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Wednesday, October 7, 2026

10h. PM assegura que não há mais acordos com o CHEGA

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Observador 10:02. As notícias com Carla Jorge Carvalho. A Polícia Judiciária está a realizar uma megaoperação de combate a crimes económicos que terão lesado o Estado em € 100 milhões.

Mais de 700 inspetores da Judiciária, outros 300 da Autoridade Tributária, estão a fazer buscas em casas, empresas e escritórios. Estão a ser realizadas em todo o país, em especial nas cidades do Porto e de Lisboa. Em causa suspeitas de crimes de associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O prejuízo aos cofres públicos de € 100 milhões terá ocorrido por recebimento indevido do IVA em simulações de vendas de milhares de telemóveis para empresas fantasma. É uma notícia que tem poucos minutos. Vamos desenvolvê-la nos próximos jornais.

Luís Montenegro assegura que não existem mais acordos com o Chega. A garantia do Primeiro-Ministro surge em resposta ao PS, que pediu esclarecimentos ao Executivo.

Ontem, depois da reunião do Secretariado Nacional, o porta-voz do PS, André Moz Caldas, afirmou que tanto os socialistas como os portugueses merecem saber se existem mais acordos do Governo com o Chega. Isto depois de o Governo ter chegado a um entendimento com o Chega na revisão da lei das rendas. Esta manhã, o Primeiro-Ministro acusa o PS de querer assustar o país e assegura que não existem outros acordos com o partido de André Ventura.

Parece que querem agora assustar o país. "Não, o Governo agora tem." O Governo estabeleceu, por escrito, é verdade, os princípios de entendimento para haver a viabilização de uma iniciativa legislativa. Muitas vezes fazemo-lo de forma verbal, como o Partido Socialista bem sabe. Outras vezes fazemo-lo acertando três ou quatro pontos que, do ponto de vista das partes, devem ser salvaguardados. Querer criar um caso, quantos mais acordos há, nem há mais, nem há menos. Há um governo que governa.

São declarações do Primeiro-Ministro em Split, na Croácia, momentos antes da cimeira dos países do sul da Europa. Luís Montenegro sublinha ainda que o Governo espera um Partido Socialista disponível para reformar o país.

O antigo presidente do CDS, José Ribeiro e Castro, concorda com o presidente da Assembleia da República. Apenas devem existir duas comissões de inquérito em simultâneo.

André Ventura já veio criticar a posição de Aguiar Branco, acusa o presidente da Assembleia da República de querer travar a CPI. Luís Neves, ouvido há instantes aqui na Rádio Observador, o antigo presidente centrista, José Ribeiro e Castro, defende Aguiar Branco, explica que desta forma os grupos parlamentares mais pequenos conseguem acompanhar os trabalhos.

A preocupação é legítima, porque de facto, lembro quando estava deputado, os grupos pequenos, sobretudo, queixavam-se muito da impossibilidade de acompanhar o conjunto das comissões. Se um partido pequeno quiser acompanhar todos os inquéritos parlamentares, como em princípio é uma prioridade política do inquérito parlamentar que está a decorrer, de facto, essa dificuldade existe.

O antigo presidente do CDS diz que o presidente da Assembleia da República agiu bem ao ter recorrido à conferência de líderes. Ainda assim, José Ribeiro e Castro critica a inação do Parlamento e a falta de consensos.

O Parlamento, infelizmente, é como a burocracia, está a ser especialista em perdas de tempo, que é uma coisa terrível. Nós estamos, de facto, a ser especialistas em perda de tempo e não é só por termos minorias, é por falta de senso, por falta de vontade política. É terrível.

José Ribeiro e Castro foi o convidado desta manhã da Comissão de Inquérito da Rádio Observador.

Mário Centeno acusa o governo da AD de ter acabado com a almofada orçamental e afirma que Luís Montenegro destronou José Sócrates.

É a expressão que dá título a um artigo de opinião no jornal Público. O ex-ministro das Finanças compara a atual situação das contas públicas com a de 2009, período de pré-crise financeira, com a liderança governamental de José Sócrates. Centeno alerta ainda que a gestão da AD levou a um déficit crescente. Fala, por isso, em desastre orçamental e acusa o Executivo de ter falta de literacia financeira. Quanto às comparações com Sócrates, o antigo governador do Banco de Portugal reconhece que o país está melhor face a 2009, mas aponta para semelhanças que considera preocupantes, nomeadamente as altas taxas de juro que se verificam nos mercados mundiais e o facto de o governo português ser minoritário. Na análise, o comentador da Rádio Observador, Paulo Ferreira, questiona os números apresentados por Mário Centeno.

Ele fala de despesa sem distinguir despesa corrente de despesa de investimento, como é evidente. Compara o crescimento da despesa ao longo desses períodos governamentais todos. Compara o crescimento nominal. O nominal da despesa, o nominal é o valor mesmo, em montante de euros, digamos, que ela tem. Portanto, não é o crescimento real, onde já está descontada a inflação, e compara isso com o crescimento nominal do PIB também. Eu, antes de mais, enfim, mas isso é seguramente problema meu, não consegui ver onde é que ele vai buscar que a despesa cresceu 25% nos últimos três anos e a economia nominal, sempre valores nominais, apenas 19%. Seguramente, os dados que ele utiliza são diferentes dos meus e certamente que ele tem razão nestes números.

Análise do Paulo Ferreira esta manhã no "E o Vencedor é".

Agora sim, Jorge Jesus já leu o comunicado de Cristiano Ronaldo, mas o selecionador nacional refere que não tem nada a dizer.

À saída de casa, dentro do carro, há instantes, Jesus voltou a ser questionado pelos jornalistas acerca do comunicado emitido ontem por Cristiano Ronaldo e foi de poucas palavras.

Li o comunicado e agora, como faço todos os dias, vou para a Federação trabalhar, pensar na equipa e na seleção portuguesa. Não tenho mais nada a dizer.

Jorge Jesus, a caminho da Cidade do Futebol, diz-se focado na seleção nacional. O treinador deve voltar a reunir-se com o presidente da Federação. Pedro Proença ainda não falou após o comunicado de CR7, em que o avançado acusa Jesus de faltar à verdade e de ter uma atitude de quero, posso e mando.

São agora 10:08, já a seguir o Contracorrente também sobre os protestos estudantis em França. Primeiro, Carla, que outras notícias merecem destaque?

Portugal expressa solidariedade para com Israel no dia em que se assinalam os três anos do ataque do Hamas. O governo fala no mais grave massacre terrorista antissemita desde o Holocausto. Uma reação que surge através do ministro dos Negócios Estrangeiros, numa publicação na rede social X. Paulo Rangel expressa a solidariedade de Portugal para com as famílias das vítimas, incluindo as portuguesas e o povo israelita. O ministro dos Negócios Estrangeiros considera ainda que o 7/10/2023 não pode ser esquecido e sublinha que o antissemitismo tem de ser sempre condenado e combatido. O primeiro-ministro francês fala esta noite ao país, depois de mais uma onda de protestos violentos. O governo deu instruções para a reabertura gradual das escolas a partir de hoje, para tentar voltar ao normal, mas os estudantes ameaçam intensificar os protestos caso não sejam ouvidos. Emmanuel Macron esteve reunido de emergência ontem à noite com o governo. De acordo com a imprensa francesa, não terá ficado satisfeito com a resposta repressiva da polícia. Ontem, entre 250 a 450 mil pessoas participaram em manifestações um pouco por todo o país, motivados pela falta de condições nas escolas.

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