Taylor Momsen explica o maior desafio de se cantar com o Soundgarden

Vocalista do The Pretty Reckless revela que a verdadeira dificuldade de interpretar o repertório de Chris Cornell não está no alcance vocal, mas nos ritmos e métricas
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Para muitos fãs e vocalistas de rock, assumir os vocais em uma apresentação do Soundgarden poderia parecer um teste de alcance e potência vocal. No entanto, para Taylor Momsen, líder da banda The Pretty Reckless, a verdadeira dificuldade ao interpretar o repertório de seu ídolo Chris Cornell não está no alcance das notas.
Em uma recente declaração a Rick Beato, em seu canal no YouTube, sobre a experiência de dividir o palco com os integrantes do grupo de grunge de Seattle, a cantora revelou que o aspecto mais complexo é lidar com a estrutura rítmica e as métricas das composições da banda.
Taylor explicou (via Classic Rock):
“Todo mundo acha que a questão são as notas, mas, na verdade, são as malditas métricas e tempo de compasso. O som do Soundgarden parece fluir naturalmente quando você ouve; você nem percebe as mudanças até tirar algum elemento e ter que tocar de fato — aí você pensa: ‘Espera um pouco. Que p*rra acabou de acontecer?’.”
Apesar das dificuldades para entregar uma performance à altura, a cantora reforçou seu profundo respeito e admiração por Kim Thayil, Matt Cameron e Ben Shepherd, membros remanescentes do Soundgarden:
“Cada um deles, individualmente, é um dos maiores músicos do mundo. E quando você os junta, cria-se esse som inigualável.”
Para a artista, que já participou de homenagens à banda e ao próprio Chris Cornell, a oportunidade de cantar com o Soundgarden permanece como um momento marcante em sua carreira:
“Toda vez que eles me pedem para cantar com eles, é uma honra.”
Taylor Momsen e Soundgarden
A performance mais recente de Taylor Momsen com o Soundgarden ocorreu no último dia 9 de setembro. A ocasião marcou o início da temporada de futebol americano da NFL, com um jogo em Seattle. O show do intervalo promoveu uma reunião da lendária banda grunge, que nasceu na cidade.
Além de Momsen, o trio remanescente composto por Kim Thayil (guitarra), Ben Shepherd (baixo) e Matt Cameron (bateria) recrutou Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam. Eles tocaram as músicas “Outshined” e “Spoonman”.
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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