CRB tem a menor dívida entre os 40 clubes das Séries A e B; diretor financeiro comenta ranking

Segundo o ranking apresentado pela Anresf, o valor devido pelo CRB no balanço de 2025 foi de R$ 900 mil. Para se ter ideia, o Sport, maior devedor da Série B, tem um débito de R$ 422 milhões. Em seguida, aparece o Náutico, com R$ 292 milhões.

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Diretor financeiro do CRB, Felipe Baracho conversou com o ge nesta quarta-feira sobre o assunto. Ele explicou a origem do valor deficitário em 2025 e comentou a maneira como o clube trabalha para manter o equilíbrio financeiro.
— Primeiro, vale frisar que esse déficit (R$ 900 mil) apresentado e divulgado amplamente pelo clube no fim de 2025 não foi por falta de organização, mas porque não recebemos receitas que estavam programadas, como patrocínios. Do ponto de vista financeiro, o CRB é um clube extremamente organizado.
Felipe Baracho destaca organização financeira do CRB — Foto: Reprodução CRBCast
Sobre as estratégias adotadas, Baracho ressaltou que é preciso ter responsabilidade.
—Para alcançar essa marca de ter a menor dívida entre os 40 clubes das Séries A e B, o CRB tem planejamento, corte de custos, controle rigoroso de pagamentos... Utilizamos métodos como o PDCA (planejar, executar, verificar e agir), que é essencial para minimizar erros e apresentamos resultados a cada dois meses. Entendemos que o futebol é uma indústria que mói muito dinheiro e é preciso, acima de tudo, ter responsabilidade.
"O CRB é um clube que tem todas as certidões, todos os pagamentos com fornecedores e funcionários em dia."
Na opinião do diretor regatiano, o contexto econômico de Alagoas dificulta uma maior arrecadação do CRB.
— Vale lembrar que o CRB está inserido num contexto geopolítico difícil porque em Alagoas a economia não gira como em outros estados, com grandes centros. Mas, mesmo diante de tudo isso, temos uma austeridade fiscal sem deixar de ser competitivo.
Estádio Rei Pelé é a casa dos jogos do CRB — Foto: Marlon Costa/AGIF
Felipe Baracho entende a cobrança do torcedor para disputar a Série A. No entanto, ele assegura que o clube está no caminho certo para chegar à elite do futebol nacional.
— Falta a cereja do bolo que é colocar o clube na Série A, mas ela vai acontecer. Não sei se agora ou no próximo ano, mais para frente, mas isso vai acontecer. O resultado desportivo é a soma de muitos fatores, mas um deles é a organização financeira. E isso temos feito da forma correta.
Veja o ranking com os 40 clubes das Séries A e B:
- Corinthians: R$ 2,76 bilhões
- Atlético-MG: R$ 2,66 bilhões
- São Paulo: R$ 2,45 bilhões
- Botafogo: R$ 2,01 bilhões
- Palmeiras: R$ 1,58 bilhões
- Cruzeiro: R$ 1,36 bilhão
- Internacional: R$ 1,27 bilhão
- Flamengo: R$ 1,26 bilhão
- Santos: R$ 1,23 bilhão
- Vasco: R$ 1,10 bilhão
- Fluminense: R$ 1,04 bilhão
- Grêmio: R$ 936 milhões
- Bragantino: R$ 772 milhões
- Sport: R$ 422 milhões
- Vitória: R$ 408 milhões
- Bahia: R$ 407 milhões
- Athletico: R$ 405 milhões
- Náutico: R$ 292 milhões
- Fortaleza: R$ 291 milhões
- América-MG: R$ 283 milhões
- Avaí: R$ 268 milhões
- Ponte Preta: R$ 240 milhões
- Ceará: R$ 217 milhões
- Coritiba: R$ 185 milhões
- Vila Nova: R$ 175 milhões
- Chapecoense: R$ 174 milhões
- Novorizontino: R$ 167 milhões
- Goiás: R$ 114 milhões
- Botafogo-SP: R$ 89 milhões
- São Bernardo: R$ 77 milhões
- Athletic: R$ 72 milhões
- Londrina: R$ 60 milhões
- Atlético-GO: R$ 42 milhões
- Cuiabá: R$ 40 milhões
- Remo: R$ 37 milhões
- Criciúma: R$ 37 milhões
- Juventude: R$ 29 milhões
- Mirassol: R$ 11 milhões
- Operário-PR: R$ 4,2 milhões
- CRB: R$ 900 mil
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