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Tuesday, November 3, 2026

1h. Acampada. Tendas multiplicam-se no Porto depois da 00h30

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É uma hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. Começamos pelas acampadas pela habitação. Em Lisboa, os manifestantes vão desmobilizar, mas prometem voltar a pernoitar no Rossio, já esta terça-feira à noite, com tendas. A decisão foi tomada na Assembleia Popular desta noite, que aprovou também o início de uma coordenação entre as acampadas de Lisboa e do Porto, com vista à criação de uma grande acampada. No Rossio está o repórter do Observador, David Biléu. David, boa noite. A esta hora estão montadas aí três tendas, uma das quais da ativista Renata Cambra, certo?

Exatamente, Hugo. São, neste momento, três as tendas que estão aqui montadas frente à estátua a Dom Pedro IV. A verdade é que esta Assembleia Popular teve início às 9h da noite e prolongou-se por mais de duas horas e meia, onde foram votadas muitas propostas, incluindo a proposta de pernoitar e de montar tendas amanhã, não no dia de hoje. Mas a verdade é que, no final desta assembleia, duas pessoas decidiram, voluntária e espontaneamente, montar estas tendas e, passado pouco tempo, Renata Cambra montou também aqui uma tenda, incluindo com uma faixa que dizia: "Somos todas Renata Cambra". Renata Cambra montou esta tenda e depois explica que sentiu a obrigação de abrir a tenda ao ver duas pessoas a terem essa mesma atitude.

O tribunal apreciou precisamente o que vem sendo a argumentação da polícia, a utilização de dois decretos de lei, um em relação ao horário, outro em relação às tendas. O tribunal disse que ambos são ilegítimos e isso, obviamente, não se aplica à participação de uma cidadã, aplica-se à participação do conjunto das pessoas que aqui têm tentado acampar. A partir do momento em que vi que algumas pessoas abriram, pelo menos, duas tendas, senti-me, obviamente, na obrigação de ser consequente com tudo aquilo que tenho feito e abri também a tenda, porque acho que é o correto a fazer, jamais deixaria as pessoas aqui sozinhas, na incerteza.

Renata Cambra a explicar a razão para ter aberto a tenda e também explicar a decisão, hoje, do Tribunal Administrativo de Lisboa. Renata Cambra, hoje, aliás, o ministro da Administração Interna reagiu a esta decisão e disse que dizia respeito apenas a Renata Cambra e a uma situação individual e concreta. Ora, a manifestante diz que esta posição assumida pelo ministro é ridícula.

É só absurdo termos passado o dia inteiro a discutir se é uma tenda, se não é, se tem que ser uma tenda em meu nome. Eu vi uma advogada na televisão, que estava a defender o governo, ser confrontada com a pergunta do jornalista: "Então, se eu chegar aqui e instalar aqui 100 tendas, podem ficar 100 tendas?" E ela própria disse que sim, e isto expõe o ridículo do que está a ser a resposta do MAI.

Aqui Renata Cambra, avisar diretamente o ministro da Administração Interna, Luís Neves. Como dizias, Hugo, aqui nesta Assembleia Popular, foram votadas outras propostas, como também o pedido de reunião com o Presidente da República, que se mostrou disponível para entrar em contato com os representantes da acampada, e foi uma proposta que foi votada quase por unanimidade. Na quinta-feira, esta Assembleia Popular vai acontecer no Pátio das Quintinhas, na freguesia do Beato, para estes manifestantes mostrarem a solidariedade para com a situação de cerca de 30 famílias que receberam ameaças de despejo num prazo de 10 dias. Mas a verdade é que, neste momento, aqui na Praça do Rossio, estão cerca de 50 pessoas, não mais, e, portanto, a noite promete ser tranquila, Hugo.

O relato em direto do jornalista do Observador, David Biléu, a partir do Rossio, em Lisboa. No Porto, o Movimento pela Habitação decidiu voltar a montar as tendas já esta noite. Foi isso que ficou decidido na Assembleia Popular da Invicta. Partimos ao contato com o repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, a partir da Praça Dom João I. Miguel, muito boa noite. Até há pouco tempo havia apenas uma tenda montada, mas agora são já mais.

Boa noite, o cenário evoluiu rapidamente, em poucos minutos. Há pouco estava montada aqui na Praça Dom João I apenas uma tenda e, pouco depois da meia-noite, surgiu um grupo de manifestantes que traziam mantimentos de um carro, traziam sacos-camas, mas traziam também tendas e começaram a montá-las rapidamente. Estão montadas agora 14 tendas, foram montadas estas mais de 10 tendas, quase todas iguais, cinzentas, foram montadas muito rapidamente por estes manifestantes, que, e se há pouco o movimento era de poucas dezenas de pessoas aqui na Praça Dom João I, não cresceu muito, mas ainda assim, pro que tem acontecido, tem sido mais habitual a esta hora as pessoas irem saindo, e quando chegaram essas pessoas pra montar tendas, notou-se aqui, chegando este grupo, aumentou ligeiramente o número de pessoas na praça. Continuam a ser poucas dezenas, mas ainda assim, nota-se esse acréscimo nos últimos minutos. E do outro lado, ou seja, do lado da polícia, continua sem passar por aqui. Temos visto, volta e meia, passa um carro da polícia ou da polícia municipal, mas, ao contrário do que tem acontecido aqui neste acampamento, neste movimento de protesto pela habitação, tem sido normal ver a polícia ou a polícia municipal estacionada aqui na parte superior da Praça Dom João I. Ora, hoje, isso não tem acontecido. Um dos últimos carros que esteve aqui estacionado, um carro da PSP, saiu há já algumas horas e, entretanto, a polícia foi deixando de passar por aqui. Lá está essa nota a dar, foram montadas muitas tendas num curto espaço de tempo. Estão aqui algumas ainda vazias, ainda estão também muitos manifestantes à conversa, mas esse número evoluiu rapidamente. São agora 14 as tendas que estão montadas depois de ter surgido, em Assembleia Popular, essa decisão de voltarem a montar tendas aqui na Praça Dom João I.

A reportagem direto do Miguel Pinheiro Correia, a partir da Praça Dom João I, no Porto. Esta noite o movimento saudou a disponibilidade do presidente da Câmara, Pedro Duarte, para uma reunião pública, mas considera que não estão reunidas as condições para esse encontro. Entretanto, numa publicação nas redes sociais, os ativistas apresentam quatro reivindicações para o encontro com o autarca. Querem rendas apoiadas em todas as casas municipais, a revisão das regras de acesso à habitação social. Pedem também medidas para colocar no mercado os mais de 20 mil imóveis devolutos identificados no Porto, bem como a proibição de novas licenças de alojamento local em imóveis destinados para habitação, além da revogação das já existentes. O secretário-geral do PSD, líder da bancada parlamentar, Hugo Soares, insistiu que a decisão judicial conhecida esta segunda-feira autoriza apenas uma tenda no Rossio. O Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a ativista Renata Câmara a acampar na praça para lá da meia-noite e meia. Hugo Soares acompanha a interpretação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e defende que a decisão diz respeito apenas a uma situação individual.

Eu creio que a decisão judicial, que deve ser respeitada com humildade democrática, mas sobretudo com humildade e espírito de respeito pelas decisões judiciais, é assim que deve ser num Estado de direito democrático. O que é que a decisão judicial diz? Diz que é permitida, numa resposta individual a uma requerente, eu vou repetir, na resposta individual a uma requerente, a montagem de uma tenda para uma manifestação.

Hugo Soares entrevista à CNN Portugal, onde recordou ainda o histórico de Renata Câmara e onde saiu em defesa do ministro da Administração Interna, Luís Neves. Afirma que o ministro é responsável pela reorganização do aeroporto de Lisboa e que merece crédito pelo combate aos incêndios. A marcar esta segunda-feira a reunião do Conselho de Estado, o Presidente da República chamou os conselheiros ao Palácio de Belém para debater a coesão social. O encontro, que se prolongou durante cinco horas, foi este o tempo necessário para ouvir os contributos dos 15 conselheiros que estiveram presentes. Apesar da longa reunião, o comunicado divulgado ao final do encontro não apresenta conclusões concretas. Fica-se por uma mensagem breve, que sublinha a importância da coesão social para reforçar a confiança dos portugueses nas instituições democráticas. Vasco Maldonado Correia.

Foram cinco horas de reunião com a habitação em pano de fundo para o tema que levou António José Seguro a convocar o Conselho de Estado a coesão social. O comunicado divulgado à imprensa no final da reunião não revela praticamente nada sobre as conclusões do encontro. Nota apenas que os conselheiros de Estado foram ouvidos sobre os caminhos que consideram adequados para o reforço da coesão social, sendo que olham para essa questão como condição para a resposta aos desafios estruturais do país. Desafios tais como a desigualdade, a coesão territorial e também o acesso a bens essenciais, como a habitação, a educação e a saúde. Sem mais detalhes, o comunicado termina com a informação de que o Presidente da República valorizou os contributos apresentados pelos conselheiros, sublinhando que enriqueceram a reflexão sobre a matéria. E reafirma também que a coesão social tem importância acrescida para a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas. Nesta reunião, estiveram presentes 15 dos 19 conselheiros. O encontro contou já com o contributo de duas caras novas, o presidente do Tribunal Constitucional, João Carlos Loureiro, e a Provedora de Justiça, Luísa Neto.

Vasco Maldonado Correia, que esteve no Palácio de Belém a acompanhar a reunião do Conselho de Estado, a segunda no mandato de António José Seguro, enquanto presidente da República. Na atualidade internacional, já foram identificadas todas as vítimas mortais do acidente ferroviário da semana passada em Espanha. O balanço mantém-se em 69 mortos, entre os quais está um cidadão português, segundo o Tribunal Superior de Justiça de Castela-La Mancha. Cinquenta e quatro das vítimas são de nacionalidade espanhola e as restantes 15 são estrangeiras. Entre estas, há quatro cidadãos norte-americanos, dois australianos, dois japoneses e cidadãos ainda de outras sete nacionalidades. As autoridades espanholas confirmam que todas as vítimas já foram notificadas. Até ao momento, 55 corpos já foram entregues às famílias. No desporto, o Benfica sofreu, mas venceu o Alverca por 1 x 0 no Estádio da Luz. Os encarnados continuam ainda assim a cinco pontos de distância do líder Futebol Clube do Porto, no Estádio da Luz, em Lisboa. Pavlídis garantiu o triunfo do Benfica com uma grande penalidade aos 51 minutos, que lhe permitiu consolidar a liderança da lista de melhores marcadores da prova, com 10 gols, mais dois do que o colombiano Luís Suárez. No final da partida, o treinador Marco Silva admitiu que foi um jogo em que fez mexidas mais tarde na equipa.

Mas nem sempre tem que se fazer as alterações todas. É óbvio que a alteração ao intervalo era necessária. Nós estávamos olhando de uma forma geral para o jogo. Uma vitória muito importante para nós, mais três pontos, uma vitória justa também, mas muito difícil. Em termos de exibição, não foi a exibição que nós normalmente temos e da forma como gostamos de o fazer, mas faz parte e hoje não foi uma noite desinspirada da nossa parte. Em muitos momentos, muito coração e pouco equilíbrio para tomarmos as decisões mais acertadas que o jogo pedia.

Marco Silva, treinador do Benfica, no final do jogo frente ao Alverca. O Benfica segue na segunda posição, com 25 pontos, a cinco do líder Futebol Clube do Porto, enquanto o Alverca, que soma a segunda derrota consecutiva, é décimo classificado com 11 pontos. Ponto final nesta edição da "Uma da Manhã", o essencial da informação é atualizado à 13h30.

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