O álbum do Guns N’ Roses que está entre os melhores da história, segundo Lars Ulrich

Para o baterista do Metallica, disco icônico do final dos anos 1980 é uma das obras mais importantes já gravadas não só no hard rock, mas em geral
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Apesar de estarem em paletas musicais diferentes, por assim dizer, Lars Ulrich respeita o Guns N’ Roses. Não só pela trajetória de sucesso da banda encabeçada por Axl Rose, mas também por um disco específico, o qual o baterista do Metallica considera ser um dos “melhores da história”: Appetite for Destruction (1987).
Lars destaca que o álbum de estreia do Guns tornou-se um marco divisor de águas no rock mundial. Com faixas emblemáticas e uma energia crua que redefiniu o hard rock da época, o trabalho é exaltado pelo baterista. Em 2017, ele afirmou à Rolling Stone (via Far Out Magazine), quando convidado a revelar seus discos favoritos de hard rock e metal:
“O que posso dizer sobre Appetite…. que ainda não tenha sido dito? Está no seleto rol de maiores discos de rock já gravados. Ele transcende gêneros: não é apenas um dos melhores discos de hard rock e metal de todos os tempos, mas simplesmente um dos melhores discos de todos os tempos. Obviamente moldou uma geração e serviu de molde para literalmente milhares de bandas.”
Lars Ulrich relembrou como foi seu primeiro contato com o debut do Guns N’ Roses:
“Quando penso em Appetite…, penso em 1987. Esse disco esteve presente em todos os lugares por uns três anos. Lembro da primeira vez que o ouvi. Eu estava voando para Nova York, vindo de Los Angeles, onde tinha passado pela gravadora. O responsável pelo A&R (artistas e repertório) me entregou uma fita cassete promocional e disse: ‘Dá uma olhada neste disco, de uma banda que está prestes a lançar o trabalho’. Isso foi uns dois meses antes do lançamento. ‘Welcome to the Jungle’ — achei bem legal. Gostei, mas não chegou a explodir minha cabeça nem nada do tipo. Mas ‘It’s So Easy’? Eu nunca tinha ouvido nada parecido.”
Ele acrescentou:
“Depois, em ‘Nighttrain’, veio aquela marra, aquela postura; e em ‘Out Ta Get Me’, surgiu aquele tom desafiador: ‘Eles não vão me pegar’. Havia ali um rancor, uma raiva, uma atitude, uma energia absurda. Depois vieram ‘Mr. Brownstone’ e ‘Paradise City’. Eram umas quatro ou cinco músicas seguidas… eu fiquei ali, sentado no avião, de boca aberta, pensando: ‘Que porra foi essa que eu acabei de ouvir?’.”
Metallica e Guns N’ Roses
Anos depois, em 1992, Metallica e Guns N’ Roses saíram juntos em turnê. A banda de Lars Ulrich vivia o auge do sucesso com Black Album (1991), enquanto o Guns havia lançado os dois volumes de Use Your Illusion (1991).
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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