6h. 40% dos apostadores online usam plataformas ilegais
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Horas. As notícias com Teresa Freire. Bom dia. Mais de 1200 operacionais, apoiados por quatro centenas de meios terrestres, combatem a esta hora quatro grandes incêndios em Proença-a-Nova, Portel, Mirandela e Freixo de Espada à Cinta, todos estes considerados como ocorrências significativas pela Proteção Civil. O incêndio em Freixo de Espada à Cinta deflagrou ontem à noite, na zona de Ligares. Para esta hora é combatido já por uma centena de bombeiros e 30 meios terrestres. Dar conta de que na última hora o incêndio em Sedães, no Conselho de Mirandela, entrou em fase de conclusão. Ainda é combatido por mais de 150 bombeiros e quase 70 veículos. Destaque ainda para os dois focos de incêndio em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, que já estão dominados. Neste momento, mais de 600 bombeiros mantêm-se no teatro de operações, apoiados por mais de 200 viaturas. O governo reúne-se esta quarta-feira com os parceiros sociais. A agenda oficial da reunião indica que o ministro do Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, vai apresentar as informações sobre o Orçamento de Estado para 2027. A transposição da diretiva da transparência salarial também vai estar em cima da mesa na reunião que arranca às 15h. Além do ministro da Economia, também a ministra do Trabalho e o ministro da Agricultura e do Mar marcam presença na reunião, que vai decorrer na sede do Conselho Económico e Social. Luís Montenegro apoia António Costa num segundo mandato como presidente do Conselho Europeu. A notícia é avançada pelo jornal "Expresso", que cita uma fonte do governo. António Costa ainda não se pronunciou sobre o futuro, mas o primeiro-ministro português quer que o antecessor fique mais dois anos e meio à frente do Conselho Europeu. Em causa, a solução proposta pelo presidente do PPE, o Partido Popular Europeu, que defende que não se mexa nos cargos do topo até ao final da atual legislatura, o que implica tanto a reeleição de António Costa, mas também de Roberta Metsola como presidente do Parlamento Europeu. O mandato do português só termina em junho do próximo ano, mas a discussão está já em cima da mesa porque está relacionada com o mandato de Roberta Metsola, que termina já em janeiro. O antigo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, critica o ruído mediático e político dos últimos tempos. O antigo chefe de Estado esteve ontem na entrega do Prêmio António Champalimaud, uma cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, do presidente da Assembleia da República e do atual presidente da República. No discurso, António José Seguro insistiu que um pacto para a saúde é necessário, mas acabou por ver um antecessor roubar as atenções à saída do evento. Vasco Maldonado Correia.
Como quem não quer a coisa, Aníbal Cavaco Silva garante que está de fora, mas não resiste a um breve comentário.
Eu não quero acrescentar nada a todo o ruído político que anda por aí, que eu penso que não serve os interesses do país, porque eu estou neste momento na condição de reformado das questões de política.
Sobre a que ruído se refere, ao certo, o antigo chefe de Estado não explica, mas reforça.
Compreendo que eu não quero acrescentar nada ao ruído mediático que existe neste momento no país, demasiado intensivo e se calhar, muito pouco justificativo.
Cavaco esteve sentado ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, esse ainda menos falador, na cerimónia de entrega do Prêmio António Champalimaud 2026. Foi da plateia que ouviram o sucessor de ambos, António José Seguro, pedir a defesa do Serviço Nacional de Saúde.
É uma das grandes realizações da democracia portuguesa, porque nasceu de um princípio profundamente democrático, o de que a saúde é um direito de todos e não um privilégio de alguns.
Ideia que leva o presidente da República a insistir numa das principais bandeiras eleitorais.
É dever de todos melhorar uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. É esse o sentido do pacto para a saúde que lancei no início do meu mandato e para o qual é necessário canalizar todas as nossas energias.
António José Seguro esteve com o primeiro-ministro e com o presidente da Assembleia da República na entrega do Prêmio António Champalimaud. Este ano, os vencedores foram dois investigadores, o húngaro Botond Roska e o francês José-Alain Sahel, pelo trabalho que permitiu a deficientes visuais ou cegos devido a doenças da retina recuperarem a visão.
Vasco Maldonado Correia a acompanhar a entrega do Prêmio António Champalimaud em Lisboa. Na plateia esteve também o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, o procurador-geral da República e a provedora de Justiça. 40% das pessoas que fazem apostas online em Portugal usam plataformas ilegais, que são já milhares. Na semana em que o Parlamento vai discutir este tema, a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online divulgou um estudo feito pela Aximage, que conclui que quatro em cada 10 jogadores apostam em sites ilegais. Em entrevista ao Observador, o presidente da associação, Ricardo Domingues, considera que nos últimos anos houve uma normalização do jogo ilegal.
Neste momento, eu diria, e nos últimos anos, parece-nos que há uma normalização muito grande daquilo que é a atividade de jogo ilegal. E a diferença entre os operadores regulados e os operadores ilegais é uma mera licença. Os operadores ilegais oferecem tudo aquilo que os operadores regulados oferecem e ainda mais uma série de coisas que não é permitido aos operadores regulados Oferecer.
Ricardo Domingues espera, por isso, que a nova lei seja eficaz contra as milhares de plataformas ilícitas. O jogo online licenciado em Portugal existe há uma década. O estudo revela que 70% dos jogadores gastam até €50 por mês. A associação considera que os influenciadores contribuem para esta normalização do jogo ilegal.
Há aqui um contributo de vários fatores que ajudam a normalização daquilo que é o jogo ilegal. Desde logo, os influenciadores que promovem os operadores ilegais, sem grande consequência, têm vindo a promover ao longo destes anos e que nós saibamos, sem qualquer consequência criminal. Por outro lado, há também os meios de pagamento que são oferecidos. Os operadores ilegais oferecem os mesmos meios de pagamento que os operadores regulados.
Ricardo Domingues, numa entrevista conduzida pela editora adjunta de Economia do Observador, Ana Sanles. O governo vai mexer na lei dos jogos e apostas online, uma década depois de ter sido criada. O ministro da Economia tinha remetido as alterações para este verão. Agora esta quinta-feira, o tema vai ser discutido no Parlamento. No desporto, o Benfica joga hoje frente ao AC Milan. O técnico das Águias espera adversidades, tendo em conta que as duas equipas estão habituadas a jogar na Liga dos Campeões. O Benfica entra em campo em Milão, às 20h, para a Liga Europa. Na antevisão à partida, Marcos Silva diz que jogar no Estádio San Siro vai ser muito difícil para os encarnados.
Duas equipas que estão habituadas a estar noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial, pelo que têm sido os últimos anos também em termos de competições europeias, mas a realidade é que estão ambas na Liga Europa. Nós tivemos que percorrer um caminho ainda mais difícil, tivemos que jogar seis jogos para aqui estar, por circunstâncias diferentes, e um jogo muito complicado. Cada equipa que joga aqui, seja a nível interno como a nível europeu, de competições europeias, acaba por ter sempre grandes dificuldades, porque é um local difícil para jogar, pela qualidade da equipa, como se o Milan fosse jogar ao Estádio da Luz, teria essas mesmas dificuldades também.
O treinador das Águias, na antevisão ao jogo frente ao AC Milan. Já do lado da equipa italiana, o treinador Ruben Amorim afirma que o Benfica tem capacidade de ganhar o campeonato nacional, mas alerta para a responsabilidade excessiva das equipas portuguesas nas competições europeias.
O Benfica pode vencer qualquer jogo, porque tem um grande treinador e porque tem os jogadores para isso. O que eu dizia em Portugal, digo aqui o mesmo em Itália. Acho que às vezes os clubes portugueses têm uma responsabilidade que não deviam ter, porque não têm as mesmas condições que alguns clubes, e até propriamente que os clubes italianos. E portanto, ainda estou a pôr mais responsabilidade do meu lado, mas era o que eu diria sempre em Portugal e é o que eu digo agora. Mas olhando para o treinador, olhando para a equipa, para a rotação que às vezes se pode fazer na liga portuguesa, é possível, se correr tudo bem. Vejo um Benfica claramente muito forte, vejo uma identidade muito clara.
Ruben Amorim, na antevisão ao jogo desta quarta-feira. A partida entre o AC Milan e o Benfica tem início às 20h e conta com emissão especial aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho deste noticiário das 06h. Informação especial de regresso às 06h30, antes temos conferência de imprensa e vamos à bola.
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