O que está por trás do fechamento de milhares de empresas na Argentina sob governo Milei

A economia da Argentina viveu altos e baixos no primeiro semestre deste ano.
Há números positivos: o Produto Interno Bruto (PIB) do país continuou crescendo a um ritmo de 2,2%. O caixa do governo registrou superávit fiscal, as reservas do Banco Central aumentaram e a inflação, um drama de longa data dos argentinos caiu para 33,5% — enquanto o acumulado do ano de 2023 atingiu 211%.
Mas nas ruas o cenário é bem diferente: um em cada três argentinos vive na pobreza. O desemprego gira em torno de 8%, enquanto o poder de compra real da população está defasado.
Uma das maiores preocupações dos argentinos é a precariedade do emprego, que levou muitas pessoas a trabalharem informalmente — sem contratos ou segurança social — e a contraírem dívidas muito além da sua capacidade de pagamento.
A inadimplência afeta cerca de um terço daqueles que contraíram empréstimos, e muitos ainda não viram a recuperação econômica prometida por Javier Milei refletida em seus bolsos.
Enquanto isso, os salários estão caindo em relação ao custo de vida, os serviços básicos estão mais caros — após cortes nos subsídios — e grande parte da indústria manufatureira local foi afetada pela abertura às importações, que pôs fim a uma longa história de políticas de proteção à indústria nacional.
Outro dado que chama atenção é o do fechamento, segundo o Centro de Economia Política Argentina (CEPA), de mais de 30 mil empresas durante o governo do presidente.
A Argentina tem duas economias paralelas? A repórter Camilla Veras Mota explica nesse vídeo.
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