The Jerusalem PostFour oil tankers destroyed by naval mines in Strait of Hormuz, IRGC announcesInquirerBukidnon sugar planters reject US export quotaPunchFULL LIST: 10 African countries with restrictions on dual citizenshipZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioEvening StandardSadiq Khan praises US voters for 'true rejection of damaging and divisive politics of Donald Trump'کیهان لندناصرار بر مذاکره؛ الگوی یک سیاستِ «شکست‌خورده»Het Laatste NieuwsCyberaanval op diepvriezers supermarkten mogelijk werk van hackers met Russische bandenRMF24Karol Nawrocki o "pani dwojga nazwisk". Ostra reakcja marszałka SejmuSRF NewsGewinne der Ölkonzerne – Sprudelnde Einnahmen, doch Übergewinnsteuer hat schweren Stand7sur7Après la défaite, quelle fin de mandat pour Trump?RTL BoulevardMarco Borsato wil graag zijn vak weer uitoefenenSportstarRanji Trophy LIVE Score Updates, Round 4 Day 3: Services fight back vs Delhi; Karnataka, Vidarbha complete bonus point wins
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, November 4, 2026

Eleições intercalares nos EUA foram as mais caras de sempre

Translate

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Em dia de eleições intercalares nos Estados Unidos, para além da vitória dos democratas, há um outro número que está a impressionar. Se achávamos que fazer campanha eleitoral saía caro, os dados conhecidos até aqui confirmam que estas são oficialmente as eleições de meio de mandato mais caras de toda a história norte-americana. Os donativos e os investimentos em propaganda já ultrapassaram a barreira dos 10 mil milhões de dólares. Paulo, isto dá qualquer coisa como 9 mil milhões de euros, não é? 10 mil milhões de dólares.

Põe aí uns 10% e ficamos com a conversão em euros.

É um valor tão astronômico, dava pra comprar o quê, Bruno? Vários clubes da Liga dos Campeões?

Provavelmente, até das ligas norte-americanas.

Dois depósitos de gasolina.

Olha, dois, com jeitinho. Uma grande fatia deste valor recorde veio dos bolsos de grandes milionários e superdoadores. Do lado republicano, Elon Musk lidera com números absolutos ao investir quase 400 milhões de euros na campanha.

É qualquer dinheiro pra ele.

Exatamente, é os trocos que ele anda no bolso. Do lado democrata, figuras como George Soros, Mike Bloomberg ou o fundador do LinkedIn ejetaram dezenas de milhões de dólares pra tentar garantir o controle do Congresso. Parece que não resultou, pelo que temos visto nas últimas horas.

Não resultou, foi um mau investimento.

Nas últimas semanas, para os americanos que ligavam a televisão ou andavam nas redes sociais, era praticamente impossível ver um vídeo sem levar com anúncios de candidatos a dizerem mal uns dos outros. Agora, será que no meio de tantos milhões gastos nesta maratona eleitoral, o voto se compra com anúncios? A verdade é que até agora nunca se gastou tanto dinheiro pra convencer uma pessoa a fazer uma simples cruz num boletim de votos. Porque as campanhas nos Estados Unidos são assim, não é, Bruno? Pagas. É publicidade paga.

Portanto, esses números refletem, sobretudo, também a estado, que é o peso enorme dos chamados PACs ou Super PACs, que basicamente é uma coisa que é resultado de uma decisão do Supremo Tribunal, que disse que realmente há limites ao que os partidos podem gastar, sobretudo se receberem contribuições públicas, tanto que a maior parte dos partidos já não aceitam isso, mas não há limite para o que a pessoa pode gastar pra defender as suas ideias. Portanto, desde que estes tais PACs não estejam expressamente coordenados com a campanha de um candidato, podem, na prática, estar a fazer anúncios favoráveis a esse candidato. E portanto, estamos a falar de alguma coisa como quase 6 mil milhões, metade é basicamente os Super PACs e a outra metade é o conjunto dos partidos, dos candidatos. Mas eu também trazia um número que eu acho que ajuda a responder um bocado essa questão. Será que se compram eleições nos Estados Unidos? Bem, o Elon Musk gastou, estima-se que entre 168 milhões e mais de 200 milhões de dólares só no Texas, só pra derrotar o James Talarico. E o resultado foi que o Talarico foi eleito. E mais, foi eleito usando este investimento do Elon Musk, dizendo: "A questão que está aqui a ser colocada é: os texanos estão à venda ou não estão à venda? Vão deixar comprar uma eleição ou não vão deixar comprar uma eleição?".

E agora no discurso de vitória, disse precisamente isso, que foi a prova de que o voto dos eleitores do Texas não podia ser comprado.

Não está à venda. Exatamente.

Bruno, também tens alguma história?

Sim, tenho uma história e ainda está a decorrer esta história no Michigan. Claro, um dos estados em que o resultado, à partida, seria mais renhido, a eleição seria mais renhida, mas pra já Abdul El-Sayed, o candidato democrata, está à frente. E a história que eu trago é precisamente deste candidato, que revela também as divisões que têm existido dentro do Partido Democrata. Aquela questão que a New Yorker falava aqui há umas semanas, de que se este Partido Democrata ainda era demasiado woke. E demasiado woke para ganhar eleições. E quando dizemos demasiado woke, dizemos demasiado à esquerda pra ganhar eleições que muitas vezes se decidem ao centro. E um dos símbolos desse partido mais inclinado pra esquerda foi precisamente Abdul El-Sayed, que enfrentou muitas críticas dos adversários republicanos, mas enfrentou também muitas resistências dentro do próprio Partido Democrata, a começar desde logo por Chuck Schumer, que não gostou quando Abdul El-Sayed venceu as primárias pra corrida ao Senado, no Michigan, porque se criou aquela dúvida, seria ele capaz de convencer ou de cativar um eleitorado ao centro, num estado que foi ganho por Trump nas eleições de 2024. E havia aqui muitas dúvidas se seria o candidato moderado ao centro capaz de conquistar essas eleições, e criou-se logo aqui uma certa tensão entre uma parte do Partido Democrata mais centrista e aquela dita mais woke ou mais socialista.

O Partido Democrata está com esse problema de definição.

Que é um problema existencial, que é saber ou defendermos políticas que nos Estados Unidos são políticas radicais, ou então tentamos chegar aqui a um eleitorado mais centrista. E há dúvidas sobre qual possa ser a estratégia que resulta melhor. Mas El-Sayed não teve dúvidas. Ele é bastante crítico, claro, da guerra em Gaza e da influência do lobby pró-israelita, e teve de enfrentar os democratas que são pró-israelitas e têm defendido Israel e continuam a defender Israel Mas também nas críticas que lhe foram feitas, houve esta ideia de que não estavam tanto em causa as ideias de El-Sayed, mas a sua capacidade de se fazer eleger. Eu contava aqui, porque era muito importante o estado do Michigan, e agora se calhar vimos que não era assim tão decisivo, mas a ideia inicial é que era muito importante para o resultado final destas eleições, o resultado no Michigan. Portanto, era muito importante ter um candidato que conseguisse ganhar o Michigan e mais do que questões ideológicas, era ter um candidato com essa capacidade. Retirou-se a discussão da questão mais ideológica e passou-se para o pragmatismo. E aí também os democratas acabaram por ter uma espécie de tréguas internas para apoiar o candidato, que continua a ser muito atacado e com aqueles argumentos que já tinham sido usados para atacar Barack Obama, uma certa islamofobia, com críticas ao nome, associação ao terrorismo, simplesmente por ser um candidato muçulmano. O próprio Donald Trump se dirigiu ao estado para atacar o candidato democrata, mas isso pode ter tido um efeito contrário. Mas a vitória de Abdul El-Sayed nas primárias democratas em agosto, demonstra, de facto, que existem aqui dois partidos democratas que ainda não sabem bem que estratégia seguir.

Para já venceu o pragmatismo. Daqui a dois anos, para a escolha do candidato presidencial, a definição vai ter que ser mais precisa.

Aí vai ser muito mais importante, sabendo que tem havido candidatos, como vimos também o Troy Jackson, um outro candidato, talvez Bruno queiras falar desse candidato, que está mais à esquerda do que é habitual nos candidatos democratas e também parece conseguir aqui uma vitória bastante confortável para aquilo que se esperava.

O Bruno está a acompanhar ali ao minuto. Está com a sua tablet às escarrapelas.

Estava a ver outra coisa, mas sim, o Troy Jackson ganha com à volta de 5%, portanto não é mau para aquilo que também as sondagens davam, que era um empate ou até uma ligeira vantagem à Susan Collins. O James Telerik é um moderado, é um pastor. Em vários outros casos, temos candidatos bastante moderados. O John Ossoff, por exemplo, que ganhou com uma margem esmagadora na Geórgia, que é mais um estado do Sul, que agora está cada vez mais a virar-se para os democratas, mas também ganhou com uma margem ainda muito mais confortável. E mesmo no Texas, eu estava aqui a ver a questão da governadora do Texas, que é a primeira governadora latina, aliás, que vence o tal Greg Abbott, que agora o Donald Trump sido acusado de não ser bem republicano. O Greg Abbott é republicano há mais tempo que o Donald Trump, porque o Trump mudou de filiação, a certa altura era democrata, mas agora que perdeu, já passou a ser não bem republicano. Mas no caso da nova governadora democrata do Texas, que é outra também moderada, o que é impressionante em termos ainda de valores e do peso do dinheiro na campanha, o Texas realmente aqui é exemplar. Ela gastou 10 vezes menos do que o Greg Abbott na sua campanha e ainda assim ganha com quase 10 pontos de diferença em relação ao seu rival. Mas eu acho que o ponto que o Bruno levantava é: vai haver aqui muita discussão sobre o significado destes resultados em termos de que via que o Partido Democrata deve seguir. Eu acho que é complicado tirar grandes lições, porque os estados são muito diferentes uns dos outros. Em todo caso, eu acho que seria precipitado para os democratas concluírem que a solução é irem para candidatos mais à esquerda. Acho que eles são viáveis em certo contexto, sobretudo se apostarem em questões concretas e, por exemplo, o Abdul El-Sayed tem desviado sempre a conversa, ou pelo menos quando está mais disciplinado, não é sempre o caso, mas desvia a conversa das declarações dele sobre Israel ou da questão de ser muçulmano para a questão de o que interessa é o custo de vida, o que interessa é o custo dos combustíveis, o que interessa é o custo da saúde. Ele, aliás, é um médico formado em saúde pública. O que interessa é o disparado custo da saúde e é nisso que eu me vou concentrar, e não nestas questões da Irmandade Muçulmana ou do Islão. Isso não tem nada a ver com as conversas que me interessam. E portanto, acho que os democratas devem, sobretudo, apostar nessas áreas onde claramente os norte-americanos estão concentrados.

Bruno, não te surpreende que Donald Trump assuma que os efeitos da guerra do Irão possam ter contribuído para este resultado?

Tudo o que não tenha a ver com ele. Outras coisas tendem mais a ver com ele. Exatamente. Mas aí a desculpa dele é: "O Irão obrigou-me porque estava à beira de ter uma arma nuclear". Mas realmente é mais complicado, por exemplo, na questão das tarifas, que são obviamente também um aspecto contribuinte para isso. Donald Trump, aliás, inverteu um bocadinho o caminho, arrepiou o caminho já no contexto destas eleições, porque em estados como, por exemplo, o Maine, da Susan Collins, uma das grandes questões é um estado vizinho do Canadá, que está muito dependente do comércio, do turismo com o Canadá, etc. E, portanto, tem sido muito negativamente impactado pelas tarifas e também pelo boicote que os canadianos estão a fazer aos Estados Unidos. E portanto, o Donald Trump, por exemplo, eliminou uma série de tarifas em produtos que tinham especial impacto no Maine. Mas a verdade é que isso claramente não foi suficiente e, portanto, ele prefere realmente falar dos aiatolhas e de como estavam à beira de conseguir uma arma nuclear e, portanto, era indispensável avançar para uma guerra sem ter nenhuma ideia como é que se sai dela, que é claramente aqui o grande problema.

Temos muito para debater nas próximas semanas.

Só uma nota muito rápida, a primeira reação de Elon Musk. Ele opta pela ironia. Ele diz: "Parece que os meus lasers espaciais de interferência nas eleições desta vez não funcionaram".

É mais forte do que ele.

Eu acho que ele devia realmente concentrar-se mais no espaço e nos foguetões do que nas eleições.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.