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Friday, September 11, 2026

Uma das principais empresas de IA do mundo afirma que bloqueou pesquisas que poderiam gerar armas biológicas; saiba mais

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Segundo a Anthropic, os usuários que fizeram as consultas criminosas eram grupos financiados por governos, organizações criminosas, espiões comerciais e indivíduos com motivações políticas.

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas

Uma das principais empresas de inteligência artificial do mundo revelou nesta quinta-feira (10) que bloqueou pesquisas que poderiam levar ao desenvolvimento de armas biológicas.

As consultas suspeitas identificadas pela Anthropic foram feitas entre dezembro de 2025 e agosto de 2026. Os acessos pediam a ajuda da inteligência artificial para atividades ilegais, como fraudes, ataques cibernéticos, desenvolvimento de armas e uso indevido de agentes biológicos.

No relatório, a empresa explica que decidiu divulgar as informações porque considera que tem a responsabilidade de revelar os usos indevidos do serviço e alertou:

“À medida em que os modelos de IA avançam, os riscos também aumentam, a menos que os desenvolvedores da ferramenta e os defensores da sociedade ajam para que ela se torne mais segura”.

Segundo a empresa, os usuários que fizeram consultas criminosas eram grupos financiados por governos, organizações criminosas, espiões comerciais e indivíduos com motivações políticas.

Uma das principais empresas de IA do mundo afirma que bloqueou pesquisas que poderiam gerar armas biológicas; saiba mais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Anthropic tem uma preocupação em especial em demonstrar a segurança: a empresa está prestes a lançar ações na bolsa. Entre os maiores riscos detectados pelos pesquisadores da Anthropic estão as tentativas de usar inteligência artificial para fins biológicos. Seja para aumentar a letalidade de vírus e bactérias que já existem, quanto para criar novos agentes que ameacem a saúde humana.

Uma consulta chamou a atenção: a tentativa de pesquisar mutações que reforçariam o vírus da chikungunya, que os brasileiros conhecem bem. Uma doença que causa febre e dores no corpo e pode levar meses para ser curada.

O especialista em segurança na área de inteligência artificial da Forethought Research, William MacAskill, afirmou que há várias maneiras de a ferramenta ser usada para fins criminosos:

“Pode ser pelo uso de pessoas mal-intencionadas ou apenas por negligência. A IA tem acelerado o desenvolvimento científico, principalmente na biologia, e pode dar acesso a milhares de pessoas a técnicas de manipulação de vírus, algo muito difícil de controlar”.
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