Após derrotas de aliados, especialistas pedem que Milei amplie alianças

O sociólogo Gabriel Puricelli diz que a política externa argentina se concentrou em afinidades pessoais nos últimos três anos. Ele defende uma atuação que dispense preferências ideológicas, mas duvida que Milei siga esse caminho.
O ex-embaixador argentino na ONU (Organização das Nações Unidas) Ricardo Lagorio sugere que Milei e a chancelaria felicitem Luiz Inácio Lula da Silva e os candidatos democratas dos EUA. Ele diz esperar que a realidade leve o presidente a se moderar e a trabalhar no longo prazo.
O ex-chanceler Rafael Bielsa também duvida que Milei consiga moderar sua atuação. Para ele, o presidente tentará se adequar, mas não terá sucesso.
Os reveses dos aliados
Lula derrotou Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial brasileira. Os democratas também venceram os candidatos ligados a Donald Trump nas eleições legislativas dos EUA de terça-feira (3).
Em Israel, Benjamin Netanyahu obteve a maior bancada, mas não conseguiu formar um novo governo. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado de Milei no Mercosul, também renunciou na quinta-feira (5).
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