Executivos que estudam lideram as buscas de recrutadores no LinkedIn, aponta relatório
A experiência acumulada já não basta para acompanhar as transformações no mundo corporativo. À medida que a inteligência artificial altera processos, funções e formas de tomar decisões, executivos precisam rever conhecimentos e desenvolver novas habilidades para continuar conduzindo suas equipes.
Um levantamento divulgado pelo LinkedIn em junho de 2026 mostra a dimensão dessa mudança.
Segundo a pesquisa, 90% dos profissionais de alta liderança ouvidos afirmam que suas funções exigem desenvolvimento contínuo de competências para acompanhar as transformações do mercado e da tecnologia.
O estudo ouviu 1.252 executivos, entre CEOs, diretores de recursos humanos, tecnologia e marketing, nos Estados Unidos, Reino Unido e Índia.
Os resultados indicam que a aprendizagem passou a fazer parte das expectativas sobre o exercício da liderança, especialmente diante da expansão da inteligência artificial.
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Por que a atualização profissional chegou à alta liderança
A pesquisa aponta que 82% dos entrevistados afirmam que a inteligência artificial já está criando funções que não existiam nas empresas alguns anos atrás. Entre os exemplos estão cargos ligados à engenharia de IA e à implementação responsável da tecnologia.
A mudança exige que executivos compreendam como essas soluções afetam as atividades e as competências necessárias às equipes.
A decisão de incorporar uma nova tecnologia, por exemplo, envolve avaliar quais processos podem ser modificados, quais profissionais precisam de capacitação e como acompanhar os resultados.
O desafio de liderar em um mercado em transformação
Apesar do interesse pela tecnologia, ainda existe uma dificuldade para antecipar seus efeitos sobre as equipes. Metade dos executivos ouvidos pelo LinkedIn afirma não ter visibilidade suficiente sobre os cargos, as habilidades e as capacidades que suas organizações precisarão no futuro.
A lacuna pode dificultar decisões sobre contratação, treinamento e distribuição de responsabilidades. Sem acompanhar as mudanças nas atividades, empresas correm o risco de investir em soluções sem preparar as pessoas que vão trabalhar com elas.
Por isso, a qualificação de quem ocupa posições de liderança também envolve desenvolver repertório para avaliar aplicações, reconhecer limitações e orientar o uso responsável da inteligência artificial.
Aprendizado contínuo como parte da carreira
O levantamento reforça que a atualização profissional não deve ficar restrita aos primeiros anos de carreira ou aos cargos de entrada.
Para quem ocupa uma posição de liderança, estudar permite acompanhar novas demandas, identificar oportunidades e compreender como as mudanças afetam diferentes áreas da empresa.
O conhecimento técnico não precisa ser equivalente ao de um especialista em programação, mas deve permitir que o executivo faça perguntas pertinentes e participe das decisões.
Na prática, esse processo pode incluir cursos, treinamentos, leitura de pesquisas e experimentação com recursos de inteligência artificial.
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