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Sunday, September 20, 2026

Cuca vibra com nova vitória do Santos fora de casa: "Uma queda nos pênaltis não tira o crédito"

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Cuca fez questão de por ponto final na eliminação do Santos no meio de semana, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, diante do Atlético-MG. Para ele, a queda nos pênaltis não anula o que tem sido feito pelo grupo nos últimos meses. Pelo contrário.

— Nos últimos seis jogos do Campeonato Brasileiro nós vencemos cinco e empatamos um em casa, contra o Mirassol. É a quarta partida consecutiva que a gente vence fora de casa, foi Internacional, Corinthians, Vasco e hoje. E teve também a vitória sobre o Cruzeiro e o empate com o Mirassol. No segundo turno, acho que estamos no segundo lugar. Estão de parabéns pelo que têm feito, não é uma eliminação nos pênaltis, numa bola fortuita aos 47 minutos do segundo tempo, que vai tirar o crédito que eles têm, pelo menos comigo — disse, e seguiu:

— O que eles estão fazendo é digno de aplauso, se Deus quiser, esse ano o Santos não vai sofrer até o fim do campeonato, como tem acontecido nos últimos anos. Ficamos felizes de vencer, na quarta jogamos uma batalha dura, viagem dura, viemos aqui enfrentar o adversário nesse calor enorme, o adversário com dias a mais de descanso, estreia de treinador, e nós competimos bem. Lógico, não foi um grande jogo, desgaste era grande, mas fizemos o suficiente para vencer e merecemos a vitória.

Cuca, técnico do Santos — Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O técnico, porém, freou a empolgação pela briga por vaga à Libertadores, mesmo com reais possibilidades de chegar mais perto ao menos de uma classificação à fase prévia.

— Objetivo número 1 dos torcedores quando eles foram no CT era o Campeonato Brasileiro. Não vamos criar ilusão de buscar a Libertadores, a gente vai jogar jogo a jogo. Se ela vier, vai ser por mérito nosso ao natural, sem nos autopressionar, senão cria uma expectativa e ela não vem. Vocês viram o tamanho do buraco que fica. Vamos jogar jogo a jogo, o próximo é o São Paulo no Morumbi. Vamos nos preparar bem para o jogo de lá. Perdemos um jogador hoje, Bontempo vai para a Seleção, vamos nos preparar bem para na outra sexta-feira jogar lá — completou Cuca.

O Santos volta a campo no próximo dia 2 de outubro, para enfrentar o São Paulo, no Morumbis, em jogo adiado e remarcado pela CBF, válido pela 21ª rodada do Brasileirão.

Em fase artilheira, Gabigol afirma: "Se eu tiver as condições, eu vou fazer gol"

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Confira outras respostas de Cuca na entrevista coletiva:

Gabigol e artilharia
— Gabriel é um jogador que flutua bastante, não é uma referência, um pivô, é inteligente, bastante técnico, busca atacar espaço, faz 1-2 muito bem, tem técnica refinada. Hoje foi o garçom, depois fez o gol que nos deu a vitória. Está vivendo um grande momento.

Críticas por eliminação
— A gente não tem no futebol muito tempo para lamentar nada. O jogo de quarta-feira... Existem muitas pessoas que interpretam o jogo em cima do resultado. Era um jogo totalmente controlado. Quando o Atlético-MG se lançou todo ao ataque, não foi uma coisa ordenada. Ele jogou no tudo ou nada, estávamos montados numa linha de cinco sem tomar pressão, sem tomar susto algum, o jogo estava controlado. Tivemos um cruzamento de 35 ou 38 metros, que nos pegou bem posicionado, mas falhamos, tomamos o gol, foi aquela única bola. Não teve segunda (...)

— (...) É difícil explicar pro torcedor que ele é passional, vai ver com o coração, não a razão. Aí tem muitas ofensas pessoais até da imprensa, um desrespeito que chega a machucar a gente. Pode falar que mexeu mal, escalou mal, mas não com palavrões. Pessoal da imprensa tinha que ter mais consideração, não todos, mas quem me ofendeu. Eu não levo mágoa de ninguém, sigo meu trabalho, Deus é tão bom que nos fortaleceu hoje para vir nessa batalha, vencer esse jogo e manter essa sequência maravilhosa. Não sei qual foi a última vez que o Santos venceu quatro partidas seguidas no Brasileirão, seguimos subindo na tabela, estamos a quatro pontos do G6. Há um tempo atrás, estávamos a um ponto da zona de rebaixamento. Eu valorizo todo esse trabalho que está sendo feito.

Oliva é titular ou reserva?
— Quando a gente pôs o João Schmidt, que fez uma boa partida contra o Galo, não fez uma má partida, foi porque o Atlético-MG tinha uma bola parada forte, e a gente só tinha os dois zagueiros fortes no cabeceio. Quando a gente usou o João Schmidt foi por isso e, no decorrer, usamos o Oliva também.

Diógenes titular
— Ele precisa ter ritmo de jogo, sequência, e é um goleiro que tem bastante astúcia, sai bem do gol, é rápido, bom com os pés. Não foi tão bem na bola em que a gente tomou o gol, mas foi uma bola que subiu demais um pouco. Foi uma fatalidade. O mais importante é que a gente venceu, no final é o que fica

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