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Sunday, November 1, 2026

14h. Acampadas. PS vai chamar MAI ao Parlamento

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Observador. Começa agora o jornal das 14 horas, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, o Ministro da Administração Interna diz que as imagens da carga policial são difíceis de ver.

Reação de Luís Neves à carga policial desta madrugada no Porto e em Lisboa, na Marinha Grande. O Ministro da Administração Interna fala em sentimentos contraditórios, mas frisa que ninguém tem prazer em ver o que aconteceu.

Que ninguém gosta de ver estas imagens que aqui estão. Todavia, também já o disse e vou voltar a repetir, o direito à manifestação é um direito constitucional. É absolutamente bom que haja a capacidade dos cidadãos poderem manifestar, dando a conhecer aquilo que são as suas reivindicações, os seus desejos à procura de justiça. O governo, ainda há dias no Parlamento, o senhor primeiro-ministro enfatizou, é, de facto, este direito de manifestação que é global e por isso nós, as autoridades e o governo, as autoridades policiais, estão sempre com a segurança destes grandes eventos.

Luís Neves fala em imagens negativas, mas sai em defesa da polícia perante o que considerou uma pequena amostra que colocou em causa a ordem pública.

Uma pequena franja, relativamente aos manifestantes, tem vindo de uma forma reiterada a pôr em causa o cumprimento da lei. É isso que aqui está em causa. Como todos se aperceberam, já no passado recente e no âmbito destas mesmas manifestações, no Porto, houve momentos em que os próprios manifestantes levantaram as tendas que previamente tinham colocado. Nestes dias, tem ocorrido, de uma forma absolutamente inédita, por parte das autoridades policiais, da Polícia de Segurança Pública, uma articulação, pedidos até de uma forma muito tranquila, demorada, de que as tendas não se podem manter conforme são montadas. E por isso, perante o incumprimento da lei, há a necessidade de se repor a ordem pública.

Luís Neves deixou ainda uma garantia, a permanência enquanto o ministro está nas mãos de Luís Montenegro.

O meu lugar está permanentemente à disponibilidade do senhor primeiro-ministro. O que eu quero dizer é que nós estamos a fazer o nosso trabalho na esfera da segurança interna, em todas as suas áreas, das forças de segurança, na proteção civil, conforme hoje aqui tivemos, na questão dos incêndios, na questão da segurança rodoviária. Estamos muito motivados para fazer o nosso trabalho e digo como comecei: ninguém gostaria que isto tivesse sucedido.

A reação de Luís Neves, aqui um registo da CNN na Marinha Grande, a garantir que tem o lugar à disposição e que Luís Montenegro é quem toma a decisão final sobre esse tema.

E o advogado da acampada de Lisboa vai avançar judicialmente contra o ministro da Administração Interna e contra o diretor nacional da PSP.

Anúncio feito por Ricardo Sá Fernandes, advogado do movimento da acampada, que considera que a intervenção da polícia foi ilegal e desproporcional.

Estes jovens e outros menos jovens não cometeram nenhum crime. Quem cometeu crimes aqui foi o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o diretor nacional da PSP, Coelho de Moura. E cometeram crimes. Que crimes? Crimes de abuso de poder, porque não tinham o direito de fazer a intervenção que fizeram. É uma intervenção absolutamente desnecessária, desproporcional, ilegal, contra a lei, contra a Constituição. Nós vamos participar criminalmente contra o ministro da Administração Interna e contra o diretor nacional da PSP.

Ricardo Sá Fernandes, representante legal do movimento à porta da esquadra do Martim Moniz, o local para onde foram levados os detidos de Lisboa esta madrugada. Entretanto, todos libertados.

Foram libertados, mas vão ser presentes a tribunal na segunda-feira.

São seis esses manifestantes detidos em Lisboa. Vão ser apresentados a um juiz de instrução criminal na segunda-feira, a partir das 14h. Para a defesa dos manifestantes, os únicos autores de crimes são o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP. Na carga policial desta madrugada, em que a PSP avançou praticamente em simultâneo em Lisboa e no Porto, foram detidas 13 pessoas, estas seis em Lisboa e sete no Porto.

E o Partido Socialista vai chamar com urgência o ministro da Administração Interna ao Parlamento para esclarecer os acontecimentos da última noite.

José Luís Carneiro quer essa chamada de urgência de Luís Neves ao Parlamento e pede também a Luís Montenegro que convoque o sistema de segurança interna.

O primeiro-ministro deve também convocar, com caráter de urgência, o sistema de segurança interna, onde reúnem as forças e os serviços de segurança, com a presença dos representantes da Assembleia da República, para garantir que se faça o acompanhamento institucionalmente devido, mas também para que ocorra o escrutínio democrático em tudo o que se tem vindo a passar no país.

O secretário-geral do PS diz ainda que quer falar com o presidente da República sobre este tema.

Tenho a intenção de falar com o senhor presidente da República. Falei com ele, como se sabe, por sua convocatória durante esta semana. O senhor presidente da República, por aquilo que é do conhecimento do espaço público, tem estado em contato com o governo e com aqueles que têm a responsabilidade máxima na condução política das circunstâncias que estamos a viver.

José Luís Carneiro, em conferência de imprensa. Esta tarde, diz ainda o líder do PS que se estivesse à frente do governo, já tinha avançado com uma remodelação no executivo.

E o PCP acusa o governo de ser o maior fator de instabilidade no país.

E pede o apuramento de responsabilidades pela atuação da PSP nas manifestações em Lisboa e no Porto. Num comunicado divulgado hoje, o PCP diz que o Executivo está a agir com autoritarismo e à margem da Constituição. O partido associa os acontecimentos desta madrugada a uma intensificação das medidas do governo contra os direitos dos trabalhadores e da população, com apoio do Chega e da Iniciativa Liberal. Diz ainda o Partido Comunista que é necessária uma mobilização dos trabalhadores e da população nas próximas ações pelo direito à habitação e também na manifestação nacional convocada pela CGTP para o dia 21 deste mês.

E ainda sobre a carga policial de ontem, o presidente da República já falou com o primeiro-ministro e com a Provedora de Justiça.

Informação enviada ao Observador por fonte oficial da Presidência da República, que dá conta dessa conversa com Luís Montenegro e com Luísa Neto nas últimas horas. Esta manhã, fonte de Belém já tinha indicado que António José Seguro tinha também pedido informações e esclarecimentos sobre os incidentes desta madrugada e ainda sobre a situação dos manifestantes detidos e de todas as pessoas que ficaram feridas. Ao todo, foram detidas 13 pessoas, seis em Lisboa, sete no Porto, já todas libertadas. Treze polícias apresentaram ferimentos e o Movimento Acampada diz que há mais de 30 feridos a registar entre os manifestantes.

E entretanto, José, os manifestantes prometem voltar hoje à rua.

Já esta tarde, novo momento de protesto, agora contra a violência policial, e mantém-se também esse protesto pelo custo da habitação. A concentração está marcada para às 17h, na Praça do Rossio.

E na atualidade internacional, o Irão avisa que os Estados Unidos não vão ditar a duração da próxima guerra.

Aviso deixado pelo ministro da Defesa do Irão, caso os Estados Unidos decidam avançar com novos ataques a Teerão. O governante iraniano assegura que o país está preparado para avançar com uma resposta decisiva para lidar com qualquer tipo de ameaça, quer venha dos Estados Unidos, quer venha de outro país no Médio Oriente.

E no desporto, o Benfica joga amanhã com o Alverca. Marco Silva diz que a equipa conseguiu preparar o encontro da melhor forma.

Esse jogo está marcado para às 20h15. É a 10ª jornada do campeonato. O Benfica entra pressionado após saber que Sporting e Futebol Clube do Porto já venceram nesta jornada. Na conferência de imprensa antes do jogo, Marco Silva, o treinador do Benfica, diz que os resultados dos encarnados têm sido positivos e que a equipa quer manter a série favorável de resultados.

Boas exibições ajudam-nos a sermos mais fortes e a ganhar jogos, sem dúvida. Nós acreditamos nisso e sermos fiéis àquilo que é a nossa identidade e a nossa forma de jogar. Há sempre um adversário pela frente, que por vezes nos complica e bem a tarefa. Portanto, o que é inegociável são características que nós temos que ter como equipa, quer na preparação durante os últimos dias, na preparação para o jogo e depois conseguir executá-la e sermos iguais a nós mesmos, termos uma boa versão de nós mesmos amanhã, porque vamos precisar para ganhar o jogo e para fazer uma boa exibição e para somar os três pontos que estão em disputa e para poderem os nossos adeptos também desfrutar daquilo que é uma boa exibição do Benfica.

Marco Silva antes do jogo com o Alverca, marcado para amanhã. Do lado da equipa ribatejana, Sérgio Ferreira, o treinador do Alverca, assume as dificuldades e assegura que a equipa que lidera tem noção do desafio.

Temos completamente noção do que é a realidade e sabemos perfeitamente quem é que somos e contra quem vamos jogar, porque é importante. Pior do que enganar os outros, enganamo-nos a nós próprios e nós também não queremos cair nisso. E logicamente sabemos contra quem é que vamos jogar. Mas acima de tudo, preparamos o jogo exatamente da mesma maneira como preparamos todos os outros, com os cuidados que temos que ter em termos mais estratégicos. Em termos de ponto de partida, com suporte sempre à nossa ideia, não vamos abdicar disso, mas logicamente que há aqui alguns lances que mudam.

Sérgio Ferreira, em conferência de imprensa, o treinador do Alverca. O Benfica e Alverca joga-se amanhã, começa quando for 20h15.

E terá, claro, relato e análise aqui na Rádio Observador. E é assim que fechamos o Jornal das 14h, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, voltas às 14h30. Até já.

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