França. Dia mais calmo com 141 escolas fechadas

Os protestos estudantis em França diminuíram de intensidade esta sexta-feira. Segundo projeções do Ministério da Educação francês, cerca de 141 escolas fecharam (menos 16 do que na quinta-feira), enquanto 96% permanecem abertas total ou parcialmente. Mesmo assim, deverá ser apenas uma pausa: os sindicatos já marcaram outra grande manifestação para a próxima terça-feira, dia 13 de outubro.
Esta manifestação foi marcada, apesar de o ministro da Educação, Edouard Geffray, ter anunciado a contratação de três mil novos professores esta quinta-feira à noite, numa entrevista televisiva ao canal TF1. Numa visita a uma escola em Cachan esta sexta-feira, o governante precisou tratar-se de “3.024 professores substitutos efetivos”, que estão a ser “contratados”. “Vão ter conhecimento da sua colocação durante o dia ou talvez no início da semana”, acrescentou.
O ministro concedeu que devia “aos alunos um plano de ação” na área da Educação. “Isso significa que tudo ficará perfeito no imediato? Não sei, mas darei atualizações regulares”, prometeu. Edouard Geffray saiu em defesa dos alunos que “expressaram as suas opiniões de forma respeitosa e democrática”, se bem que tenha criticado os partidos que “tomaram conta” dos protestos.
[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
Os movimentos estudantis estão divididos sobre a ação do ministro. Na próxima segunda-feira, Edouard Geffray e o ministro do Ensino Superior, Philippe Baptiste, vão reunir-se para discutir a plataforma de acesso ao ensino superior Parcoursup, que tem motivado várias críticas dos alunos do ensino secundário.
Esta sexta-feira, alguns liceus continuam com as aulas suspensas por questões de segurança, enquanto outros em Paris e noutras cidades continuam com os portões barricados para impedir a entrada de professores e alunos.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.