Análise: o caminho para o Náutico pontuar diante do vice-líder Juventude

O Náutico terá um desafio importante na luta contra o rebaixamento. Depois de empatar sem gols com o Goiás, o Timbu enfrenta o Juventude, vice-líder da Série B, em Caxias do Sul, nesta segunda-feira, precisando transformar a evolução defensiva em pontos.
Para o comentarista Cabral Neto, a estratégia passa por compactação, atenção aos movimentos ofensivos do adversário e eficiência nas poucas oportunidades que surgirem.

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- O Náutico precisa recuperar duas coisas para sair de Caxias do Sul com um bom resultado: consistência defensiva e capacidade de aproveitar os poucos espaços que o Juventude oferece - avalia.
Com uma estrutura de três zagueiros, o Juventude consegue proteger bem a área e liberar seus alas para avançar. É justamente nesse movimento que o Náutico pode encontrar espaços para atacar.
"Esses espaços surgem, quase sempre, pelos lados, quando seus alas avançam. O ideal é combinar as jogadas pelos lados com infiltrações pelo meio, gerando espaço para passes ou cruzamentos baixos e direcionados. Tem que evitar bolas alcançadas e previsíveis, que podem facilitar o trabalho da defesa gaúcha", explica Cabral Neto.
Bruno Pivetti, técnico do Náutico, em treino no CT do clube — Foto: Rafael Vieira/CNC
Neutralizar Raí e proteger os corredores
Se os lados podem ser um caminho para atacar, também exigirão atenção na defesa. Os pontas do Náutico precisam de atenção extra.
- Outro cuidado é não permitir que o Juventude controle o jogo a partir das laterais. Os pontas do time alvirrubro terão papel fundamental na recomposição nesse confronto pelos lados - destaca.
No meio-campo, a principal preocupação é Raí, responsável por dar qualidade à construção ofensiva de uma equipe que combina força física com velocidade nas transições.
"O meio-campo precisa direcionar atenção especial ao meia Raí, um dos melhores jogadores do campeonato. Bom articulador de jogadas, acha passes difíceis com facilidade e de forma recorrente", analisa Cabral Neto.
Raí Silva, meia do Juventude — Foto: Fernando Alves/ EC Juventude
Marcar bem sem se retrancar
Diante de um adversário que briga na parte de cima da tabela, o Náutico não precisa ter a posse de bola durante a maior parte do tempo. A prioridade, segundo Cabral Neto, deve ser manter a organização defensiva e acelerar assim que recuperar a bola.
"O momento do Náutico exige, sobretudo, competitividade durante os 90 minutos. Priorizar a marcação e abrir mão de ter a bola na maior parte do tempo. Saber que também é possível controlar um jogo de futebol através de uma boa marcação", afirma.
A estratégia, porém, não significa abdicar do ataque e passar os 90 minutos sob pressão.
- Tem que se defender com linhas próximas, diminuir o ritmo acelerado da partida pra viabilizar a recuperação da bola e acelerar antes do Juventude se reorganizar - completa.
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