Pesquisa Gerp: O que explica a vantagem de 10 pontos de Flávio Bolsonaro sobre Lula
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Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira, 13, mostra Flávio Bolsonaro com 55% dos votos válidos em um cenário de segundo turno contra Lula, que registra 45%. O levantamento aponta diferenças no comportamento do eleitorado por sexo, idade e renda. O senador apresenta vantagem mais expressiva entre homens e pessoas com renda de 2 a 5 salários mínimos, enquanto o presidente lidera entre mulheres e eleitores com renda de até um salário mínimo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 10 pontos percentuais de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira, 13.
O levantamento mostra que a diferença entre os dois candidatos é mais expressiva entre homens, eleitores de 35 a 44 anos e pessoas com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos.
Na simulação estimulada, Flávio registra 53% das intenções de voto, contra 44% de Lula, uma diferença de 9 pontos percentuais. Outros 1% não escolheram nenhum dos dois candidatos e 3% não souberam responder. Considerando apenas os votos válidos, o senador tem 55%, ante 45% do presidente.
Os recortes demográficos ajudam a entender como essa vantagem se distribui entre diferentes grupos do eleitorado. Flávio apresenta uma diferença de 27 pontos percentuais sobre Lula entre os homens e também registra uma vantagem de 27 pontos entre os eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos. Já o presidente tem seus melhores resultados entre as mulheres e na parcela da população com menor renda.
Flávio tem vantagem de 27 pontos entre homens; Lula lidera entre mulheres
A maior diferença por gênero aparece no eleitorado masculino. Flávio Bolsonaro registra 62% das intenções de voto entre os homens, enquanto Lula tem 35%. São 27 pontos percentuais de distância, acima dos 9 pontos observados no resultado geral.
Entre as mulheres, o cenário se inverte. O presidente concentra 52% das intenções de voto do eleitorado feminino, contra 44% do senador, uma vantagem de 8 pontos percentuais.
Os números mostram que a vantagem geral de Flávio é acompanhada por uma diferença expressiva entre os homens, enquanto Lula mantém a liderança entre as mulheres.
A divisão também aparece quando se observa o desempenho individual dos candidatos. Flávio tem 18 pontos percentuais a mais entre homens do que entre mulheres. No caso de Lula, a diferença é de 17 pontos, com maior intenção de voto no eleitorado feminino.
Flávio supera Lula em todas as faixas etárias, com maior diferença entre 35 e 44 anos
A pesquisa também aponta uma distribuição desigual das intenções de voto por idade, embora Flávio Bolsonaro apareça numericamente à frente de Lula em todas as faixas etárias analisadas.
A maior diferença ocorre entre os eleitores de 35 a 44 anos. Nesse grupo, o senador registra 57%, contra 41% do presidente, uma distância de 16 pontos percentuais.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, Flávio tem 55%, enquanto Lula aparece com 40%. Na faixa de 25 a 34 anos, os percentuais são de 54% e 42%, respectivamente.
A distância diminui entre os eleitores mais velhos. No grupo de 45 a 59 anos, Flávio registra 50%, contra 44% de Lula. Já entre aqueles com 60 anos ou mais, a diferença é de apenas 1 ponto percentual: 49% para o senador e 48% para o presidente.
Esse último resultado indica um cenário de equilíbrio numérico entre os dois candidatos no eleitorado mais velho, diferentemente das diferenças observadas nas faixas etárias mais jovens.
Flávio chega a 62% na classe de 2 a 5 salários mínimos
O recorte por renda familiar revela outra diferença importante no perfil dos eleitores dos dois candidatos.
Entre as pessoas com renda de 2 a 5 salários mínimos, Flávio Bolsonaro registra 62% das intenções de voto, contra 35% de Lula, uma vantagem de 27 pontos percentuais.
Essa é a faixa de renda em que o senador apresenta uma das maiores diferenças sobre o presidente. Flávio também registra 64% entre os entrevistados com renda superior a 20 salários mínimos, enquanto Lula tem 35%.
Nas demais faixas acima de um salário mínimo, o senador mantém vantagem numérica. Entre os eleitores com renda de 5 a 10 salários mínimos, registra 57%, contra 40% de Lula. Na faixa de 10 a 20 salários mínimos, os percentuais são de 54% e 37%, respectivamente.
O cenário muda entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo. Nesse grupo, Lula aparece com 60% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37%, uma vantagem de 23 pontos percentuais para o presidente.
Entre aqueles com renda de 1 a 2 salários mínimos, por outro lado, Flávio tem 53%, contra 42% de Lula.
Os dados mostram que a liderança de Lula na menor faixa de renda não se estende aos demais grupos analisados. Flávio, por sua vez, registra seus percentuais mais elevados entre os eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos e acima de 20 salários mínimos.
Flávio também é o candidato mais visto nas campanhas, segundo eleitores
Além das intenções de voto, a pesquisa Gerp investigou qual dos candidatos os entrevistados afirmam ter visto com maior frequência durante as campanhas eleitorais.
Nesse indicador, Flávio Bolsonaro foi citado por 46% dos eleitores, enquanto Lula apareceu com 39%. A diferença de 7 pontos percentuais é considerada estatisticamente significativa pelo instituto.
Outros 12% não souberam responder e 4% disseram não ter visto nenhum dos dois candidatos com maior frequência.
A percepção de exposição também apresenta diferenças entre os segmentos do eleitorado.
Entre os homens, 54% afirmam ter visto Flávio com maior frequência, contra 32% que citam Lula. Entre as mulheres, o presidente aparece à frente, com 45%, enquanto o senador registra 38%.
O recorte por renda mostra uma divisão semelhante à observada nas intenções de voto. Entre os entrevistados com renda de 2 a 5 salários mínimos, 60% citam Flávio como o candidato mais visto, contra 31% que mencionam Lula.
Já entre aqueles com renda de até um salário mínimo, Lula é o mais citado, com 55%, enquanto Flávio aparece com 28%.
Os grupos em que Flávio apresenta maior intenção de voto também estão entre aqueles em que ele é mais citado como o candidato visto com maior frequência nas campanhas.
Os resultados indicam uma associação entre a preferência eleitoral e a exposição declarada pelos entrevistados nesses segmentos, mas não permitem concluir que a maior visibilidade seja responsável pela vantagem nas intenções de voto.
A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores entre os dias 8 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07877/2026.
Os percentuais apresentados nos recortes por sexo, idade e renda correspondem a grupos menores de entrevistados. Por isso, as diferenças entre candidatos nesses segmentos devem ser interpretadas considerando a precisão estatística de cada amostra.
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