Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado, 26, que recusou uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado em razão da guerra entre os dois países.
"Eles fizeram uma proposta, mas eu a rejeitei", disse Trump a repórteres no Jardim das Rosas da Casa Branca, antes de embarcar no helicóptero Marine One.
Apesar do bloqueio, o presidente americano afirmou que os EUA mantêm "controle total" sobre a região e que "quantidades enormes" de petróleo continuam fluindo pela hidrovia diariamente. Segundo ele, 29 petroleiros passaram pelo estreito na noite anterior à sua declaração.
"Eles querem fazer um acordo, o que é ótimo, eu gosto de acordos. Mas esse acordo não seria aceitável", declarou.
O que propunha o plano iraniano
A proposta rejeitada por Trump havia sido anunciada horas antes pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Nova York. Segundo ele, Teerã apresentou a Washington um cronograma de sete dias para normalizar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Pelo plano, os primeiros cinco dias seriam usados para que os Estados Unidos implementassem uma série de medidas: um cessar-fogo de sete dias no Oriente Médio, o fim do bloqueio naval americano contra o Irã, o encerramento das sanções ao petróleo iraniano e a liberação de ativos do país que estão congelados.
Somente no sexto dia, com essas condições cumpridas, o Irã reabriria o estreito. No sétimo dia, os dois países retomariam as negociações para um acordo final, que incluiria o programa nuclear iraniano.
Araqchi afirmou que a proposta foi enviada a Washington por meio do Catar, um dos mediadores do conflito, e disse que o plano poderia avançar caso "o lado americano leve a sério a possibilidade de se chegar a um acordo".
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