Miley Cyrus seria a headliner de dia 100% feminino no Rock in Rio 2026, diz jornal

No lugar de Cyrus, que estava entre as atrações especuladas para o festival, quem encerrou a noite de domingo, 13, foi o duo Twenty One Pilots — únicos artistas masculinos dos palcos Mundo e Sunset
Gabriela Nangino (@gabinangino)
Em 2022 e 2024, 0 Rock in Rio realizou o “Dia Delas”, uma data dedicada exclusivamente a apresentações femininas nos palcos principais. Parece que a intenção era manter este legado na edição de 2026, mas isso não aconteceu devido à escalação do duo Twenty One Pilots como headliner do Palco Mundo neste domingo, 13 — única atração masculina do dia. A mudança de rumo pode ter ocorrido porque as negociações com a cantora Miley Cyrus, cotada para liderar a noite, não avançarem.
Em 2022, o lineup do dia 11 de setembro do RiR contou com Dua Lipa, Megan Thee Stallion, Rita Ora, Ivete Sangalo, Ludmilla, Macy Gray, Power! Elza Vive, (show em homenagem a Elza Soares) e Liniker. Em 2024, o festival carioca repetiu a dose: no dia 20 de setembro, os palcos Mundo e Sunset foram dominados por Ivete Sangalo, Cyndi Lauper, Karol G, Katy Perry, Luedji Luna, Tyla, Gloria Gaynor e Izase.
Neste último domingo, 13, o lineup foi quase 100% feminino. No Palco Sunset, as atrações foram Carol Biazin, que convidou Joyce Alane, Joelma, que convidou Viviane Batidão, Marina Sena, que convidou Céu, e Zara Larsson enquanto, no Palco Mundo, se apresentaram Ivete Sangalo, Lola Young e Halsey.
Apesar da forte presença feminina ao longo dos sete dias do Rock in Rio 2026, nenhuma mulher ocupou o posto de atração principal do Palco Mundo. Além do Twenty One Pilots, os headliners foram Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Calvin Harris, Elton John, Stray Kids e Maroon 5. A organização do festival não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas circulam rumores de que Cyrus deveria ter sido a headliner do último dia do festival.
Cyrus apareceu entre os nomes especulados meses antes do anúncio do Rock in Rio. Em entrevista ao GLOBO em maio, duas semanas antes da abertura das vendas de ingressos, o criador do festival, Roberto Medina, “não descartou” que houvesse discussões para trazê-la ao evento.
“Essa é a única coisa que eu não posso falar nunca”, disse na época. As negociações, no entanto, não foram para frente, e quem ocupou o lugar foi o Twenty One Pilots.
Medina também comentou sobre a crescente burocracia para fechar shows com grandes artistas internacionais atualmente, que pode ter sido um empecilho para a contratação da artista. Segundo o empresário, o mercado de grandes shows mudou bastante desde a criação do RiR, em 1985. “Eu não tenho o controle disso aí, porque cada vez é mais complexa e burocrática essa coisa das grandes bandas”, afirmou o empresário.
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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, Gabriela é mineira e apaixonada por arte e cultura. Ela também já foi dançarina e seu principal hobbie é conhecer todos os cinemas de rua de SP. Foi estagiária no Jornal da USP e, na Rolling Stone Brasil, fala sobre música, filmes e séries.
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