PS/Gaia. Novo concurso de limpeza pode encarecer água

O PS/Gaia considerou esta sexta-feira o novo concurso de recolha de resíduos e higiene urbana anunciado pela Câmara Municipal, com o preço-base de 220 milhões de euros, “pouco transparente” e admite que pode levar ao aumento da fatura da água.
Em comunicado enviado à Lusa após a reunião privada, em que se absteve neste ponto, os vereadores socialistas questionam a forma como o executivo liderado por Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL) fez a “consulta preliminar ao mercado” e querem conhecer “a fundamentação económica e financeira do preço base de 220 milhões de euros”.
Defendendo que o júri do concurso “deveria ser constituído por elementos não subordinados ao presidente da Câmara Municipal”, entendem também que “um procedimento desta dimensão deveria ser complementado por um contrato específico externo para a sua fiscalização e cumprimento contratual”.
Em relação ao concurso anulado, continua o comunicado, os vereadores perguntam se “há serviços que deixam de estar incluídos, o que obrigará o município a garantir a sua realização por recurso a meios próprios ou a uma outra Prestação de Serviços para esse efeito”, questionando ainda porque “não é dito quanto custará à Câmara Municipal”.
Numa análise mais detalhada, alertam que a Limpeza Urbana “não contempla a recolha e transporte de resíduos verdes, nem a recolha e transporte de resíduos volumosos”.
Sobre o impacto na fatura da água, o PS/Gaia alerta que o concurso não investe na redução da fatura paga à Suldouro, concretamente na conta das toneladas de resíduos indiferenciados que anualmente são depositados em aterro e que muito pesam nas contas do município, o que poderá levar a um novo aumento da fatura da água.
A Lusa tentou uma reação de Luís Filipe Menezes, mas até ao momento não foi possível obtê-la.
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