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Saturday, September 12, 2026

23h. ANAREC acusa Governo de lucrar com impostos

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Jornal das 11, na Rádio Observador, com a Laura Figueiredo. Laura, manifestação nacional convocada para 17 de outubro. Antes disso, a CGTP diz que vai avançar com um mês de ação, de mobilização e luta.

Lisboa, Porto e Coimbra vão ser palco desta manifestação. Uma informação avançada hoje pelo secretário-geral da Central Sindical. Tiago Oliveira explica que antes do protesto, entre 17 de setembro e 17 de outubro, a CGTP vai realizar várias ações em empresas e locais de trabalho. Explica que o objetivo é envolver os trabalhadores na discussão política e alertá-los para os direitos do trabalho.

Um mês de ação, mobilização e luta, com o objetivo de realização de plenários, greves, mobilização para piquetes de greve, para ações concretas das empresas, para discutir com os trabalhadores a ação reivindicativa, empresa a empresa, local de trabalho em local de trabalho, envolver os trabalhadores na discussão política, porque é fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento, como tiveram relativamente ao pacote laboral, dos ataques que estão em curso aos seus direitos.

Na mesma conferência de imprensa dada hoje, a CGTP defendeu também o aumento do salário mínimo nacional para € 1.100,00 já no próximo ano. A Central Sindical quer também um aumento generalizado dos salários.

É que há todas as condições para valorizar os salários de forma séria, de forma justa, implicando aqui uma questão que é uma mudança de política que este governo tem que ter, nomeadamente nas exigências da CGTP, de valorização dos salários. E a CGTP vai continuar a insistir em 15% de aumento, com um mínimo de € 150,00 no aumento geral para todos os trabalhadores. E vamos exigir, a partir de 1 de janeiro de 2027, os € 1.100,00 de salário mínimo nacional. Do nosso ponto de vista, é possível.

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP. Para além disto, a Central Sindical exige um aumento salarial de pelo menos 15%, no mínimo de € 150,00 para todos os trabalhadores em 2027.

A GNR vai juntar-se aos protestos anunciados pela PSP.

Ações de protestos convocadas para os meses de setembro e outubro, que vão culminar na grande manifestação nacional prevista para outubro. À Rádio Observador, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, garante que só com medidas concretas do governo será possível desconvocar os protestos.

Nós, os protestos, não os vamos desconvocar, a não ser que o governo, em cima da mesa, nos apresente, de facto, propostas concretas a cumprir, a ter início em janeiro de 2027. Nós estamos sempre abertos à negociação e não deixaremos de estar, porque nós somos responsáveis. Agora, não vamos é aceitar que isto seja protelado no tempo, muito mais tempo.

Os protestos anunciados são motivados pelo incumprimento das prometidas revisões dos salários e das carreiras, reivindicações comuns tanto aos militares da GNR como aos polícias da PSP. O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda critica ainda a falta de avanços nestas matérias, defende que as medidas sejam incluídas no Orçamento do Estado.

Já passaram mais de dois anos, dois anos e dois meses, digamos assim, sem que haja qualquer avanço, sem que haja qualquer proposta no sentido de resolver essa questão ainda este ano, para que tenha efeito no próximo ano, em janeiro de 2027. Estamos prestes a começar a discutir o Orçamento do Estado e nós queremos ver contemplado no Orçamento do Estado verbas para que essas questões possam ser, de facto, resolvidas.

Em comunicado, a estrutura que representa os militares da GNR considera ainda que o Ministério da Administração Interna, e Luís Neves, não tem peso político para conseguir, junto do Ministério das Finanças e do primeiro-ministro, o cumprimento do acordo assinado.

Na próxima semana, o governo vai aumentar o desconto no ISP para o gasóleo e vai reduzi-lo para a gasolina.

De acordo com a ANAREC, o gasóleo vai aumentar € 0,02 por litro e a gasolina vai baixar € 0,04. Assim, o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos deve aumentar cerca de € 0,01 por litro para o gasóleo e baixar cerca de € 0,01 no caso da gasolina. É o que dá conta uma portaria publicada hoje em Diário da República.

A ANAREC, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, acusa o governo de ganhar dinheiro com os impostos sobre os combustíveis.

Acusa também o Executivo de estar a mentir aos portugueses ao dizer que não tem tido qualquer lucro com a crise energética. O presidente da associação, João Durão, diz que o governo deve baixar a carga fiscal sobre os combustíveis. Explica que as empresas estão a perder competitividade exagerada face a Espanha. Apesar de esta semana o governo ter anunciado uma descida do ISP, João Durão considera que não é suficiente.

Reduzir o quê? Mas o que é que reduziu até agora o governo? Quando eles dizem que vão reduzir, a única coisa que diz é: "Não vamos ganhar mais do que o que estamos a ganhar, porque já estamos a ganhar muito". É o que eles têm dito, se nós entendermos a comunicação deles. Mas mesmo assim, continuam a ganhar mais do que ganhavam. A oposição tem razão quando diz: desde que a crise começou, o governo já arrecadou milhões. Eu não tenho aqui as contas deles, espero que mais um dia, se quiserem, eles que nos enviem para provar o contrário.

João Durão, presidente da ANAREC, acusa ainda o Ministério da Energia de lucrar com o gás da garrafa e de atacar diretamente o mercado nacional.

Laura, falamos também do 11 de setembro. Na intervenção feita hoje a propósito da data, Donald Trump aproveitou para defender a guerra iniciada contra o Irão e prometer que a República Islâmica nunca obterá uma arma nuclear.

O presidente norte-americano garantiu hoje, em Washington, que os Estados Unidos nunca vão esquecer os atentados de 11 de setembro de 2001 e que continuam hoje a lutar em nome das perto de três mil pessoas que morreram naquele dia. Donald Trump deixou ainda palavras de agradecimento a quem esteve envolvido nos trabalhos de socorro há 25 anos e prometeu estar hoje a trabalhar para combater aquele que considera ser o principal patrocinador do terror, o Irão.

A América é segura e hoje saudamos todos os membros do exército militar dos Estados Unidos que serviram na guerra contra o terror. É uma guerra contra o terror doente e horrível. Saudamos os nossos primeiros socorristas e as autoridades policiais, que nós amamos, e saudamos os militares que estão a trabalhar agora para garantir que o principal patrocinador do terror, a República Islâmica do Irão, nunca terá uma arma nuclear.

Vemos aqui parte da intervenção de Donald Trump, hoje no Pentágono, a propósito do 11 de setembro. Na análise, o professor de Relações Internacionais da Universidade de Lisboa, Bernardo Valente, sublinha que o terrorismo de hoje é muito diferente daquele que esteve na origem dos atentados do 11 de setembro.

Aquilo que é a constituição do terrorismo ou os princípios do terrorismo xiita, que é o terrorismo maioritariamente iraniano e também do Iraque, e aquilo que é o terrorismo sunita, são muito diferentes. E a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, que sai depois da Al-Qaeda, são ambos sunitas e têm um modo de executar este tipo de ataques, este tipo de ações contra o Ocidente, muito diferente. Por muito que o Donald Trump diga que está a tentar combater o terrorismo, o tipo de terrorismo de que está a falar agora, quando fala do Irão, é muito diferente do tipo de terrorismo que tínhamos no início do século XXI, nos primeiros 15 anos até do século XXI.

Professor de Relações Internacionais da Universidade de Lisboa, Bernardo Valente, que explica também que estes grupos tiveram de se adaptar às mudanças no mundo através da expansão para outras geografias.

Laura, vamos agora às notícias de âmbito local.

Em Espinho, está marcada para amanhã uma marcha lenta automóvel contra o aumento do custo de vida e dos combustíveis. O início está previsto para às 9h30 da manhã. O ponto de partida é no Largo da Feira de Espinho. O destino final é a casa do primeiro-ministro Luís Montenegro, por volta das 11 da manhã. O Metro de Lisboa anunciou hoje um novo serviço de assistência junto aos elevadores das estações. O objetivo é que os clientes possam contactar diretamente a equipa no local, se precisarem de apoio. Apoio este que pode ser relacionado com a utilização do elevador ou também para obter informações sobre percursos alternativos. Em Santarém, a Unidade Local de Saúde de Alzeira instalou um novo sistema cirúrgico robótico. Foi adquirido no âmbito do PRR, num investimento de quase €2,4 milhões. Em comunicado, a ULS sublinha que se torna assim a primeira em Portugal a instalar este sistema. A Associação para o Desenvolvimento da Região de Leiria alerta que o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável não assegura os fenômenos meteorológicos extremos. Uma nota de imprensa, a associação refere que a versão final do plano deve ser adaptada à experiência recente da tempestade que atingiu a região. O Cemitério de Alvarelhos, na Trofa, está a ser requalificado. Representa um investimento municipal de mais de €60 mil. A Junta de Freguesia alerta que os trabalhos podem condicionar o acesso e também a circulação no espaço. A Câmara do Seixal vai atribuir refeições escolares gratuitas aos alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo que tenham primeiro e segundo escalões. A autarquia pretende garantir a igualdade de oportunidades. Foi aprovado também o alargamento do horário das escolas até às 19h.

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