Ibovespa bate novo recorde intradiário e se aproxima dos 210 mil pontos
O Ibovespa renovou a máxima intradiária histórica nesta sexta-feira, 9, ao atingir 209.713,45 pontos, com alta de 1,69%. O índice superou o recorde anterior, de 209.605,70 pontos, alcançado na segunda-feira, 5, quando a bolsa brasileira registrou a maior alta diária em mais de seis anos.
O principal índice acionário da B3 opera em alta nesta sexta-feira, apoiado pela divulgação dos dados de inflação de setembro e por um ambiente externo mais favorável, com bolsas internacionais em alta e alívio nos preços do petróleo. Os investidores também repercutem novas pesquisas eleitorais para o segundo turno da disputa presidencial.
Mais cedo, o Ibovespa já havia subido mais de 1% na primeira hora de negociação, mas reduziu parte dos ganhos antes de voltar a avançar. Por volta das 12h, o índice subia 1,27%, aos 208.844 pontos.
No câmbio, o dólar comercial recuava 0,70%, cotado a R$ 4,990, próximo da mínima do dia, de R$ 4,983.
Recorde veio após rali eleitoral
Na segunda-feira, 5, o Ibovespa disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. Durante a sessão, o índice oscilou entre 192.137,63 e 209.605,70 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos.
A alta foi uma reação dos investidores ao resultado das urnas, que colocou Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno. Flávio terminou a primeira etapa da eleição com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.
O movimento também foi acompanhado por um volume financeiro de R$ 79,3 bilhões na B3, cerca de três vezes o registrado em um pregão normal. Ao longo do dia, o mercado acionário brasileiro ganhou mais de R$ 400 bilhões em valor de mercado.
Na mesma sessão, o dólar caiu 4,12%, para R$ 5,001, na maior queda diária da moeda americana em oito anos. A reação refletiu a avaliação de investidores de que o resultado eleitoral poderia elevar a perspectiva de mudanças na condução da política econômica e fiscal a partir de 2027.
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