Milton Leite recebeu visita de deputado, prefeito e PM condenado, diz MP

Em nota enviada ao UOL, a assessoria de Madureira negou a visita. Disse que o deputado não esteve em Mogi das Cruzes e nem cumpriu qualquer compromisso na região. "Todas as agendas do deputado no dia 9 foram compromissos públicos na região de Piracicaba", afirma a equipe do parlamentar.
No mesmo dia, o ex-PM Edilson Ricardo da Silva teria ido ao local com um carro registrado em nome do Investigador de Polícia Hemerson Martins Loureiro. O ex-policial tentou se candidatar a vereador de Mogi das Cruzes nas eleições municipais de 2024, mas teve o registro indeferido pela Justiça. Edilson foi condenado por fazer parte de uma quadrilha do estilo "Novo Cangaço", que atacou uma companhia da PM em Guararema e roubou os caixas eletrônicos de uma agência bancária em 2009.
Leite estaria recebendo visitas de políticos e amigos fora dos dias e horários permitidos. Segundo o MP, tudo seria facilitado por um carcereiro. Na decisão que autorizou a operação, o juiz afirma que o Regimento Interno Padrão das Unidades Prisionais do Estado, aplicável aos presos provisórios, restringe as visitas a parentes até o segundo grau e cônjuge, em horários e dias estabelecidos.
O Ministério Público também relatou que, em 8 de outubro, uma caminhonete Montana ingressou de ré no estacionamento, "em manobra compatível com a entrega de objetos". O veículo pertence à Construtora Incorporadora e Comércio Neumax Ltda, empresa administrada por Milton Leite, por sua esposa e por seus filhos. O advogado Luis Carlos Moraes Caetano, ex-diretor da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), estava no carro, segundo o MP.
Também no dia 8, estiveram no local o deputado federal eleito Milton Leite Filho e o prefeito de Itaquaquecetuba. De acordo com o MP, um carro registrado em nome do advogado Paulo Ricardo Teixeira Leite também estacionou em frente ao 1º Distrito Policial, "em manobra que impediu a visualização de objetos eventualmente levados ao seu interior". A delegacia e a cadeia de Mogi ficam no mesmo endereço.
O UOL procurou o prefeito Eduardo Boigues, o advogado Luis Carlos Moraes Caetano e a defesa de Milton Leite. Também tenta contato com os demais citados. A reportagem será atualizada em caso de manifestação.
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