Motoristas relatam desespero no túnel do Anhangabaú: 'Caos total, a água subiu muito rápido'
Quando a reportagem do Estadão esteve no túnel do Anhangabaú, na noite desta quarta-feira, havia uma espécie de engarrafamento de guinchos e de carro de reboque no local. Ainda com as marcas do estrago, pelo menos dez veículos ainda esperavam remoção, com os donos tentando recuperar alguns dos pertences.
Uma das afetadas foi a empresária Gabriela Martins, de 47 anos. Moradora de Interlagos, ela voltava para casa com a filha adolescente de um dia de compras no Brás, também na região central, quando as duas ficaram paradas no engarrafamento.
"Foi um caos total, a água subiu muito rápido", disse. Ela e a menina conseguiram sair somente com a ajuda de motoristas que estavam por perto. "Não tinha sinalização nenhuma, todo mundo no túnel foi surpreendido."
Paola Budano, médica de 59 anos, voltava do trabalho na zona norte e também ficou com o carro submerso no Anhangabaú. "Ninguém sabia até onde a água ia chegar", contou.
Em nota, a Prefeitura afirma que o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) registrou 42 mm de chuva nessa região, ou seja, 37% dos 112 mm previstos para o mês em toda a cidade.
Ainda de acordo com a administração municipal, a CET adotou o protocolo de Estado de Atenção previsto para dias de chuva. No Túnel do Anhangabaú, as interdições começaram às 15h38. Um caminhão de bombeamento emergencial foi enviado ao local para fazer a drenagem.
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