BNDES triplicou aprovação de investimentos em saneamento desde marco legal
O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico) triplicou a aprovação de investimentos em saneamento desde 2020, ano de sanção do novo marco legal, saltando de R$ 2,5 bilhões por ano para 7,8 bilhões.
A fala foi dita pelo Superintendente de Infraestrutura do banco, Felipe Borim, durante o CNN Talks Infra Saneamento: A Segunda Metade do Caminho até 2033, realizado nesta terça-feira (15).
Durante o painel "A escala de capital para universalizar o saneamento" que participou, o executivo afirmou que o banco vive um momento particular e com muito êxito no setor, defendendo ser necessário seguir com a combinação entre os investimentos público e privado para se conseguir alavancar o capital.
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Borim definiu a segunda metade do ciclo para universalizar como o grande desafio.
O executivo citou estruturação de projetos, além dos mais de R$ 110 bilhões em investimentos.
Dentre as localidades desses projetos estão o Rio Grande do Norte, Goiás, Rondônia e a capital gaúcha Porto Alegre, somando R$ 45 bilhões.
"Estamos vendo uma transformação imensa no setor, nós buscamos construir bons projetos, usando subsídios cruzados, usando recursos públicos", ponderou.
Ainda durante o painel, que contou com a participação do ministro das Cidades, Antônio Vladimir Moura Lima, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP, Natalia Resende, e o presidente da Sabesp, Carlos Piani, o governo e o setor privado defenderam a união de esforços e uma "conjunção" dos investimentos no setor como fundamentais para a universalização completa dos serviços de água e esgoto.
Em sua fala, o ministro afirmou que a universalização dos serviços é um desafio grade, mas que isso não tira a necessidade de "acelerar" o processo e transformar os investimentos em realidade.
Segundo Lima, o governo faz gestão junto aos estados e municípios e "não há o que falar em adiar" o prazo de 2033.
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