The Jerusalem PostSeveral Petah Tikva synagogues refuse to host Smotrich, cite objections to politics during servicesInquirerNGCP raises yellow alert on electricity over Visayas grid anew on Oct. 17CNN TürkHürmüz Boğazı’nda deniz mayını patlaması: Süper tankerde yangın çıktıPunchMexican court sentences killers of Australian, US surfers to 158 yearsBollywood HungamaSCOOP: Tukaram Mundhe's FDA crackdown reportedly shuts food counters at INOX R City Mall for 5 daysZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFColliderThe ’80s Adventure That Inspired ‘Stranger Things’ Is Officially a Free Streaming HitSouth China Morning PostShisha smoking will cause 1 million new lung cancer cases globally by 2050: WHO studyHipertextualEl error más famoso de Windows existe por una elección inesperada que casi nadie conoceThe RegisterAmazon wants you to Bee-lieve wearable AI can recall it all for youFootball ItaliaSerie A | Bologna vs. Inter: Probable line-ups and where to watch on TVVanguardOil tanker on fire after hitting mine in Hormuz – Iran’s Guards
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, October 17, 2026

Desaparecimento de ferida não significa cura da sífilis; entenda riscos

Translate

Existe uma característica da sífilis que ajuda a explicar por que essa infecção continua sendo um problema de saúde pública: um de seus primeiros sinais pode desaparecer espontaneamente. A pessoa percebe uma ferida, ela cicatriza sem tratamento e fica com a impressão de que o problema acabou. Mas a bactéria pode continuar no organismo.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Apesar de ser uma doença conhecida há séculos, ter diagnóstico disponível e tratamento eficaz, permanece bastante comum. Em 2024, o Brasil registrou mais de 256 mil casos de sífilis adquirida.

A transmissão ocorre principalmente durante relações sexuais sem preservativo, pelo contato com lesões infectadas, e também pode acontecer da gestante para o bebê. Por isso, prevenção, diagnóstico precoce, tratamento das pessoas infectadas e avaliação de suas parcerias sexuais são essenciais para interromper a cadeia de transmissão.

Leia Mais

A primeira ferida pode enganar

Na sífilis primária, geralmente aparece uma ferida única no local por onde a bactéria entrou no organismo, chamada de cancro duro. Ela pode surgir no pênis, mas não é uma lesão exclusivamente masculina: também pode aparecer na vulva, vagina, colo do útero, ânus, boca ou outras regiões.

Essa ferida costuma ter uma característica traiçoeira: normalmente não dói, não coça, não arde e não apresenta pus. Dependendo de onde esteja localizada, pode inclusive passar despercebida.

Depois de algum tempo, o cancro duro desaparece espontaneamente, mesmo que a pessoa não tenha recebido nenhum tratamento. É justamente aí que está um dos maiores problemas. A cicatrização da ferida não significa que a sífilis foi curada.

Sem tratamento, a infecção pode continuar evoluindo. Na fase secundária podem aparecer manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e aumento dos gânglios. Esses sintomas também podem desaparecer espontaneamente, criando novamente uma falsa sensação de cura.

Depois, a doença pode entrar em uma fase latente, na qual não existem sinais ou sintomas aparentes. A pessoa pode se sentir perfeitamente saudável e ainda assim permanecer infectada.

Leia também: SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia | CNN Brasil

Uma doença que pode reaparecer anos depois

Quando não é diagnosticada e tratada, uma parcela das pessoas pode evoluir para sífilis terciária, que pode surgir muitos anos após a infecção inicial.

Nessa fase, a doença pode provocar comprometimentos graves, atingindo pele, ossos, sistema cardiovascular e sistema nervoso. Existem também manifestações neurológicas e oculares que podem ocorrer em diferentes fases da infecção e exigem investigação e tratamento específicos.

Esse comportamento mostra por que não devemos esperar necessariamente por sintomas para procurar o diagnóstico.

Quem teve relação sexual sem preservativo, recebeu a informação de que uma parceria sexual foi diagnosticada com uma IST ou acredita ter vivido uma situação de exposição deve procurar um serviço de saúde para avaliação.

O SUS oferece teste rápido para sífilis, com resultado em até 30 minutos. Dependendo do resultado e da situação clínica, são utilizados outros exames para complementar o diagnóstico e, posteriormente, acompanhar a resposta ao tratamento.

Leia também: SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia | CNN Brasil

Sífilis tem cura, mas é possível ter novamente

A boa notícia é que a sífilis tem tratamento e cura. A penicilina benzatina continua sendo o medicamento de escolha, e o número de aplicações depende da fase da doença. Depois do tratamento, o acompanhamento com exames também é importante para verificar a resposta adequada.

As parcerias sexuais precisam ser avaliadas e, quando indicado, tratadas. Caso contrário, existe o risco de reinfecção. Ter tido sífilis uma vez não produz uma proteção capaz de impedir uma nova infecção.

O preservativo continua sendo uma das principais formas de reduzir o risco de transmissão, embora não ofereça proteção absoluta quando existem lesões em áreas que não ficam cobertas.

Há ainda uma razão para levar o diagnóstico especialmente a sério durante a gestação. A bactéria pode ser transmitida para o bebê e provocar aborto, prematuridade, natimortalidade, sífilis congênita e outras consequências graves. Por isso, a testagem durante o pré-natal e o tratamento adequado são fundamentais.

No Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, talvez a mensagem mais importante seja também uma das mais simples: não espere uma ferida permanecer para procurar ajuda. Na sífilis, o sinal pode desaparecer enquanto a infecção continua presente.

Reconhecer essa característica, fazer o teste diante de uma exposição de risco e tratar corretamente são medidas capazes não apenas de curar uma pessoa, mas também de impedir que a bactéria continue circulando.

*Artigo escrito por Dr. Alfredo Salim Helito, membro do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e head nacional de Clínica Médica da Brazil Health - CRM/SP 43163 | RQE 132808

View the original on CNN Brasil →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.