Ex-panicat Jaque Khury desabafa após diagnósticos de saúde mental: 'Tinha preconceito'

Jaque Khury, de 42 anos, recebeu diagnósticos sobre sua saúde mental e passou a tomar medicamentos receitados para tratamento de TDAH e depressão. A ex-panicat e ex-BBB falou sobre a situação em seu Instagram, no domingo (5), e afirmou que tinha preconceitos quanto à questão.
"Não é vergonha nenhuma para ninguém. Ninguém aqui é super-homem ou supermulher. Eu estava um mês atrás pensando em desistir da minha faculdade porque não estava conseguindo estudar, me concentrar. Eu não estava com vontade de fazer nada, nem de trabalhar, nem de estudar, nem de ir pra academia, nem de sair de casa", disse ela, que cursa pós-graduação em Biomedicina Estética.
Jaque contou que chegou "drenada, sugada energeticamente" de uma viagem recente, o que prejudicou sua rotina. "O auge foi quando eu deixei o porta-malas do meu carro cheio aberto na rua. E pequenas atividades do dia a dia, eu não estava conseguindo fazer. Coisas básicas, eu esquecia, não dava conta", contou.
A receita médica se deu após uma consulta com o mesmo psiquiatra do filho. Ela é mãe de Gael, de 12 anos, do antigo casamento com o empresário e produtor Rafael Mello. "Decidi passar [na consulta] e falar 'vou me dar essa chance'. Porque eu tenho preconceito com remédio. Na verdade, eu tinha. 'Não vou tomar nada para a cabeça. Sou forte'. É uma bobagem isso. Os remédios estão aí para auxiliar a gente... Ainda está cedo para eu falar, mas eu já senti alguma melhora", avaliou.
E eu acho que tudo tem motivo pra ser, tudo tem o tempo de Deus, pra tudo. Mas eu senti, no meu coração, que isso foi alerta, pra eu mudar minha postura diante a vida. Não é a gente se entregar, ou tomar o remédio e achar que vai melhorar. Eu senti que eu estava me deixando de lado, como pessoa. Só estava priorizando o trabalho, o estudo, e a minha vida de mãe.
Era basicamente isso. Eu não estava fazendo nada por mim. Cadê as minhas amizades? A minha vida social? Como eu estava tratando como eu estava tratando a minha vida social?
Como eu estava tratando a Jaque como mulher? Como eu estava tratando? Anulando. Eu era aquela pessoa, que se eu visse 1 pessoa conhecida na academia, na rua, eu desviava pra não cumprimentar e não perder tempo. Hoje eu entendi que tem que ser diferente.
A gente tem que parar, a gente tem que conversar, a gente tem que olhar pro outro, a gente tem que fazer amizades, a gente tem que aceitar os convites enquanto eles ainda vêm. Porque pode ser que amanhã você esteja velha, sozinha, e sem amigos e sem convites e sem nada. E essa é 1 reflexão muito profunda, porque às vezes a gente só existe e a gente esquece de viver. Muitas vezes, esse comportamento, ele é moldado pelas pessoas que estão à nossa volta, não pela maldade. Mas pra 1 mãe solteira como eu, é muito difícil você simplesmente sair, curtir, ter ficante, ter 1 vida.
1º porque os filhos cobram nossa presença, e 2º porque a nossa rede de apoio, que geralmente são nossas mães, elas também vão criticar quando a gente sai, como se a gente não tivesse direito a se divertir, como se a gente estivesse sendo irresponsável. E às vezes elas não falam nada, mas a gente sente culpa. É duro pra 1 mulher de 42 anos como eu, ter que responder a hora que eu vou chegar em casa, né? Sendo que antigamente, com tudo o que eu já fiz, com tudo o que eu já paguei, mas eu entendo, porque eu tenho o meu filho. Leva essa mistura de sentimentos de como eu pude me tratar assim durante algum período.
Cheia de culpa, culpa, culpa, o tempo, piro. Eu me esqueci como mulher, eu me esqueci como pessoa. Eu passei a viver no automático durante bom tempo da minha vida. E é muito difícil você chegar nesse equilíbrio. E eu decretei que a partir do momento que o médico me receitou remédio pra depressão, aquilo me assustou.
E eu falei, eu vou mudar, não é tomar o remédio e ficar quieta. Eu vou sair, eu vou ter amizades, eu vou mudar essa situação, e assim estou fazendo algumas semanas. E, tentando não ter culpa, apesar dela ainda desistir, tá? E assim, pra mim é difícil, gente. Eu amo minha família, minha família me ama, mas eles são super tradicionais.
Meu irmão casou com a 2º namorada, família tradicional cristã, todo bonzinho, que Deus abençoe. Meus pais são casados até hoje, e aí eu sou a velha negra da família, eu sou a separada, tatuada, que está cada hora com cara, que meus pais não botam nem fé mais nas pessoas que eu me relaciono, que já até queimam o meu filme de apresentar. É, mas a vida é assim, cada com a sua trajetória, cada com o seu caminho. Eu não tenho culpa, a vida foi se desenhando pra mim. Também não tenho o perfil de ficar num num relacionamento infeliz.
Eu, não é minha cara ficar num lugar que eu estou infeliz. Então se eu não estou feliz eu mudo. Se eu não estou feliz, tchau, troca.
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