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Friday, September 18, 2026

O compositor musical que fazia tudo ‘absolutamente certo’, segundo Billy Joel

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O ícone por trás de sucessos como “Piano Man”, “Vienna” e “Uptown Girl” cita um artista que considerava tão genial que jamais conseguiria se equiparar

Gabriela Nangino (@gabinangino)

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Billy Joel é conhecido por ser um perfeccionista extremo, especialmente quando se trata de suas composições e de seu legado musical. Embora seja um dos artistas mais bem-sucedidos da história da música, com mais de 150 milhões de discos vendidos em todo o mundo, Joel nunca descansou até ter as músicas mais perfeitas possíveis.

Ele afirma que seu alvo final não era dinheiro ou aclamação da mídia: Joel acreditava que tudo o que criava precisava ser tão bom quanto o que havia feito antes. Para o ícone por trás de sucessos como “Piano Man“, “Vienna” e “Uptown Girl“, cada disco era uma oportunidade para experimentar ideias diferentes.

Ao longo de sua carreira, Joel atravessou referências de diversos estilos musicais, como rock, pop, jazz, blues, soul e música clássica, e se inspirou em alguns “heróis” pessoais. Mas ele ressalta um compositor que considerava tão genial que jamais conseguiria se equiparar: Beethoven.

Joel revelou que passou a vida se comparando ao mestre clássico. Inspirado por uma frase de Neil Diamond (que disse “ter se perdoado” por não ser Beethoven), o artista confessou: Esse é o meu problema: eu não me perdoei”.

Segundo Joel, Beethoven tinha a capacidade de colocar sempre a nota exata em suas sinfonias. “Tudo o que ele escreveu estava absolutamente certo. Não consigo citar todas as sinfonias de Mozart, mas posso falar tudo sobre as nove sinfonias de Beethoven. Tudo o que ele escreveu era perfeito. Era sempre a nota certa. Como se consegue isso?”, disse (via Farout Magazine).

Ludwig van Beethoven viveu de 1770 a 1827, mas começou a perder a audição gradualmente por volta de 1800. Apesar da enfermidade, foi nessa fase que ele criou suas peças mais impactantes. O artista compôs a Sinfonia nº 9 em Ré Menor em 1824, sem nunca conseguir ouvi-la ser executada.

Joel também destacou o aspecto humano da obra de Beethoven: “Mozart era como um atleta talentoso, mas Beethoven era muito humano, e eu percebo isso em sua música, e é por isso que o venero.”

Embora Joel esteja em um hiato na composição de canções, o músico lançou um álbum de música clássica, Fantasies & Delusions, em 2001. Ele conta que desejava explorar a composição instrumental e criar peças puramente para piano, se distanciando das pressões da indústria musical tradicional.

Por que Joel parou de lançar novas músicas?

O artista lançou seu último álbum de rock, o aclamado River of Dreams (1993), há mais de três décadas. Em conversa com Rick Beato, ele disse que sentiu que “tinha chegado ao fim” após esse lançamento.  “Eu não queria ficar insistindo em algo que já não funciona mais e ser tocado só porque eu era o Billy Joel. Eu queria que fosse bom, e percebi que não tinha mais a mesma motivação de antes, então disse: ‘Pare. Não estrague tudo’”, explicou.

Segundo Joel, artistas que continuam lançando discos “diluem seu legado”: “Talvez eles não sejam tão bons quanto costumavam ser ou não estejam tão motivados quanto antes, mas acaba se perdendo. Eu não queria que isso acontecesse”.

+++ LEIA MAIS: Google exibe data de morte de Billy Joel e assessoria do cantor rebate: ‘Ele não está morto’

Gabriela Nangino (@gabinangino)

Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, Gabriela é mineira e apaixonada por arte e cultura. Ela também já foi dançarina e seu principal hobbie é conhecer todos os cinemas de rua de SP. Foi estagiária no Jornal da USP e, na Rolling Stone Brasil, fala sobre música, filmes e séries.

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