Mãe de Ana Clara acusa Flávio Bolsonaro de falta de empatia: 'Não tive respostas'
RESUMO +
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos morta durante uma operação policial no Rio de Janeiro, em 2021, acusou Flávio Bolsonaro de falta de empatia após o debate presidencial. O senador confundiu o nome da mãe com o da filha e defendeu a inocência do policial militar acusado pelo crime, alegando que houve troca de tiros. Cristiane contestou a versão e afirmou que a perícia da Polícia Civil descartou o confronto. Ela também criticou a atuação do candidato no processo e disse que o júri, adiado duas vezes em 2026, foi remarcado para 5 de maio de 2027.
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos morta durante uma operação policial no Rio de Janeiro, em 2021, acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de falta de empatia durante o debate presidencial realizado na sexta-feira, 23. Após o confronto entre os candidatos, ela afirmou que Flávio não respondeu aos questionamentos sobre sua atuação em defesa do policial militar acusado de matar a criança.
“Não teve resposta. Eu não tive resposta qualquer. Ele não respondeu porque ele defendeu a soltura do assassino da minha filha”, declarou Cristiane.
A mãe também contestou a versão apresentada pelo senador sobre as circunstâncias da morte da menina e afirmou que a perícia da Polícia Civil constatou que não houve troca de tiros no local.
Confusão de nomes e discussão sobre a morte da menina
Durante a discussão sobre segurança pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou Flávio sobre sua atuação no caso. Ao se dirigir a Cristiane, o senador confundiu o nome da mãe com o da criança e lamentou a morte de Ana Clara. A mulher reagiu imediatamente: “ela morreu!”.
Ao defender sua posição, Flávio afirmou acreditar na inocência do policial militar e disse que a morte ocorreu durante uma troca de tiros em uma comunidade marcada pela presença do tráfico de drogas. Cristiane, porém, acusou o candidato de reproduzir a versão apresentada pelo agente no dia do episódio.
“Ele inventou um confronto ali como o policial inventou no dia. Ele nem sabe da história”, afirmou a mãe. Segundo ela, o policial subiu atirando e atingiu a menina dentro de casa, próximo à porta. Cristiane acrescentou que, de acordo com a perícia, não havia outras pessoas no local que justificassem a alegação de confronto.
“Um policial subiu atirando. Subiu e alvejou a minha filha dentro de casa, é na porta de casa. Atirando a esmo. Não tinha ninguém, foi comprovado isso na perícia”, disse.
Mãe critica adiamentos do júri e cobra empatia
Cristiane também criticou a atuação de Flávio no processo judicial e afirmou que o senador teria contribuído para impedir a realização do júri. “Ele assinou só para poder o júri não acontecer. Foi isso que ele tentou fazer”, declarou.
Lula também mencionou, durante o debate, o adiamento de um julgamento relacionado ao caso, que estava previsto para 21 de outubro. Segundo Cristiane, o júri foi adiado duas vezes somente em 2026 e está remarcado para 5 de maio de 2027.
Ao final, a mãe de Ana Clara voltou a criticar a postura do candidato e cobrou empatia diante da perda da filha. “Ele não teve nenhum pingo de empatia, porque ele como pai ele tinha que ter empatia. Ele é um monstro, assim como o assassino que matou minha filha”, afirmou.
Perguntas frequentes
Quem era Ana Clara Gomes Machado?
Ana Clara Gomes Machado era uma menina de 5 anos que morreu durante uma operação policial no Rio de Janeiro, em 2021. O caso envolve um policial militar acusado de matá-la com um disparo de fuzil.
O que aconteceu entre Flávio Bolsonaro e a mãe de Ana Clara durante o debate?
Ao se dirigir a Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina, Flávio Bolsonaro confundiu seu nome com o da filha e lamentou a morte da criança. Cristiane reagiu gritando: “Ela morreu!”.
O que Flávio Bolsonaro disse sobre a morte de Ana Clara?
O senador afirmou acreditar na inocência do policial militar acusado pelo crime e declarou que a morte ocorreu durante uma troca de tiros em uma comunidade marcada pela presença do tráfico de drogas.
Por que Cristiane Gomes da Silva criticou Flávio Bolsonaro?
A mãe afirmou que o candidato não respondeu porque defendeu a soltura do policial e contestou a versão de confronto apresentada por ele. Segundo Cristiane, a perícia da Polícia Civil constatou que não houve troca de tiros no local.
Quando será realizado o julgamento do caso Ana Clara?
Segundo Cristiane, o júri foi adiado duas vezes em 2026 e está remarcado para 5 de maio de 2027. Lula mencionou o adiamento durante o debate presidencial.
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