Pedro Morisco e bola parada: os trunfos do Coritiba para encerrar jejum de vitórias no Brasileirão


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O time, porém, ainda precisa transformar essas alternativas em resultados: são seis jogos sem vitória, com cinco gols marcados e 16 sofridos no período.
Com 39 pontos, na 12ª posição, o Coxa tem sete de vantagem sobre o Internacional, primeiro time na zona de rebaixamento. A defesa concentra o principal alerta: são 49 gols sofridos, a segunda pior marca da Série A.
Para interromper a sequência negativa, Fernando Seabra precisa reduzir a exposição da equipe sem comprometer a capacidade de criar e concluir as jogadas ofensivas.
Pedro Morisco, goleiro do Coritiba — Foto: Paulo De Tarso/AGIF
Morisco evita placares mais elásticos
A atuação de Pedro Morisco contra o Atlético-MG ilustra a importância do goleiro no momento atual. Na derrota por 1 a 0, na Arena MRV, ele fez defesas importantes e evitou que o Coritiba saísse de campo com um resultado mais amplo.
O desempenho individual ajuda a manter o time competitivo, mas também expõe um problema coletivo. Quando o goleiro precisa intervir repetidamente, é sinal de que o adversário tem encontrado espaços para finalizar. O Coxa sofreu gols em 11 partidas consecutivas.
A recuperação passa, portanto, por diminuir a exposição de Morisco. Suas defesas podem evitar derrotas mais elásticas, mas não substituem uma estrutura defensiva capaz de limitar as oportunidades dos rivais.

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Bloco baixo busca reduzir os espaços
No empate por 1 a 1 com o Botafogo, no Couto Pereira, Fernando Seabra adotou uma postura mais conservadora para proteger a defesa. O treinador reconheceu a necessidade de recuar algumas etapas e fazer menos coisas, mas executá-las melhor.
A mudança responde aos problemas recentes. Com 16 gols sofridos em seis partidas, o Coritiba precisa diminuir a frequência com que é ameaçado.
Linhas mais próximas podem reduzir os espaços entre defesa e meio-campo, dificultando as infiltrações e obrigando os adversários a buscar outras alternativas para atacar.
A estratégia, no entanto, exige equilíbrio. Se recuperar a bola e não conseguir avançar, o time corre o risco de devolver a posse rapidamente e passar boa parte da partida defendendo.
Para funcionar, o bloco baixo precisa estar associado a uma saída de bola eficiente, capaz de aliviar a pressão e permitir que a equipe avance no campo.
Tiago Cóser cabeceia para abrir o placar para o Coritiba contra a Chapecoense — Foto: JP Pacheco / Coritiba
Bola parada e construção ofensiva
Escanteios e faltas laterais podem ampliar as alternativas de ataque quando o time encontra dificuldades para criar pelo chão.
O jogo aéreo permite levar a bola à área com menos passes, mas sua efetividade depende da qualidade das cobranças e da movimentação dos jogadores.
A bola parada, portanto, pode diversificar os caminhos para o gol, mas não resolve sozinha a baixa produção ofensiva.
Com apenas cinco gols nas últimas seis partidas, o Coritiba também precisa melhorar a construção das jogadas, encontrar espaços entre as linhas adversárias e transformar as chegadas ao ataque em finalizações mais perigosas.
O desafio é fazer a proteção defensiva e a produção ofensiva funcionarem em conjunto. Recuar para reduzir os espaços pode ajudar a equipe a sofrer menos, mas não será suficiente se o time continuar com dificuldades para manter a posse e chegar à área adversária.

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Ajustes à prova no Couto
Os jogos contra Grêmio e Vitória, no Couto Pereira, são oportunidades para interromper o jejum e ampliar a distância para a zona de rebaixamento.
Mais do que o mando de campo, o contexto exige evolução nos dois aspectos que mais pesaram na sequência negativa: a proteção defensiva e a capacidade de transformar ataques em gols.
Deste modo, a reação depende de conceder menos chances e aproveitar melhor as oportunidades criadas, a fim de fazer esses recursos contribuírem para algo que ainda falta nas últimas seis rodadas: uma vitória.
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