Rússia conclui missão humanitária em Oleshky

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A Rússia anunciou esta sexta-feira a conclusão da operação humanitária na cidade ucraniana ocupada de Oleshky, onde um cessar-fogo permitiu retirar civis e distribuir ajuda, sem precisar quantas pessoas foram retiradas.
“Estamos a concluir a nossa missão humanitária em Oleshky”, afirmou a representante russa para os direitos humanos, Yana Lantratova, num vídeo divulgado na plataforma Telegram, a partir da cidade de Armiansk, na Crimeia anexada pela Rússia.
Segundo a responsável, o comboio de retirada, composto por 25 autocarros e nove ambulâncias, chegou a Armiansk, onde os civis foram separados de acordo com o destino escolhido: território controlado pela Ucrânia ou pela Rússia.
As autoridades russas e ucranianas não divulgaram o número de pessoas que abandonaram Oleshky, onde permaneciam cerca de 2.000 habitantes antes do início da operação.
A primeira-dama norte-americana, Melania Trump, que, segundo a Casa Branca, ajudou a negociar a trégua localizada, afirmou esta sexta-feira nas redes sociais que a caravana tinha capacidade para retirar em segurança mais de 750 pessoas.
A operação humanitária começou esta manhã, quando um comboio de autocarros, ambulâncias, camiões e outros veículos entrou na cidade, situada na região de Kherson, no sul da Ucrânia, para distribuir alimentos e medicamentos e retirar os habitantes que desejassem partir.
A iniciativa envolveu responsáveis russos e ucranianos, numa rara operação conjunta entre os dois países desde o início da invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022.
O cessar-fogo localizado, em vigor desde terça-feira, deverá prolongar-se até domingo à noite.
O deputado ucraniano Davyd Arakhamia, do partido Servo do Povo, do Presidente Volodymyr Zelensky, explicou que os habitantes que optaram por regressar a território controlado por Kiev seguiram inicialmente para a cidade russa de Anapa.
A partir dessa cidade, no sul da Rússia, os civis deverão viajar de avião para a Bielorrússia, antes de atravessarem a fronteira norte da Ucrânia.
O percurso mais curto entre Oleshky e Anapa tem cerca de 450 quilómetros, atravessando a península da Crimeia, ocupada pela Rússia.
A escolha de um trajeto tão longo deve-se à impossibilidade de utilizar uma passagem direta entre Oleshky e as zonas controladas pela Ucrânia, situadas a poucos quilómetros, na margem oposta do rio Dniepre.
As autoridades dos dois países tinham garantido anteriormente que todos os habitantes que desejassem abandonar a cidade poderiam fazê-lo em segurança e que aqueles que optassem por permanecer receberiam assistência humanitária.
A operação foi preparada na cidade de Armiansk, na Crimeia, a cerca de 85 quilómetros a sul de Oleshky, segundo o provedor de Justiça ucraniano e principal negociador da missão, Dmytro Lubinets.
As operações de desminagem das estradas de acesso à cidade ficaram concluídas na quinta-feira à noite, tendo provocado a morte de duas pessoas, segundo as autoridades.
O cessar-fogo limita-se a uma parte da região de Kherson, mantendo-se os combates noutras zonas da Ucrânia.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
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