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Tuesday, November 3, 2026

Sidney Magal se apresenta com Gipsy Kings e relembra convite negado: 'Fiquei com medo de não estar à altura'

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Sidney Magal e a banda cigana Gipsy Kings realizam, no dia 28 de novembro, no Suhai Music Hall, em São Paulo, uma inédita apresentação juntos. O cantor brasileiro, de 76 anos, e Diego Baliardo, de 75 anos, integrante do grupo musical composto por ciganos espanhóis, conversaram com a Quem sobre a ideia de unirem os seus repertórios, que são referências da música latina há muitas décadas.

"Partiu deles o convite, e eu sei que tem a ver com a nossa identificação musical e nossa paixão pelo povo cigano. Me honra muito esse convite", celebrou Magal em relação ao convite do grupo que tem sucessos como Bamboleo, Volare e Djobi, Djoba.

Dono da voz do sucesso Sandra Rosa Madalena (1977), Sidney relembrou de um show que foi assistir do grupo na década de 90, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Ovacionado ao entrar no ginásio, o cantor gerou o interesse dos integrantes do Gipsy Kings, que, ao saberem da canção inspirada em uma cigana, o convidaram para se apresentar no palco com eles. No entanto, Magal ficou com medo de não estar à altura e negou o pedido, o que torna ainda mais especial para ele poder realizar esse desejo antigo agora.

"Muitos anos atrás, fui ver no Maracanazinho, no Rio de Janeiro, um show do Gipsy Kings, exatamente pela paixão que eu tenho pelo repertório deles. Eles estavam no auge, o local lotado, mas, quando entrei, fui ovacionado. Os integrantes da banda ficaram muito curiosos e perguntaram aos empresários o que tinha acontecido e quem tinha entrado no Maracanazinho que tinha feito as pessoas baterem palma e começarem a cantar. Falaram que era um cantor que fazia sucesso com uma música cigana, a Sandra Rosa Madalena. Naquela mesma hora, eles pediram para me convidarem para cantar com eles em um show no dia seguinte. Fiquei com medo de aceitar o convite e de não estar à altura do Gipsy Kings naquele momento e falei que tinha compromisso naquela data e que não daria. Para a minha surpresa, isso tudo está acontecendo agora, muitos anos depois dessa história", relembrou.

"O público daquele show já via uma identificação muito grande e sentia que a gente estava na mesma vibe, principalmente pela canção Sandra Rosa Madalena. Não digo que temos o mesmo estilo de repertório, já que meu repertório sempre foi um latino mais amplo, com lambada, cha-cha-chá, merengue, mambo, mas já fiz no meu show no Canecão, no auge da lambada, uma homenagem muito espontânea a eles cantando Bamboleo e Volare com dois violinistas espanhóis ciganos", disse Magal.

Sidney Magal — Foto: : Guilherme da Silva Rocha / Leonardo Pomaro Mendes
Sidney Magal — Foto: : Guilherme da Silva Rocha / Leonardo Pomaro Mendes

Confira a entrevista com os dois:

Como surgiu a ideia de fazerem esse show juntos?
Sidney Magal:
Partiu deles o convite, e eu sei que tem a ver com a nossa identificação musical e nossa paixão pelo povo cigano. Me honra muito esse convite!
Diego Baliardo: A ideia foi do nosso promotor, Marcos Milani, da BG PROD, e nós gostamos imediatamente dessa mistura musical.

Sidney, sua carreira está intimamente ligada à música latina e ao romantismo. O que representa para você dividir o palco com um artista que também representa tão fortemente a tradição cigana e o flamenco?
Muitos anos atrás, fui ver no Maracanazinho, no Rio de Janeiro, um show do Gipsy Kings, exatamente pela paixão que eu tenho pelo repertório deles. Eles estavam no auge, o local lotado, mas, quando entrei, fui ovacionado. As pessoas começaram a gritar o meu nome; eu já era conhecido no Brasil como Sidney Magal. Os integrantes da banda ficaram muito curiosos e perguntaram aos empresários o que tinha acontecido e quem tinha entrado no Maracanazinho que tinha feito as pessoas baterem palma e começarem a cantar. Falaram que era um cantor que fazia sucesso com uma música cigana, a Sandra Rosa Madalena. Naquela mesma hora, eles pediram para me convidarem para cantar com eles em um show no dia seguinte. Fiquei com medo de aceitar o convite e de não estar à altura do Gipsy Kings naquele momento e falei que tinha compromisso naquela data e que não daria. Para a minha surpresa, isso tudo está acontecendo agora, muitos anos depois dessa história.

Gipsy Kings — Foto: Divulgação
Gipsy Kings — Foto: Divulgação

Diego, Sidney é um artista com uma identidade muito singular e um carisma reconhecido por várias gerações. O que mais chamou sua atenção nele como artista?
O fato de que, assim como nós, ele soube conquistar diferentes gerações, algo que realmente não é nada fácil nos dias de hoje.

A vida nos palcos exige muito. Quais cuidados vocês têm com a condição física para conseguir manter um ritmo tão intenso?
Diego Baliardo:
Manter hábitos saudáveis, não fumar nem consumir álcool e descansar durante as turnês. Os dias de folga são muito importantes durante as turnês mais intensas.
Sidney Magal: Sou uma pessoa muito rebelde em relação a me cuidar e me tratar. Sempre me preocupei muito com o visual do Sidney Magal. Já a saúde, eu me preocupo dentro da normalidade, como Sidney Magalhães. Então, não faço dieta, não malho, não caminho... Sou bastante ocioso, confesso. Isso é cobrado de mim por todos os empresários que trabalharam comigo e pela minha família. Mas tenho a saúde que Deus me deu e que faz com que eu tenha essa resistência toda. Acho que abuso um pouco disso (risso). Mas é assim que eu consigo superar 60 anos de carreira.

Com o passar dos anos, nossa visão sobre a vida muda. A quais coisas vocês dão muito mais valor hoje do que na época em que eram mais jovens?
Diego Baliardo: De modo geral, compartilhamos os mesmos valores. A família é muito importante para nós, assim como compartilhar nossa música e levar um pouco de felicidade ao público, especialmente nestes tempos difíceis que o mundo inteiro está atravessando.
Sidney Magal: Comecei a cantar com 15 anos de idade e sempre dei muito valor a todas as coisas que eu fiz. Eu estava cantando em uma boate em Copacabana, mas me sentia como cantando no Carnegie Hall. Para mim era suficiente para satisfazer o meu ego naquela carreira que eu estava começando a trilhar. Hoje em dia, olhar para trás é muito mais rico e poderoso do que olhar para a frente naquela época. Naquela época só tinha questionamentos e dúvidas, que agora são certezas. Certeza da carreira que eu fiz, do público que eu tenho, da minha resistência artística e física. Isso tudo é o que a gente tem que curtir agora. Vou fazer 77 anos no ano que vem. Então, agora, tenho certeza de que tenho que ligar a TV e assistir a todos os clipes do Magal que foram feitos até hoje e dar os parabéns. Não significa que eu vá parar amanhã, até porque eu tenho 15 shows para fazer até o dia 24 de dezembro. Estou em plena atividade, graças a Deus.

Sidney Magal — Foto: Christina Rufatto/Divulgação
Sidney Magal — Foto: Christina Rufatto/Divulgação

Vocês dois construíram trajetórias que atravessam gerações, com canções que fazem parte da história de tantas pessoas. Quando pensam no futuro, que legado gostariam de deixar, não apenas como artistas, mas também como seres humanos?
Diego Baliardo:
É sempre o prazer de compartilhar nossa música com o público, cantar com o coração e, acima de tudo, encontrar as novas gerações, que não nos conheciam nos anos 1980, mas que hoje nos acompanham. É preciso fazer com que essa música continue viva, cantar com o coração e seguir compartilhando-a com o público para levar felicidade às pessoas. A música cigana é uma chave que abre os corações.
Sidney Magal: O meu legado como ser humano, acho que já estou deixando muito bem plantado no meu Brasil e no Planeta Terra, que foi a educação de três filhos maravilhosos e agora de netos, mostrando para eles valores da vida em que eu acredito muito e que funcionaram comigo, como um casamento duradouro de 46 anos. Tenho uma família bem estruturada. Fiz um sacrifício normal para conquistar a vida economicamente. Tudo isso é um legado que eu deixo. Profissionalmente, eu deixo um nome que hoje eu reconheço que tem um valor incrível. Sou um artista com uma característica muito própria, de certa forma. Costumo dizer que eu e o Ney Matogrosso somos artistas que as pessoas não conseguiram imitar, a não ser como imitações hilárias em forma de brincadeira. Mas o que eu quero dizer é que ninguém conseguiu repetir a carreira que fizemos. Eu me orgulho muito disso porque levo muito a sério o que eu faço. O meu legado artístico é essa sinceridade e honestidade com o meu personagem, Sidney Magal, que agrada as pessoas até hoje, que lotam os meus shows. Isso é extraordinário. Hoje tenho certeza de que, assim como o Gipsy Kings, estamos durando até hoje porque temos personalidade e características próprias.

GIPSY KINGS® by Diego Baliardo e SYDNEY MAGAL
Local: Suhai Music Hall: Av. das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba, São Paulo – SP | Shopping SP Market.
Data: 28 de novembro (sábado)
Horário: às 21h (abertura dos portões às 19h)
Ingressos: https://www.ticketmaster.com.br/event/gipsy-kings-by-diego-baliardo-suhai-music-hall

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