12h. PS acusa Governo de atuar à margem da AR
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As notícias. Miguel Viteiro Dias com o Jornal do Meio Dia. Miguel, José Luís Carneiro acusou o governo de querer atuar à margem da Assembleia da República no que toca à habitação.
O secretário-geral do PS está em cabeceiras de Basto e critica a política do governo para a habitação. Em causa está o novo regime do arrendamento urbano, com José Luís Carneiro a dizer que o governo está à procura de uma carta-branca do Parlamento.
É a falta de respeito pela Assembleia da República, porque quer uma autorização legislativa da Assembleia da República para poder fazer um decreto-lei fora do escrutínio da Assembleia, e portanto, para nós é inaceitável. E em segundo lugar, quer liberalizar os termos em que se promovem os desalojamentos de quem tem vidas já muito precárias.
José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas aqui captadas pela CNN Portugal. Já sobre a resposta ao aumento do custo de vida, o líder do PS pede mais medidas setoriais ao governo.
Mário Centeno acusa o primeiro-ministro de governar sob o discurso do medo.
E também sem dar explicações aos portugueses. Em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena Um e do Jornal de Negócios, o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal reage aos avisos de Luís Montenegro. O primeiro-ministro disse recentemente que não quer ser o pai da austeridade, nem fazer com que Portugal regresse aos tempos de tragédia, numa referência ao passado da Troika. E, por isso, Centeno pergunta: o que Montenegro sabe que Portugal ainda não conhece?
Eu acho que não é de ânimo leve que um primeiro-ministro diz aquilo que o primeiro-ministro Luís Montenegro disse na semana passada. O que temos que pedir a seguir, e ele tem que estar disposto a conceder-nos, que é saber o que está por trás daquela frase. E, portanto, eu acho que temos que respeitar aquilo que o primeiro-ministro nos deu a ouvir, ficar preocupados, não entrar em depressão. Foi uma das questões que eu não percebi muito bem, porque os primeiros-ministros normalmente tendem a ter discursos mais mobilizadores. Governar sob o medo é péssimo. E portanto, quando o primeiro-ministro nos mete medo, nós havemos de nos perguntar: o que é que ele sabe que nós não sabemos?
Mário Centeno, que critica ainda as propostas do PS e do Chega sobre o IVA zero nos bens alimentares, diz que há outras medidas que podem fazer mais sentido na economia portuguesa.
Não acho que seja uma boa medida, mas há boas medidas que se podem dar para não estar sempre do contra. Medidas que usam a proteção social muito profunda que existe em Portugal. Por exemplo, o abono de família para as tais famílias que têm filhos, que têm que os levar à escola, porque é a forma de compatibilizar o trabalho dos pais, que trabalhamos muitas horas em Portugal, muito mais do que na média europeia, e a escola dos miúdos. Esse era um apoio absolutamente óbvio em um momento destes.
Mário Centeno, que lançou recentemente um livro sobre a passagem pelo governo, diz que as contas públicas enfrentam ainda um déficit profundo. Acredita que se Bruxelas não redefinir as metas orçamentais impostas a Portugal, o Estado terá de efetuar um corte de 12 mil milhões de euros durante os próximos dois anos.
Vários homens foram presos numa base aérea britânica por suspeitas de crimes relacionados com explosivos.
A polícia declarou um incidente grave e evacuou algumas propriedades nas proximidades, é o que avança o político, sem especificar quantos homens estão envolvidos neste incidente na base aérea de Fairford, no sudoeste de Inglaterra. A BBC avança que a unidade de contraterrorismo da polícia britânica está agora no local a investigar este incidente. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, também já foi informado pelas autoridades. Esta base aérea tem sido utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos para operações militares contra o regime iraniano.
E o Irão diz que está ciente que os Estados Unidos não gostaram da proposta para reabrir os estreitos de Ormuz.
Donald Trump anunciou que rejeitou o plano apresentado por Teerão. Agora, o chefe da diplomacia do Irão admite ainda que aguarda uma posição definitiva por parte da administração norte-americana. No gabinete de guerra de hoje, a especialista em relações internacionais, Liliana Reis, explica a razão para os Estados Unidos terem rejeitado a proposta. Diz que o Irão teria benefícios financeiros e que os Estados Unidos apenas teriam a promessa de um acordo.
Parece-me que o Irão iria receber benefícios econômicos imediatos, mas os Estados Unidos apenas poderiam receber uma promessa de negociação, sobretudo em relação ao acordo nuclear. E por isso os Estados Unidos poderão ter considerado esta proposta insuficiente. Aliás, Donald Trump, eu também já vi agora de manhã, disse que o Irão está a tentar chegar a um acordo porque está a perder alguma margem de manobra do ponto de vista negocial.
Liliana Reis explica também que para os Estados Unidos aceitarem este acordo, era necessário a Arábia Saudita e Israel darem luz verde.
A aceitação deste acordo por parte dos Estados Unidos também necessitaria da anuência por parte de Israel e por parte da Arábia Saudita, uma vez que tinha o Líbano e o Iêmen no seu acordo. Por isso, aquilo que me parece é que neste momento o objetivo do Irão também é ganhar tempo e aliviar a pressão e sobretudo, colocar os Estados Unidos na posição de quem tem que dizer não à diplomacia.
A especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, no gabinete de guerra da Rádio Observador. Depois da rejeição da proposta iraniana, os Estados Unidos enviaram emissários por todo o mundo a exigir medidas para isolar economicamente Teerão. A informação foi avançada pelo secretário do Tesouro norte-americano na rede social X, que diz que esses esforços estão a dar frutos.
A taxa de carbono, o imposto aplicado à gasolina e ao gasóleo, vai render este ano ao Estado mais de 750 milhões de euros.
É o valor estimado da receita que o Estado vai arrecadar com este imposto sobre a gasolina e gasóleo, num ano marcado pela subida dos preços dos combustíveis. Cerca de 60% da receita é transferida para o fundo ambiental, que financia, entre outras medidas, o transporte público nas áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais. As contas são avançadas pelo Correio da Manhã. O governo que já pediu aos portugueses para reduzir o consumo de combustíveis, mas não anunciou qualquer suspensão da taxa de carbono. Este imposto é aplicado desde 2015 e pretende reduzir as emissões poluentes e apoiar a transição para energias mais limpas.
Mais logo há um Noruega-Portugal e Jorge Jesus diz que a seleção vai jogar ao ataque.
Entra hoje em campo a seleção portuguesa frente à Noruega, em Oslo, na segunda jornada da Liga das Nações. Na antevisão do jogo, o novo selecionador nacional reconhece qualidade no ataque da Noruega, mas garante que Portugal também a tem.
Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, quer dizer, naquilo que vamos fazer amanhã, uma coisa de certeza absoluta: não vou ter medo nenhum da Noruega. Zero. E vou lançar uma equipa que eu olho mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Não vou olhar para o jogo e fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.
Jorge Jesus, que não dá como garantida a titularidade de Cristiano Ronaldo e pede também tempo e compreensão aos adeptos da seleção nacional.
Pode acompanhar este Noruega-Portugal. Começa às 19h45, vai ter relato aqui na Rádio Observador. Vamos a outras notícias, também destaque a esta hora, Miguel.
O governo ucraniano quer incentivar o regresso de cerca de cinco milhões de refugiados que continuam na Europa, incluindo os quase 69 mil que vivem em Portugal. A vice-ministra para a Política Social diz à Agência Lusa que o regresso destas pessoas a casa deve ser voluntário e baseado numa decisão informada sobre as condições do país enquanto durar a guerra com a Rússia. O Brexit fez disparar os pedidos de nacionalidade britânica por parte de imigrantes portugueses no Reino Unido, segundo um estudo deste que até é divulgado pelo jornal Público. Entre 2016 e 2019, os pedidos de nacionalidade aumentaram mais de 230%, com o pico a ser atingido em 2021, quando mais de 3 mil portugueses obtiveram nacionalidade britânica. O mesmo aconteceu também ao contrário. Milhares de britânicos pediram autorização de residência em Portugal antes da conclusão do acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia.
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