Alvo de despejo, ateliê de luxo em SP entrega imóvel, mas deixa dívida de mais de R$ 100 mil
"Não há preocupação quanto a isso, pois quando do início da locação, foram depositados 3 meses de caução ao proprietário, que somam R$ 180 mil reais, ou seja, não haverá qualquer dívida sobre isso (IPTU ou aluguel), com a provável necessidade, inclusive, de devolução de dinheiro restante à My Vintage Dress", informou o advogado Luiz Augusto DUrso, que representa o ateliê
Segundo o advogado, as chaves foram entregues em razão da ação de despejo. "Ainda não houve qualquer conversa sobre pagamentos, uma vez que os proprietários irão fazer a vistoria no local e etc, para fechamento posterior desta conta", concluiu.
O advogado Sérgio Paulo Livovschi, que representa o espólio do proprietário do imóvel, entrou com uma ação de despejo no início do mês, após os débitos de IPTU chegarem a pouco mais de R$ 41 mil.
Na petição inicial, à qual o Estadão teve acesso, o advogado informou que a loja alugou o imóvel localizado na Avenida Fonseca Rodrigues pelo valor mensal de R$ 60 mil, por 48 meses, com início em 16 de março.
Devido à carência concedida para obras de adaptação do imóvel, o primeiro aluguel deveria ser pago somente em setembro. Por outro lado, o IPTU, no valor de R$ 7.506,94 mensais, deveria ser pago pela loja a partir de abril.
No entanto, a My Vintage Dress não pagou nenhuma das parcelas do imposto entre abril e agosto. Segundo o documento, com o acréscimo da multa contratual de 10%, a dívida estava em R$ 41.288,17. Como o aluguel não foi pago até o dia 5 de setembro, o valor foi incluído no débito da empresa.
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