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Thursday, October 22, 2026

Robô encontra 'Patrick Estrela' da vida real nas profundezas do oceano Atlântico

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Uma expedição científica no oceano Atlântico identificou 57 novas espécies marinhas e cinco novos gêneros a partir de amostras coletadas nas profundezas do litoral argentino. Entre os animais filmados estava uma estrela-do-mar semelhante ao Patrick Estrela, personagem do desenho "Bob Esponja".

A descoberta ocorreu durante uma missão realizada em agosto de 2025, no Cânion de Mar del Plata, com o auxílio de um robô submarino. A região abriga ecossistemas profundos, onde a luz solar não chega e a pressão da água é elevada.

A pesquisa foi conduzida pelo Schmidt Ocean Institute, organização científica sediada nos Estados Unidos. Os organismos coletados passaram por análises posteriores para identificação das espécies.

Expedição revela 57 novas espécies no fundo do Atlântico

As novas espécies pertencem a diferentes grupos de invertebrados marinhos. Entre os 57 organismos identificados, os pesquisadores registraram:

  • 22 equinodermos, grupo que inclui pepinos-do-mar e crinoides;
  • 20 copépodes, pequenos crustáceos encontrados em ambientes aquáticos;
  • 14 cnidários, incluindo corais e penas-do-mar;
  • 1 molusco escafópode, animal que possui uma concha alongada.

A equipe também reconheceu cinco novos gêneros científicos entre corais, crustáceos e pepinos-do-mar. Entre os organismos registrados estavam uma pena-do-mar do gênero Pseudumbellula, um pepino-do-mar apelidado de Loki e outro pertencente ao gênero Benthothuria.

Os resultados mostram a diversidade de animais presentes nas profundezas do Atlântico Sul, região que ainda possui ecossistemas pouco conhecidos pela ciência.

'Patrick Estrela' virou destaque durante exploração do Atlântico

Apesar da semelhança com o personagem de "Bob Esponja", a estrela-do-mar alaranjada filmada pelos pesquisadores não foi considerada uma espécie nova.

O animal chamou a atenção durante as transmissões ao vivo da expedição, realizadas entre julho e agosto de 2025. Segundo o Ocean Census, mais de 4 milhões de pessoas acompanharam as imagens das profundezas do Atlântico, incluindo registros de recifes de corais e outros organismos marinhos.

A estrela-do-mar permaneceu em seu habitat natural, sem ser recolhida pelos cientistas.

Robô SuBastian chegou a regiões inacessíveis a mergulhadores

A missão utilizou o SuBastian, um veículo submarino operado remotamente, conhecido pela sigla ROV. O equipamento permite observar e coletar organismos em regiões profundas, sem a necessidade de enviar mergulhadores.

O equipamento permitiu registrar imagens e coletar organismos em regiões profundas do oceano, onde as condições dificultam a exploração direta. A maior parte das amostras foi recolhida no Cânion de Mar del Plata, uma formação submarina localizada na costa argentina.

Após a expedição, os exemplares foram encaminhados para análises científicas. O trabalho de identificação ocorreu durante duas semanas, em um encontro de pesquisadores realizado na Universidade Maimónides, em Buenos Aires.

Nesse período, os especialistas examinaram os organismos coletados para determinar suas características e classificá-los em diferentes grupos.

Novas espécies ajudam a mapear a biodiversidade do Atlântico

A identificação de dezenas de organismos em uma única expedição amplia o conhecimento sobre a biodiversidade do Atlântico Sul. Os resultados também mostram que os ecossistemas das grandes profundidades ainda abrigam organismos pouco estudados.

Segundo Jyotika Virmani, diretora do Schmidt Ocean Institute, a descoberta contribui para ampliar a compreensão sobre a vida marinha na região.

A oceanógrafa destacou que os dados coletados serão disponibilizados para pesquisadores de diferentes países por meio de uma parceria com o Censo Oceânico. O compartilhamento das informações permitirá que outros cientistas tenham acesso aos registros produzidos durante a expedição e utilizem os dados em novas pesquisas sobre os ecossistemas do oceano profundo.

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