Juventude na rua sinaliza alternativas à esquerda em crise

Houve duas grandes manifestações de rua que não tiveram comparação com as do outro lado da direita. A segunda delas não teve a participação de nenhuma figura de proa, foi absolutamente espontânea. E não foi uma demonstração de força do PT, das tradicionais organizações civis ligadas à esquerda ou do próprio Lula, mas a demonstração de uma nova força que é difícil de moldar, de criar um rótulo.
José Roberto de Toledo
Para Toledo, a espontaneidade sugere uma reação ao avanço da direita, mas sem o padrão de organização visto em estruturas partidárias. Ele diz que a campanha de Lula ficou aquém em itens básicos, como palanque e mobilização digital.
Essa espontaneidade sugere que, se de um lado você tem um movimento crescente da direita, do outro você passa a ter uma reação mais espontânea do que organizada, porque a campanha do Lula não foi exatamente um primor de organização - faltou palanque, mobilização digital e um monte de coisas - talvez a pior campanha que o Lula fez.
José Roberto de Toledo
Thais Bilenky afirma que o recado dos atos não se limita a apoio ao presidente, mas aponta uma disposição de resistência a um eventual governo de Flávio Bolsonaro, mesmo entre pessoas que não se identificam com Lula.
Toledo avalia que essa força tem alcance e limites: aparece com mais visibilidade nos grandes centros e usa ferramentas tecnológicas que marcaram 2013, mas ainda é cedo, segundo ele, para rotular o movimento ou transformá-lo em teoria fechada.
É um terreno amplo, onde essa força pode até crescer. Tem muita visibilidade por estar nos grandes centros, muita capacidade de mobilização por usar artifícios tecnológicos que ajudaram a 2013.
José Roberto de Toledo
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.