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Sunday, October 18, 2026

Fabi Alvim e Alison "Mamute" entram oficialmente para o Hall da Fama do vôlei

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Cada homenageado recebeu um anel e uma foto. Após receber as peças, Fabi iniciou um discurso em que relembrou a infância no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e o início da carreira em meio à criação da posição de líbero em 1998.

Fabi Alvim entra oficialmente para o Hall da Fama — Foto: Reprodução/IVHF

Na biografia disponibilizada pelo Hall da Fama, a jogadora que também foi campeã da Superliga em 10 ocasiões, é caracterizada pelo "impacto revolucionário" e influência em diversas gerações da modalidade. No local, ela deixou fotos de momentos marcantes e o uniforme utilizado na campanha do ouro em Londres.

- Fabi transformou a percepção sobre a posição e demonstrou que títulos podem ser construídos com base em uma defesa incansável, liderança e determinação. (...) Fabi demonstrou o quão profundamente uma jogadora no fundo de quadra pode influenciar o rumo de uma partida - diz o texto.

Espaço dedicado a Fabi Alvim no Hall da Fama — Foto: Camilo Pinheiro Machado

Com esta premiação, a maior honraria do vôlei internacional reverencia a trajetória de 194 personalidades entre jogadores, treinadores, árbitros e líderes de 28 países. Os nove homenageados deste ano foram divulgados em maio com base em uma seleção que contou com um comitê formado por ícones internacionais e votação popular. Em entrevista ao Abre Aspas, do ge, Fabi revelou que pensou ser uma brincadeira quando foi informada da escolha.

- É muito louco quando eu olho para trás. Se alguém dissesse: "Fabi, você vai ganhar duas medalhas de ouro olímpicas, vai conhecer seus ídolos, viajar e no fim das contas vai terminar em um grupo seleto de atletas históricos". Você está de brincadeira comigo (risos). Jamais imaginei que pudesse acontecer algo próximo disso - disse a ex-líbero.

Mais brasileiros homenageados

Alison Mamute é anunciado oficialmente como membro do Hall da Fama do vôlei

Alison Mamute é anunciado oficialmente como membro do Hall da Fama do vôlei

Dos quatro brasileiros indicados em 2026, o campeão olímpico na Rio 2016 e prata em Londres 2012, Alison "Mamute" Cerutti, também foi selecionado. Na sede do Hall da Fama, o atleta deixou peças importantes da carreira, como boné, óculos e camisa usados na vitória por 2 sets a 0, ao lado de Bruno Schmidt, contra a dupla italiana que rendeu o ouro nas areias de Copacabana há 10 anos. Ele também disputou os jogos de Tóquio 2020 e foi bicampeão do circuito mundial.

Alison Mamute entra oficialmente para o Hall da Fama — Foto: Camilo Pinheiro Machado

- Sendo um dos jogadores mais fisicamente imponentes e tecnicamente talentosos da história do esporte, Alison combinou força, capacidade atlética e intensidade competitiva para se tornar uma das figuras mais emblemáticas do vôlei de praia moderno - afirma trecho da biografia de Alisson disponível no Hall da Fama.

Após receber o anel e a fotografia, o ex-jogador relembrou momentos dos 24 anos da carreira, iniciada no Espírito Santo e que culminou em duas medalhas olímpicas e como um dos 115 brasileiros que subiram ao pódio mais de uma vez nos jogos. Ao afirmar ser apaixonado pela modalidade, Mamute afirmou que faz parte da escola antiga, ao começar na quadra e depois migrar para areia.

Alison Mamute entra oficialmente para o Hall da Fama — Foto: Reprodução/IVHF

- É motivo de muito orgulho estar aqui para receber esta homenagem e pensar que, a partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras. É difícil entender o tamanho de tudo isso. Nas minhas palavras, é como zerar um jogo. Daqui, penso o tamanho da minha caminhada, lembro de tudo que vivi, de tudo que passei e de quanto precisei batalhar para alcançar meus sonhos, os meus objetivos - afirmou o jogador, que ficou conhecido pela eficiência no bloqueio.

Espaço dedicado a Alison "Mamute" no Hall da Fama — Foto: Camilo Pinheiro Machado

O terceiro representante do Brasil incluído no Hall da Fama foi Ary Graça na categoria Líder. Ele comandou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) entre 1997 e 2012. No último ano à frente da entidade, foi eleito para a presidência da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), onde permaneceu até 2014. Neste período, a Liga das Nações (VNL) foi criada para substituir a Liga Mundial masculina e o Grand Prix feminino. Também fizeram parte de sua gestão o surgimento da Volleyball World, instituição responsável pelos negócios de mídia, digital, patrocínio e eventos, além do programa de Empoderamento que apoia financeira e tecnicamente seleções e federações.

Ao todo, 27 brasileiros foram homenageados até hoje, como Shelda Bede, Ana Moser, Fernanda Venturini, Giba, Emanuel Rego, José Roberto Guimarães e Bernardo Rezende.

27 brasileiros são homenageados no Hall da Fama do vôlei — Foto: Camilo Pinheiro Machado

Outros homenageados

Além dos três brasileiros, outra personalidade da América do Sul passou a integrar o Hall do Fama. Yoel "Joel" Despaigne é o primeiro atleta de Cuba a ser eleito para esta honraria. Com ataque explosivo, o ponteiro acumulou cerca de 350 partidas pela seleção, tendo como período de destaque o final da década de 1980 e o início da década seguinte, como o ouro na Copa do Mundo de 1989 e a prata no Campeonato Mundial de 1990. Ainda participou de dois jogos olímpicos: Barcelona 1992 e Atlanta 1996.

Dos Estados Unidos, a jogadora de vôlei de praia April Ross foi reconhecida pela atuação de mais de 10 anos na modalidade. Além do ouro no Campeonato Mundial em 2009, subiu no lugar mais alto do pódio em Tóquio 2020, garantindo também prata em Londres 2012 e bronze na Rio 2016.

Com quatro participações olímpicas, Ekaterina Gamova foi outra atleta homenageada. A russa tem no currículo as medalhas de prata em Sydney 2000 e Atenas 2004, mas suas habilidades também conduziram a seleção ao ouro em duas edições do Campeonato Mundial e a vários títulos por clubes europeus.

O francês Laurent Tillie foi o técnico a receber o reconhecimento. Ele acumulou mais de 40 anos dedicados ao vôlei, incluindo as duas participações olímpicas e as 406 partidas como jogador da seleção. Em 2012, chegou ao elenco como treinador, sendo responsável pelo ouro olímpico inédito em Tóquio 2020, além de dois títulos da Liga Mundial.

Entre os árbitros, o escolhido foi o japonês Takashi Shimoyam, que atuou em três Jogos Olímpicos — Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000 — uma conquista alcançada por apenas um grupo seleto de árbitros na história do vôlei.

Denis Le Breuilly foi o representante do vôlei paralímpico, com atuação de mais de quatro décadas em diferentes funções, como árbitro, educador e gerente geral da World ParaVolley, onde desenvolveu ações para promover a integridade e o desenvolvimento do vôlei sentado.

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