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Thursday, October 29, 2026

Guerra e Frio deixam casa de Kiev vazias e mais baratas

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa russa e ucraniana. Hoje com o jornalista João Lourenço. Vamos começar com os destaques da imprensa ucraniana. Os preços das casas em Kiev estão a cair. Por quê?

Por dois fatores: o medo do frio e também o medo da guerra, o que faz manchete a esta hora no Kyiv Independent, que ouviu um dos principais portais imobiliários da Ucrânia. Relata que o número de imóveis para aluguer por longa duração anunciados no mercado de Kiev aumentou 66%, isto em apenas dois meses. Contas feitas, para além de existirem mais casas disponíveis, as mesmas também estão mais baratas. Os moradores deixam a capital com a premissa de escapar aos bombardeamentos russos e também à perspectiva de um inverno sem aquecimento e sem eletricidade. Este receio tem vindo a aumentar desde agosto, altura em que as autoridades de Moscovo intensificaram os ataques em solo ucraniano e que vitimaram vários civis e danificaram várias infraestruturas elétricas.

E o Kyiv Independent noticia também que Vladimir Putin gostaria de ver a primeira-dama dos Estados Unidos a mediar negociações para a paz numa cidade na região de Kherson.

Mais concretamente na cidade de Oleshky, localidade que fica junto ao rio Dnipro. O jornal ucraniano falou com Mark Beckham, conselheiro sênior exclusivo e assessor de Melania Trump, conta que os militares russos propuseram antecipar o cessar-fogo em dois dias e expandir o alcance geográfico para outras regiões de Kherson. O objetivo seria facilitar a entrega de ajuda humanitária e também preparar a evacuação dos habitantes. No entanto, surgiram preocupações sobre os verdadeiros motivos da Rússia e também a razão para a entrada da primeira-dama norte-americana nas negociações. O Kyiv Independent conta que um dos desejos de Melania Trump nestas negociações era ganhar créditos perante a base MAGA como pacificadora. Isto antes das eleições intermédias do próximo mês de novembro. Recordar que Oleshky está sob ocupação russa desde os primeiros dias da invasão. Tinha uma população de cerca de 24 mil habitantes antes do conflito.

Continuamos na imprensa ucraniana, desta vez com a viagem de Volodymyr Zelenskyy até aos Países Baixos.

Com o governo neerlandês a prometer doar 1,2 mil milhões de euros nos próximos três anos. Este montante é destinado a reparar infraestruturas energéticas, abastecimentos de água, setor privado e outras reconstruções, para além da assistência militar. Deste valor, pode-se destacar 40 milhões de euros para reparações urgentes que devem ser executadas até o final do ano. O Kyiv Independent alerta ainda para um reforço do papel das empresas neerlandesas na recuperação da Ucrânia. Cerca de 136 milhões de euros estão reservados para iniciativas do setor privado, incluindo o mecanismo de parceria com a Ucrânia.

João, durante esta viagem, Zelenskyy deixou ainda o desejo no ar.

O presidente ucraniano espera que as negociações de paz planeadas em Abu Dhabi com a Rússia e os Estados Unidos ocorram em meados de novembro. Revela que apenas falta a resposta de Washington para acertar uma data. Zelenskyy espera que as autoridades norte-americanas confirmem uma data por volta de 4 de novembro, ou seja, um dia após as eleições de meio de mandato americanas. O Kyiv Independent avisa ainda que as autoridades ucranianas não esperam um grande avanço em Abu Dhabi, mas insistem que as conversas podem ajudar a retomar as negociações regulares.

E o chefe de Estado ucraniano confirma que as forças de Kiev não estão a interferir com os navios que transportam combustível russo para os Estados Unidos.

Zelenskyy garante que ninguém toca nas embarcações, precisamente por serem norte-americanas. Ainda assim, o presidente da Ucrânia menciona as últimas operações contra a refinaria de petróleo de Ryazan e os ataques a áreas de concentração de armas balísticas russas. Espera que as ofensivas de Kiev deixem mazelas às infraestruturas de Moscovo.

E a agência ucraniana Pravda informa de mais de dois ataques com drones russos.

Uma ofensiva que atingiu a região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. A agência de notícias cita as autoridades locais e revela que um homem de 106 anos morreu e outros três ficaram feridos na sequência do ataque. Esta ofensiva provocou também um incêndio num prédio.

E onde foi o segundo?

Na região de Rivne. Provocou a morte de um homem, destruiu uma instalação civil no distrito de Sarny. A informação foi confirmada junto do chefe da administração militar do Oblast de Rivne.

São os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já daqui a pouco com os destaques da imprensa russa.

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