Deputado do PL no Rio ameaça sacar arma contra militantes do PSOL
O deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) ameaçou sacar uma arma durante uma discussão com militantes do PSOL na manhã desta segunda-feira (28).
O também deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), candidato para quem os militantes faziam campanha, registrou boletim de ocorrência na 19ª DP (Tijuca).
Knoploch, por meio de assessoria, admitiu ter mostrado a arma, mas disse que não a usou. Afirmou ainda que o objeto é legalizado. A assessoria não informou por que o candidato fazia campanha armado.
A confusão aconteceu no momento em que Knoploch estava em frente ao comitê de campanha de Flávio Serafini, na Tijuca. A rua onde o comitê está localizado é conhecida por abrigar diferentes agendas de campanha concomitantemente.
Durante a manhã, o candidato ao governo Douglas Ruas (PL), aliado de Knoploch, fez agenda no bairro.
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Knoploch usou spray de pimenta contra os militantes. Ele afirma ter se queixado de um jingle que ofendia Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Eles botaram uma música do Flávio Bolsonaro que é um horror, uma depravação. Uma senhora passou e falou: 'Meu filho, não posso ouvir isso'. Eu fui reclamar com eles, e eles vieram em cinco. Eu não vou aceitar intimidação", afirmou em vídeo publicado nas redes. Ele admitiu ainda o uso de spray de pimenta.
"É inadmissível que um deputado vá para a frente do nosso comitê, faça provocações, ameace nossa militância e, por fim, puxe uma arma. Não vamos nos silenciar e entendemos isso como uma ameaça armada", afirmou Serafini.
Knoploch tem histórico de embates contra deputados do PSOL na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A mais recente envolveu articulação para que ele fosse alçado à presidência da Comissão de Direitos Humanos da assembleia, cargo que antes era ocupado por Dani Monteiro (PSOL).
Knoploch era da base aliada do ex-governador Cláudio Castro (PL). Em julho, o pai do deputado, Maurício Silva Knoploch dos Santos, foi preso sob suspeita de direcionar licitações do IRM (Instituto Rio Metrópole), autarquia vinculada ao governo, em favor de empresas contratadas. Alexandre Knoploch não estava entre os investigados da operação. A ação do Ministério Público resultou na prisão de outras seis pessoas.
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