Toledo: vitória de Tarcísio no 1º turno 'não é trivial' e mexe com 2030

Com essa margem, dificilmente você vai ter um resultado diferente. Vitória muito significativa do ponto de vista político-eleitoral. Uma vitória em São Paulo no primeiro turno não é trivial, não estou conseguindo me lembrar de outra tão cedo. Reeleição significa ainda mais, porque significa uma aprovação da maioria do eleitorado ao governador.
José Roberto de Toledo
Toledo também comparou o patamar atribuído a Fernando Haddad (PT) com desempenhos anteriores. Para ele, os 35% dos votos válidos citados no programa repetem, em linhas gerais, o que o petista teve quatro anos antes e sinalizam algo para o presidente.
O Haddad, nos 35% dos válidos, repete mais ou menos o patamar que ele conseguiu quatro anos atrás, quando enfrentou o Tarcísio pela primeira vez. De qualquer jeito, o patamar do 35% dos válidos para o Haddad é um bom sinal para o Lula, porque repete mais ou menos o patamar que ele teve no primeiro turno de 2022.
José Roberto de Toledo
Na leitura do jornalista, uma reeleição folgada em São Paulo também pode reorganizar o tabuleiro da direita para o ciclo seguinte, em relação ao bolsonarismo. Ele citou cenários distintos, a depender do resultado presidencial e de quem seria o nome com mais espaço para herdar votos.
Do ponto de vista do futuro, pensando em 2030, significa que, se a família Bolsonaro perde esta eleição para presidente, o Tarcísio é o forte candidato a ser o herdeiro desse espólio eleitoral. Se o Flávio ganha essa eleição, aí o Tarcísio vai ter um grave problema, porque ele já vai ter sido reeleito, não pode ser candidato a governador de novo.
José Roberto de Toledo
Toledo completou que, nesse segundo cenário, o governador teria de buscar outro cargo, o que, na avaliação dele, tende a reduzir força política em comparação com a vitrine do Executivo estadual.
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