Times brasileiros decepcionam na fase semifinal da Taça Conmebol Libertadores 2026

O Fluminense, foi técnica e taticamente melhor no segundo jogo da semifinal, mas não foi eficiente a ponto de se classificar no tempo normal de jogo. A decisão aconteceu nas cobranças de pênaltis, na qual o Verdão foi mais competente.
O Palmeiras decepcionou pela passividade, que foi mais evidente no segundo jogo contra o Fluminense. Optou por postura excessivamente conservadora, procurando administrar o resultado ao invés de ser ofensivo e garantir a classificação. Essa opção é até compreensível, pois tinha vantagem conseguida no primeiro jogo, mas flertou com a eliminação.
Já o Flamengo, na outra partida da semifinal, inexistiu coletivamente frente ao Estudiantes, não conseguindo demonstrar sua superioridade tática e técnica em nenhum momento. Mesmo com o time argentino tendo postura reativa, a equipe carioca não conseguiu marcar em nenhum dos dois jogos, com o agravante de ter um jogador a mais em campo, em boa parte da segunda etapa do jogo decisivo.
É típico da cultura do futebol brasileiro, a passividade em partidas decisivas, com as equipes se conformando facilmente com o cenário que se apresenta ou recuando exageradamente na tentativa de segurar um resultado positivo. Isso contrasta com a postura da maioria dos times europeus, que tem mais “fome de gols” buscando ampliar um resultado positivo de forma mais insistente. Equipes brasileiras costumam ser mais conservadoras e relaxar até de forma inconsciente.
No caso do Palmeiras, acredito que no segundo jogo foram desperdiçadas as condições técnicas do elenco.A opção do treinador Abel Ferreira de evitar substituições, que pudessem mudar radicalmente a postura da equipe, contribuíram decisivamente para o risco de eliminação.
Foram tardias as substituições realizadas. O meio campista Maurício e o atacante Paulinho entraram somente após o gol do Fluminense. Por tratar-se de um jogo eliminatório e contra um time bem organizado, como é o tricolor carioca, houve falta de dinamismo na equipe palmeirense em resposta ao comportamento do adversário. Isso não significa que o Palmeiras teve um desempenho pouco competitivo, mas permitiu que seu adversário encontrasse melhores possibilidades para exercer o domínio tático da partida.
No Flamengo a situação foi análoga, com erro de leitura do técnico Leonardo Jardim, que também demorou para fazer mudanças na equipe, que em termos de qualidade de elenco é mais abastado que o Palmeiras. E portanto, não poderia se tornar suscetível à uma estratégia tão simplória, como é a do time argentino.
Para a final da Taça Conmebol Libertadores, o Palmeiras é favorito diante do Estudiantes de la Plata, mas será preciso demonstrar hibridismo tático, que ainda não se apresentou na temporada palmeirense. O Verdão está habituado a utilizar a intensidade e a verticalidade para produzir suas jogadas ofensivas, se sentindo desconfortável quando o adversário não lhe permite espaço para criar e ser mais produtivo nos ataques. A característica de controle de jogo através da posse de bola ainda não é frequente.
É fundamental que o Palmeiras se apresente superior frente a qualquer adversário, independentemente do local da partida. Esses apontamentos, de maneira alguma, devem soar como crítica ao excelente trabalho de Abel Ferreira. O que o Palmeiras precisa é mostrar evolução tática coerente com o período de permanência da atual comissão técnica.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.