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Monday, September 14, 2026

10h. Chega, PS e IL preocupados com os riscos da IA

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Dez e Um. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Chega, PS, Iniciativa Liberal partilham das preocupações quanto aos riscos da inteligência artificial. O deputado socialista André Pinotes Batista alerta que falta escrutínio à IA e diz também que os avisos e pedidos de regulação de grandes empresários como Elon Musk devem ser levados a sério. O tema esteve em destaque no Explicador esta manhã. O socialista sublinha os benefícios desta tecnologia, mas explica também os riscos pela falta de escrutínio.

Nós não damos ordens à IA e a IA segue escrupulosamente essas ordens. Se fosse assim, nós não tínhamos aqui nenhum problema. O problema é que nós quando damos uma ordem, o que estamos a definir é um objetivo e a questão que se coloca é como é que ela chega até lá. E todos os casos que temos tido, os outliers que temos tido de gravidade, não é porque a IA já pode acabar com a humanidade e ainda não decidiu. A IA não é o ChatGPT que nós trazemos no telemóvel. É pura e simplesmente porque foram lhe dadas orientações como: maximiza o lucro, como desenvolve uma solução e ela sobre processos que nós não conseguimos escrutinar, e esta é a parte assustadora, nós não conseguimos mesmo escrutinar o trabalho que ela vai fazendo abaixo do radar para chegar a determinada meta.

Do lado do Chega, João Tilly aponta que este é um dos temas mais importantes da atualidade. Admite que Portugal deve estar não só na vanguarda destas novas tecnologias, como atento aos alertas de especialistas e de empresas. Ainda assim, o deputado do Chega não alinha no que chama de alarmismos.

A inteligência artificial não quer nada. Ela simplesmente obedece a ordens, a prompts, a instruções. Se nós dermos uma ordem errada, que seja impossível de realizar, aí não podemos prever o resultado. É que a inteligência artificial, neste momento, pensa que não é a inteligência artificial. Se fizerem um teste, como eu já tenho feito vários, ela responde como se fosse humana. Se nós perguntarmos: "Olha, achas que a inteligência artificial pode acabar com a humanidade?" Ela responde: "Poder, pode, mas eu acho que não, porque ela não vai acabar conosco". Ela pensa que é a humanidade.

João Tilly, no Explicador. O painel juntou também o liberal Jorge Miguel Teixeira, que defende que a discussão entre a regulação da inteligência artificial deve ser feita, por agora, entre Estados Unidos e China.

Eu gostava muito de dizer que a Assembleia da República vai ser um grande interveniente neste tema, mas nós temos de ter uma noção da nossa escala e ter uma noção da posição onde nós estamos. E a verdade é que, neste momento, a discussão sobre a inteligência artificial é assentada entre dois países, que são os Estados Unidos e a China. São estes os dois principais intervenientes que podem decidir se vamos ter algum tipo de mecanismo de coordenação internacional sobre a regulação desta tecnologia ou não. E depois, quem tem acompanhado a China nestes assuntos, diz que não é certo que a China esteja completamente fora de um eventual debate sobre estes riscos, porque havendo um problema, a China também é uma perdedora.

E pouca coisa pode fazer, por agora, a Assembleia da República portuguesa. É o que defende o deputado da Iniciativa Liberal, Jorge Miguel Teixeira. O tema esteve em debate no Explicador.

Um programa que pode ouvir dentro de instantes em podcast, no site do Observador ou nas plataformas habituais de podcast. No arranque do ano letivo, a Associação Nacional dos Diretores de Escolas Públicas mostra-se confiante de que o problema da falta de vagas para centenas de alunos fique resolvido em breve.

Durante a semana, é a previsão de Filinto Lima. A falta de vagas foi confirmada pelo próprio ministro da Educação nos últimos dias e já levou a uma troca de acusações entre PS e PSD. Filinto Lima diz que os casos são mais expressivos no ensino básico e antecipa soluções, por exemplo, alargar as turmas para acolher os alunos que ficaram sem vaga.

Mais ao nível do primeiro ciclo, portanto, crianças do primeiro ao quarto ano de escolaridade, e também mais na região de Lisboa. Neste momento, nós escolas estamos a tentar resolver, e vamos conseguir resolver nesta semana, esta situação, juntamente com a Agência de Educação, portanto, ligada ao ministério. Escolas e agência estamos a trabalhar em conjunto para que, de facto, todos os alunos tenham acesso a uma matrícula na escola onde querem estudar, se possível, para que realizem as aprendizagens cumprindo a Constituição da República Portuguesa.

O presidente da Associação Nacional dos Diretores de Escolas Públicas explica também que a gestão destes casos se tornou mais difícil com a extinção, em julho, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. Nas reações políticas, Sebastião Bugalho, porta-voz do PSD, afirma que o líder parlamentar socialista deve um pedido de desculpas ao ministro da Educação, isto depois de Eurico Brilhante Dias dizer que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro desta pasta desde o 25 de abril.

A presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra admite que o turismo de saúde está a colocar ainda mais pressão sobre o hospital. Sandra Cavaca fala num problema que coloca novos desafios.

Em entrevista ao Observador, a nova presidente do Amadora-Sintra adianta que 40% dos utentes são estrangeiros e muitos vão diretamente do aeroporto para o hospital. Trata-se do fenómeno do turismo de saúde, cidadãos estrangeiros que vêm ao país apenas para receber cuidados de saúde e deixam de seguida Portugal. Sandra Cavaca admite que esta situação coloca ainda mais pressão sobre os serviços. Reconhece também que os tempos de espera elevados não são aceitáveis. Nesta entrevista ao Observador, avança ainda com um plano para fazer face ao inverno. Está a ser preparado um centro de atendimento clínico na Amadora para entrar em funcionamento no próximo mês. O objetivo é desviar os doentes não urgentes e, desta forma, reduzir a pressão sobre os serviços do Amadora-Sintra. Este hospital foi criado há 30 anos para servir uma população de 300 mil pessoas. Atualmente, responde ao dobro.

Esta entrevista conduzida pelo jornalista Tiago Aires faz manchete a esta hora no site do Observador. O Tribunal Constitucional confirma que recebeu um requerimento para a extinção do Chega.

A informação é confirmada à Agência Lusa pela juíza conselheira Maria Benedita Urbano, que afirma que este é o primeiro requerimento ligado a um alegado extremismo político. Em fevereiro, o advogado António Garcia Pereira reforçou o pedido ao Ministério Público para que acionasse os mecanismos legais de forma a extinguir o Chega. O advogado considera que o partido de André Ventura tem uma natureza racista e fascista, violando assim a Constituição. A juíza conselheira acredita que os partidos de extremos deveriam ser proibidos em Portugal, mas sublinha que é muito difícil determinar se um partido político é fascista. Contudo, a magistrada admite que ainda não tiveram tempo de decidir. A juíza conselheira Maria Benedita Urbano alerta ainda que os tribunais constitucionais estão a ser atacados face à ascensão do populismo e do autoritarismo em sociedades democráticas. Já ontem, em entrevista à Rádio Observador, a antiga eurodeputada socialista Ana Gomes tinha defendido que a legalidade do Chega deve ser repensada pelo Tribunal Constitucional. São 10:08. Já a seguir o Contracorrente, também sobre os riscos da inteligência artificial. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam este arranque de semana? No Médio Oriente, o Irão acusa os Estados Unidos de desrespeitarem todas as leis internacionais. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma que Washington comete crimes hediondos ao atacar o país e adianta que o está a fazer em parceria com Israel logo desde o início do conflito. Os governos em Portugal estão a ficar mais velhos, mais qualificados e mais partidários e continuam a ser, sobretudo, liderados por homens. As mulheres só entram se tiverem estudado mais e ainda assim para ocupar gabinetes laterais. São as principais conclusões de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que traça um perfil sobre a elite que tem liderado o país nestes 50 anos de democracia. Celine Dion regressou aos palcos este fim de semana num espetáculo marcado pela emoção. A cantora deu o primeiro concerto completo em mais de seis anos. Vai cantar. Há de cantar. Esperamos. A carreira foi interrompida, como falávamos no "Não se Fala de Outra Coisa", não foi? Esta manhã. Primeiro pela pandemia de Covid-19 e depois mais tarde por motivos de doença, a tal síndrome de pessoa rígida. Exatamente. Mas no último sábado à noite voltou aos palcos, em Paris. Aliás, teve de interromper a atuação de uma das canções porque se emocionou, fez uma pausa, secou as lágrimas e agradeceu aos fãs o facto de estar de regresso aos palcos. Está de regresso em grande, porque agora tem vários concertos pela frente. Muitos. Até o próximo ano. O próximo ano todo, não é? O próximo quase. Sim, até o ano que vem.

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