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Tuesday, October 13, 2026

Lucro não basta: a lição de finanças que a executiva da Intelbras leva a um conselho na Colômbia

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Franciele Dacas Franzmann já falava espanhol fluente quando se mudou para a Colômbia. Descobriu logo que o idioma resolvia só parte do problema. “Falar colombiano é diferente. E não é o falar nas palavras, é o saber se comportar nesse ambiente corporativo em outro país”, diz.

Hoje gerente executiva internacional da Intelbras, Franciele vive em Cali, de onde comanda a estratégia de expansão da companhia na América Latina. Ao mesmo tempo, preside o conselho da Lince, empresa adquirida pelo grupo, e conduz a integração entre as duas culturas. Nas decisões desse conselho, ela aplica o que aprendeu no MBA Executivo em Finanças da Saint Paul Escola de Negócios: olhar além do resultado contábil.

“Os números contam uma história para a gente. E se a gente não sabe lidar bem com eles, a empresa pode até ter um bom lucro, mas, se não gerar caixa, não resolve o problema”, afirma.

Duas décadas dentro da mesma empresa

A carreira de Franciele começou na própria Intelbras, como analista de exportação, em 2003, ano em que concluiu a graduação em Relações Internacionais pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Voltou à companhia em 2011 como international trader. Desde então, subiu degrau a degrau: supervisora de exportação em 2013, gerente em 2020 e, em 2023, general export manager, já expatriada em Cali. Em julho deste ano, assumiu o cargo atual.

A rotina hoje inclui desenvolvimento de mercado, vendas, pré e pós-venda, marketing e a gestão das empresas do grupo na região. É o que ela chama de jornada dupla. “Na verdade são duas empresas, mas do mesmo grupo”, explica.

Perguntada sobre o que mais mudou em sua forma de liderar ao longo desse percurso, aponta primeiro para a preparação: “Buscar conhecimento, fazer treinamento, conversar com outras pessoas que já têm uma trajetória mais avançada, com mais experiência, para poder aprender”, conta.

Uma cultura nova, em outro país

Franciele já liderava uma equipe espalhada por vários países antes da mudança. Ainda assim, chegar a uma empresa com cultura própria, em outro país, foi um teste diferente.

“Isso para mim talvez foi a maior escola que eu tive, mais interessante que qualquer MBA nessa vida: ter a oportunidade de imergir e aprender com as pessoas que têm uma outra forma de pensar”, afirma.

Do balanço à mesa do conselho

A formação acadêmica veio para cobrir outra frente. Quando sentiu a necessidade de aprofundar o repertório financeiro, Franciele conversou com o líder da época, ex-aluno da Saint Paul, e ele sugeriu a escola. Iniciou o MBA Executivo em Finanças com a Saint Paul em outubro de 2023, mesmo ano em que se mudou para a Colômbia, e o concluiu em junho de 2025.

"Eu realmente hoje me sinto super segura para tomar decisões, para ajudar a equipe, orientar as pessoas com as melhores decisões financeiras para o grupo"Franciele Dacas Franzmann, Gerente Executiva Internacional na Intelbras

Segundo ela, o conteúdo do curso chegou ao conselho da Lince, ao dia a dia da empresa e às decisões do negócio internacional. “Quando você não olha os dados, os números, é muito difícil”, resume.

O módulo que mais a marcou foi o de análise de demonstrativos financeiros, conduzido pelo professor Gustavo. “Ele conseguiu desmistificar de uma maneira muito simples, para a gente botar o foco no que é mais importante dentro de um balanço e cruzar esses dados com o demonstrativo de resultados, com o fluxo de caixa”, relembra.

Valuation por interesse, IA com curadoria

O gosto por valuation a levou a um curso de especialização no tema, também na Saint Paul, depois do MBA. Ela ressalta que o assunto não faz parte de suas atribuições na Intelbras. 

“Você consegue ver o quanto a empresa tem potencial de geração de valor no futuro. E isso é importante para qualquer investidor, para qualquer empresa que está na bolsa, qualquer empresa que tem tamanho grande e quer crescer.”

A inteligência artificial entrou na rotina pela mesma porta. Franciele conta que aprendeu a usar as ferramentas em uma aula sobre liderança do MBA. Nessa aula, o professor levou um integrante da equipe de marketing da escola para demonstrá-las. 

“Aprendi muita coisa nesse dia, muita coisa mesmo que eu uso até hoje, e depois fui me aprofundando”, diz.

Hoje recorre à IA para ganhar produtividade, eficiência e insights, sem abrir mão do filtro. “Claro que com muita curadoria, porque o que vem nem sempre é a realidade”, pondera. Diz que ainda não se considera especialista no tema.

Do balanço à Colômbia, a lição que Franciele tira dos últimos anos é parecida. “Muitas vezes a gente pensa: já tenho tantos anos de liderança, vai ser mole? Não, nada é mole, tudo é diferente”, finaliza.

A leitura de balanço que Franciele leva ao conselho da Lince é a base do MBA Executivo em Finanças da Saint Paul, que prepara líderes para decisões com impacto direto no crescimento do negócio. Conheça o programa

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