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Monday, October 19, 2026

EUA nega pausa na partilha de informações com a Ucrânia

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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou esta segunda-feira que não houve “nenhuma pausa” na partilha de informações de inteligência com Kiev e instou a Ucrânia a “terminar a guerra”.

No domingo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que os EUA voltaram a partilhar informações com Kiev ao fim de “três dias”, agradecendo a Washington o fim do bloqueio, que dificultou a resposta da Ucrânia aos ataques russos.

Numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky disse que a partilha de informações “esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano”, referiu.

“Estamos gratos por isso. Agora está a funcionar”, afirmou, acrescentando que a ausência durou “três dias, durante os ataques balísticos” de Moscovo.

“Não sei onde é que ele vai buscar tudo isto ou porque é que partilha isto com a imprensa. Deviam perguntar-lhe. Não houve qualquer pausa”, declarou o secretário de Estado norte-americano.

“Onde ele se deve concentrar (…) é em acabar com a guerra”, enfatizou Marco Rubio, durante uma visita a Samarcanda, no Uzbequistão.

Os EUA e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que Washington limitou a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.

No domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de “não querer pôr fim” à guerra com a Rússia.

O líder norte-americano defendeu a decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que Moscovo se retirasse das negociações.

O republicano associou os ataques ucranianos contra as refinarias de petróleo russas à subida dos preços dos combustíveis a nível mundial, agudizada com a guerra no Médio Oriente desencadeada com os ataques dos EUA e de Israel ao Irão.

Marco Rubio reafirmou que as isenções de 60 dias visam ganhar tempo, “para ver se as discussões podem levar a algo positivo”.

Questionado a propósito de uma notícia do jornal norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o Presidente russo, Vladimir Putin, terá proposto a Trump e ao homólogo chinês, Xi Jinping, um encontro em novembro para discutir o fim do conflito – excluindo, portanto, a Ucrânia – o secretário de Estado foi evasivo.

“Não sei se isso foi concretizado”, disse Rubio. Mas o Presidente norte-americano “foi claro: deseja que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia chegue ao fim“.

“Quanto à nossa relação [com a Ucrânia], o nosso objetivo é acabar com a guerra“, um conflito que “ninguém está a ganhar”, acrescentou Rubio, sublinhando, mais uma vez, os riscos de o conflito se espalhar pela Europa.

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