Lembre as surpresas e os eternos cotados para o Nobel de Literatura
A cada ano, entre surpresas e sucessos efêmeros, os mesmos escritores aparecem entre os mais bem cotados para o Nobel de Literatura.
A chinesa Can Xue, o romeno Mircea Cartarescu, o japonês Haruki Murakami, as canadenses Margaret Atwood e Anne Carson, o francês Michel Houellebecq e a russa Liudmila Ulítskaia são nomes que, se não levarem o prêmio nesta quinta, seguirão com esse título e provavelmente serão lembrados no ano que vem.
A lista da casa de apostas britânica Ladbrokes para o Nobel serve como um termômetro do mercado. Ela é, primeiramente, montada por indicações de especialistas. Depois, essa listagem de nomes é reorganizada conforme as pessoas fazem suas apostas —quanto mais palpites a seu favor, mais alto um autor aparece no ranking.
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Os cotados são um rol em constante evolução. Há candidatos que o dominam por anos, os que já foram favoritos e depois esquecidos e os que fazem retornos ocasionais. O norueguês Jon Fosse, o peruano Mario Vargas Llosa e o húngaro László Krasznahorkai já foram "eternos cotados" antes de levar o prêmio.
Embora a Academia Sueca, que distribui a láurea, dedique esforços ao sigilo, o vencedor muitas vezes aparece nas listas de apostas.
O nome de Bob Dylan, por exemplo, aparecia entre os cotados, mas surpreendeu a todos ao vencer em 2016. Já o turco Orhan Pamuk recebeu o prêmio em 2006 quando era favorito entre apostadores.
A jornalista ucraniana Svetlana Aleksietivch chamou atenção em 2015 ao levar um prêmio que costuma privilegiar a ficção. Outras surpresas que reforçam a indeterminação da corrida ao Nobel foram a vitória da americana Louise Glück em 2020, do tanzaniano Abdulrazak Gurnah em 2021 e da sul-coreana Han Kang em 2024.
Cabem suposições, mas a imprevisibilidade do prêmio muitas vezes pega até o mercado de surpresa. Dos três vitoriosos citados acima, apenas Han Kang já tinha livros publicados no Brasil antes de levar o Nobel. O chinês Mo Yan e o sueco Tomas Tranströmer são outros que, ao vencer, ainda eram bastante desconhecidos por leitores brasileiros.
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