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Monday, October 12, 2026

As notícias das 2h

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As notícias com Maria Miguel Marques. Começamos com declarações de Pedro Passos Coelho. O antigo primeiro-ministro admite voltar à vida política, caso o PSD não tenha um resultado satisfatório. Em entrevista na SIC Notícias, o antigo primeiro-ministro fala num dever e responsabilidade do próprio intervir no debate público. Passos Coelho mantém a expectativa de que o PSD possa vir a ser bem-sucedido na governação, mas, caso isso não aconteça, o antigo primeiro-ministro admite a intenção de intervir.

Se eu tivesse de equacionar uma possibilidade dessas, isso teria que corresponder a uma situação em que o PSD, visivelmente, não tivesse a possibilidade de entregar um resultado satisfatório face àquilo que o país precisa e de eu achar que eu o poderia fazer. E se isso vier a acontecer, eu ponderarei e tomarei uma iniciativa, se for caso disso. Não é uma coisa confortável para alguém que já foi primeiro-ministro e que está muito fora da atividade partidária. Não é uma ideia muito confortável a ideia de regressar.

Declarações de Pedro Passos Coelho, que deixa claro que, por agora, não é candidato a nada, mas diz que julga saber o que fazer no caso de ser primeiro-ministro. Sobre uma aliança da AD com o Chega, o antigo governante admite que seria algo difícil, mas é um assunto que Pedro Passos Coelho insiste que tem de estar em cima da mesa.

Eu acho que o PSD tinha a obrigação de explorar essa possibilidade. Não estou a dizer que seria uma possibilidade fácil, porque talvez não fosse fácil um entendimento parlamentar entre o PSD e o CDS, o Chega e a Iniciativa Liberal. Não vou dizer que fosse fácil, mas era importante tentá-lo.

Era uma coisa que faria, doutor Passos Coelho?

Era importante tentá-lo. Repare, a gente sabe que os governos, para poderem transformar alguma coisa de importante, precisam de apoio. Precisam de apoio no país, dos eleitores, e precisam de apoio-

No Parlamento.

No Parlamento, evidentemente. É muito difícil mudar as coisas sem ter estabilidade e sem ter força política.

Pedro Passos Coelho, que critica ainda a ideia de um bloco central, questionado também sobre reformas políticas. O antigo primeiro-ministro fala no setor da saúde, afirma que o Estado não tem feito mudanças e que já não consegue gerir o Sistema Nacional de Saúde.

Eu acho que o Estado já não tem autoridade, se quiser, gestionária. São os próprios profissionais que já não acreditam nisso. É preciso fazer alguma coisa para inverter isto. Se nós queremos que as pessoas possam ter, de facto, acesso a cuidados de saúde de qualidade e que exista uma garantia pública de que isso possa acontecer, muita coisa vai ter de mudar na saúde. E eu não vejo nada a mudar. Não vi nada a mudar durante os nove anos do Partido Socialista no governo. Pelo contrário, vi a degradação da política pública e não vejo nada, ao cabo de dois anos, de essencial, de estruturante, de diferente, para mudar o que se está a passar na saúde.

É o que diz o antigo primeiro-ministro do PSD, Pedro Passos Coelho, que apesar de manter uma ligação emocional ao partido, admite que o governo se meteu numa armadilha política muito grave. Seguimos com uma notícia d'O Observador sobre o caso BES. A defesa dos arguidos suíços queria ouvir 358 testemunhas, que fariam com que o julgamento se arrastasse durante mais um ano, mas o tribunal recusou. O Ministério Público prescindiu destas inquirições e apenas 15 testemunhas podem vir mesmo a ser ouvidas. O Observador conseguiu apurar que esta decisão gerou uma tensão entre a juíza presidente e a defesa dos arguidos suíços. Em causa está também a decisão do tribunal de começar a ouvir testemunhas da defesa antes de terminar a prova da acusação. Os advogados dos arguidos suíços consideram que esta decisão viola o princípio do contraditório e as garantias de defesa dos arguidos, mas a juíza rejeita estes argumentos e alerta que pode mesmo aplicar multas aos arguidos, se considerar que estão a usar manobras para atrasar este processo. O julgamento deve terminar as sessões até julho do próximo ano. Este é um artigo assinado pelo jornalista João Paulo Godinho e pelo redator principal d'O Observador, Luís Rosa, e que pode ler com mais detalhe em observador.pt. O MURPI exige explicações à Caixa Geral de Aposentações e à Provedoria de Justiça, devido ao erro no cálculo de quase 3 mil pensões atribuídas entre maio e agosto. A Confederação de Reformados defende que a CGA deve assumir a responsabilidade e as consequências deste engano, sem penalizar os pensionistas de boa-fé. Em causa estão cortes que variam entre €90 e €200 mensais, com a administração a conceder 10 dias para resposta em audiência prévia. A CGA recusa ter feito uma reinterpretação desta lei, fala num erro de parametrização, sendo que vai dar início às notificações com os valores a devolver ainda este mês. Os pensionistas afetados vão poder optar pelo pagamento voluntário, pelo reembolso em prestações até dezembro do próximo ano ou por um desconto mensal na pensão que não ultrapasse os 30%. No desporto, o Benfica recuperou da derrota no clássico do Dragão e venceu o Vitória por 2x0 no Estádio da Luz. Os encarnados regressaram ao campeonato e a ganhar em casa. Foi um jogo a contar para a oitava jornada da Liga Portugal, depois da pausa para as seleções Aos 24 minutos, Samuel Dahl inaugurou o marcador pelo Benfica. O Vitória recolheu aos balneários sem gols marcados e assim continuou até o final do jogo, porque na segunda parte marcou novamente o Benfica, gol de Sudakov aos 75 minutos. No final da partida, Marco Silva, treinador das Águias, diz que destaca a boa prestação da equipe, mas dá especial destaque ao gol de Sudakov, um dos internacionais que esteve afastado durante várias semanas.

Parabéns pra ele, parabéns pra equipe, porque três pontos importantes. Voltar a jogar em casa após não muitos jogos, mas após muitas semanas sem estar aqui com os nossos adeptos. Agradecer aos nossos adeptos, mais de 60 mil novamente na Luz com a equipe. Em muitos momentos, principalmente na segunda parte, não conseguimos controlar tão bem com bola como normalmente gostamos de o fazer, mas a realidade é que praticamente não demos uma oportunidade de gol ao adversário. Há um cruzamento, sim, na segunda parte, já na fase terminal, em que há um cruzamento e a bola acaba por bater no poste. De resto, o Vitória não tem uma única oportunidade de gol. Mesmo nós não conseguindo controlar tão bem o jogo com bola como normalmente o fazemos e queremos, mas não demos praticamente uma oportunidade de gol ao Vitória. Muito importante ganharmos sem sofrer gols e mais três pontos pra nós.

O treinador do Benfica, Marco Silva, aqui em registros da BTV. Já Tiago Margarido, que assume o comando técnico do Vitória Esporte Clube, fala num jogo que já se esperava ser difícil perante um forte ataque da equipe da casa.

O Benfica teve uma entrada fortíssima, algo que nós já estávamos à espera. Vieram de um resultado menos bom, então esperávamos uma entrada muito forte. A verdade é que surpreenderam-nos na questão do jogo interior que exploraram. Muitas dinâmicas de sair o homem e fundamentalmente a bola no preste ano é deixada frente pro Palhinha, bola pro Pavlidis também conseguia deixar de frente. Isso foi nos criando algumas dificuldades. E penso que nós demoramos a encontrar-nos no jogo. Penso que os primeiros 20 minutos, os primeiros 25 minutos até o gol do Benfica, o domínio foi óbvio. Depois disso, fomos crescendo, fomos conseguindo ter mais bola num ou noutro momento. A equipe foi ganhando confiança.

Treinador do Vitória, Tiago Margarido, em declarações à BTV. Com esta vitória, o Benfica soma 19 pontos e ocupa o segundo lugar da tabela e continua na perseguição do Futebol Clube do Porto, que lidera o campeonato com 24 pontos. Ainda no desporto, a seleção portuguesa feminina de futsal qualificou-se para o Europeu do próximo ano. A formação orientada por Luís Conceição venceu a Finlândia por 3x0, em Oliveira de Azeméis, na última jornada do grupo um da ronda de elite. Bastava empatar para assegurar o primeiro lugar, mas a equipe das Quinas completou o pleno de vitórias depois dos triunfos sobre os Países Baixos e a República Checa. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol já parabenizou estas atletas e Luís Conceição nas redes sociais. O Europeu feminino de futsal do próximo ano realiza-se na Croácia de 14 a 21 de março e conta pela primeira vez com oito seleções. Notícia de fecho deste noticiário das 14h. A informação está de regresso às 14h30 com a síntese de notícias.

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