos lugares nos governos portugueses foram ocupados por mulheres. Mantém-se a maioria masculina. É a principal conclusão de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que analisou o percurso dos 507 ministros da democracia portuguesa para traçar o perfil da elite que tem governado o país nos últimos 50 anos. A investigação coordenada por Marcelo Camerlo e António Costa Pinto chegou à conclusão que os governos estão a ficar mais velhos, mais qualificados e mais partidários. O politólogo António Costa Pinto explica que no recrutamento de ministros, os partidos continuam a ser determinantes, mas que a qualificação tem sido cada vez mais relevante.

Praticamente desde António Guterres, mas já há uma forte presença antes, a tendência para ter muitos ministros que vão buscar à sociedade civil, às profissões, à alta administração pública, tem se consagrado. Qual é a diferença mais recente que o nosso estudo capta? A diferença mais recente é que os próprios ministros que provêm dos partidos, que provêm de uma carreira política, também têm um perfil mais adequado à pasta.

António Costa Pinto, um dos coordenadores deste estudo, em declarações à Agência Lusa. Um trecho de Edna Costa, da mesma investigação hoje divulgada, conclui que nos últimos 50 anos, dos quase 400 detentores de pastas ministeriais, apenas 60 eram mulheres, 15%. O estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos explica ainda que as ministras possuem qualificações acadêmicas superiores à dos ministros. Metade são doutoradas, enquanto três quartos dos homens não têm este grau de qualificação. As conclusões desta investigação estão também em destaque no site do Observador, num artigo assinado pelo editor adjunto de política, Miguel Santos Carrapatozo. O porta-voz do PSD espera que o líder parlamentar do PS peça desculpa ao ministro da Educação. Este domingo ficou marcado por uma troca de ataques entre socialistas e sociais-democratas. Em causa, as declarações de Eurico Brilhante Dias, que de manhã afirmou que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro da Educação desde o 25 de abril, tendo em conta as notícias que revelam que ainda há centenas de alunos sem escola no arranque do ano letivo. Horas depois, o porta-voz do PSD exigiu um pedido de desculpas por parte do líder da bancada do PS. Em declarações à Sic Notícias, Sebastião Bugalho garante que todos os alunos vão ter acesso a uma vaga e quando isso acontecer, espera que Brilhante Dias peça desculpas ao ministro.

Parece-me que no caso de hoje, mais uma vez, as previsões e as acusações do doutor Eurico, que é: vai haver alunos em Portugal sem acesso à escola pública e ao ensino obrigatório. Quando isso não acontecer, que é aquilo que eu sei que vai acontecer, isto é, quando os alunos forem colocados na escola, tiverem acesso à sua vaga, à sua turma e estiverem matriculados como devem, pode não ser na escola que tinham como primeira opção, pode ser na que tinham como segunda, não importa, mas quando todos os alunos de ensino obrigatório em Portugal tiverem acesso à escola pública como devem e merecem, eu espero que ele venha pedir desculpa ao ministro a quem hoje chamou o pior ministro da democracia desde 25 de abril.

Sebastião Bugalho disse entender o jogo político dos socialistas, acusa o PS de querer criar um clima de alarme junto dos portugueses só por tática política. Ainda assim, diz que se o Partido Socialista for coerente, vai deixar o Chega isolado nas propostas que apresentou para descer o IVA dos combustíveis.

Se o PS cumprir com a sua palavra, com aquilo que foi anunciado hoje mesmo, este domingo, pelo seu líder parlamentar, parece-me que, mais uma vez, quando o Chega apresentar essas iniciativas parlamentares, o resultado será o seu isolamento político. Portanto, será mais uma iniciativa política parlamentar do Chega que será chumbada, como foi a moção de censura. Parece-me que o partido de André Ventura, percebendo que não vai conseguir derrubar o governo de maneira nenhuma, por causa de nenhum ministro e por causa de nenhum orçamento, entendendo que não conseguirá causar a instabilidade política de que vive, acho que o Chega entrou num período de verve política, porque não tem caminho, não tem saída.

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, em entrevista à Sic Notícias este domingo. Hoje, os primeiros-ministros da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte vão assinar um memorando que pode anunciar o fim do Reino Unido. Isto porque, pela primeira vez, os três territórios são liderados por partidos favoráveis à independência. Os líderes reúnem-se hoje em Cardiff com a garantia de que a aproximação à Europa vai estar em cima da mesa. Maria Miguel Marques.

Os líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte vão assinar uma declaração conjunta centrada em quatro áreas: economia, energia, Europa e relações internacionais e autodeterminação. O objetivo, de acordo com o jornal Telegraph, é aumentar a pressão sobre o governo britânico para que reconheça o direito dos territórios a decidirem o próprio futuro constitucional. E a aproximação à União Europeia está no centro das discussões. A Escócia e o País de Gales defendem uma futura adesão ao bloco comunitário como Estados independentes. Já o partido irlandês Sinn Féin continua a promover a reunificação que permitiria à Irlanda do Norte regressar à União Europeia através da República da Irlanda. Esta cimeira surge poucos dias depois de Donald Trump, durante uma visita a Dublin, ter afirmado que gostaria de ver uma Irlanda unificada, apesar de que o Reino Unido poderia ter algo a dizer sobre isso. Mas o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, admitiu já a possibilidade de um novo referendo escocês, caso exista um consenso claro a favor dessa opção. Os líderes nacionalistas interpretam estas palavras como um sinal de abertura, mas Burnham deixa claro também que um novo referendo está fora de questão até depois das próximas eleições legislativas. Marie Miguel Marques com o memorando que vai ser assinado pela Escócia, pelo País de Gales e pela Irlanda do Norte a exigir a independência do Reino Unido. Na Suécia, os sociais-democratas venceram as eleições legislativas. O cenário mais provável é o de uma coligação de esquerda. Numa altura em que se conhecem os resultados de cerca de 85% dos votos, o partido de centro-esquerda obteve já quase 30%. A líder do partido reiterou este domingo à noite que está aberta à colaboração com todos os partidos, à exceção dos democratas suecos. Assim, os sociais-democratas, o partido do Centro, os Verdes e o Partido da Esquerda devem avançar para um bloco de partidos à esquerda, de modo a alcançar uma maioria no Parlamento que permita formar governo. No entanto, a manterem-se estes números, a esquerda consegue apenas um deputado a mais do que a direita, 175 contra 174. Importa relembrar que neste momento ainda falta contar uma parte dos votos, cerca de 15%. Os resultados finais devem ser conhecidos apenas na quarta-feira, depois da contagem das urnas no estrangeiro. No futebol, ontem à noite, o Sporting empatou na casa do Famalicão, enquanto o Benfica venceu o Gil Vicente. No jogo dos Leões só houve gols na segunda parte. Luiz Suárez marcou pelo Sporting aos 81 minutos. Já o Famalicão empatou graças ao sportingista Gonçalo Inácio, que fez um autogol. No fim da partida, o treinador dos Leões, Rui Borges, diz que a equipa controlou praticamente todo o jogo e acabou por sofrer um gol no único momento onde não teve a intensidade necessária.

Estivemos sempre ligados até aos 89, 90 minutos de jogo. Foi o único momento onde não fomos ou não tivemos essa intensidade e essa energia defensiva e somos penalizados. Acabam por depois ter alguma sorte com o Inácio a tentar fazer o corte, acaba por desviar a bola pra baliza, mas isto é o jogo e temos que crescer nesse sentido.

Rui Borges, no final do jogo da sexta jornada do campeonato. Do lado do Famalicão, Carlos Carvalhal destaca a reação da equipa ao gol sofrido, admite alguma sorte no lance, mas ressalva que os jogadores lutaram muito para deixar um ponto em casa. Já o Benfica venceu o Gil Vicente por 3x1, com dois gols já bem perto do minuto 90. O marcador foi inaugurado aos sete minutos com um gol de Héctor Hernández, do Gil Vicente, mas as Águias recuperaram com um bis de Pavlidis e um gol de Pressiani mesmo no fim do jogo. Na flash interview, o treinador benfiquista Marcos Silva diz que a equipa entrou bem, mas foi permitindo que os adversários crescessem na partida. Ainda assim, o técnico diz que o jogo foi todo do Benfica.

Nós entramos bem no jogo novamente. Tivemos os dois, três primeiros momentos bons de chegada sobre o corredor direito. Recuperamos bem a bola no momento de boa intensidade de recuperação, acabamos por entregar mal. É o pior que pode acontecer a uma equipa quando ganhas, depois de trabalhares forte para ganhar, ganhas e entregas mal a bola. Foi o que nos aconteceu e no momento depois de defesa da área, não fizemos tão bem. Um momento também há que realçar de qualidade no último passe e o movimento do jogador do Gil, mas o jogo depois foi todo nosso. Foi todo nosso como tinha que ser. Mesmo ao intervalo já poderíamos estar a vencer pelas oportunidades criadas. Com o nosso acreditar também, com os adversários a puxar, foi muito importante e acabamos por ganhar o jogo de uma forma justa, mas bastante difícil.

Marcos Silva, o técnico do Benfica. Do outro lado, o treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, mostra-se orgulhoso da exibição da equipa. Hoje continua a sexta jornada com dois jogos. O Sporting de Braga recebe o Estoril Praia, enquanto o Estrela da Amadora vai até Vila do Conde defrontar o Rio Ave. Ponto final neste jornal das cinco da manhã. A informação está de regresso às 5h30 com a síntese de notícias.

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