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Friday, September 11, 2026

Livre reúne-se no Porto para a sua rentrée política

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O Livre organiza este fim de semana, no Porto, a sua rentrée política, designada “Os Setembristas”, focada na formação e preparação de quadros e em apresentar propostas “sérias e de fundo” para o país.

“Nós queremos, com este evento e com tudo aquilo que o Livre faz, mostrar que temos propostas sérias e de fundo para responder aos muitos problemas que o país tem”, afirmou à Lusa o dirigente Tomás Cardoso Pereira, secretário-geral do partido.

Após uma semana marcada pelo debate e chumbo da moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo PSD/CDS-PP, o Livre quer voltar a colocar o foco mediático em propostas concretas e apresentar “soluções para construir uma maioria alternativa” à do atual Governo, apontando falhas em várias áreas, desde a habitação, “o caos na saúde”, a “desorganização nos exames nacionais e agora no recomeço do ano letivo”.

Ao mesmo tempo, o Livre propõe-se a “combater a extrema-direita”, acusando o Chega de estar apenas “interessado em dominar a agenda mediática com coisas que não respondem aos desafios do país”.

Depois de, em julho, o recém-eleito porta-voz, Jorge Pinto, ter considerado “inevitável” uma chegada do partido ao poder, o Livre reúne-se no Porto para formar quadros e mostrar que está pronto para integrar uma eventual solução governativa à esquerda, “ecologista e progressista”.

Tomás Cardoso Pereira salientou que o Livre se assume como “um partido que está a crescer, que quer ser ainda maior e que tem condições para participar nos processos de decisão” e “na governação a todas as escalas, desde a escala mais pequenina ao nível local, das juntas de freguesia, das câmaras municipais, até à escala nacional”.

Interrogado sobre o porquê de, ao contrário do habitual, o programa deste ano não incluir a participação de figuras de outros partidos ou quadrantes políticos, Tomás Cardoso Pereira respondeu que o foco desta edição “é preparar a estrutura, a máquina do Livre”.

O programa divulgado pelo partido reflete o objetivo na formação de quadros: no sábado, o dia é praticamente todo dedicado a conversas com temas que vão desde “Como fazer oposição construtiva e ganhar influência política sem estar no executivo”, “Proximidade e participação cívica”, “Estratégias de comunicação” ou até “Estar no executivo, sem maioria: definir prioridades e capacidade de influência”.

Depois de duas formações, uma sobre habitação e outra sobre “comunicação política”, está prevista uma conversa com Jorge Pinto e Rui Tavares sobre “O papel das cooperativas na construção de um futuro progressista”, com o novo porta-voz a encerrar os trabalhos do primeiro dia com um discurso.

No domingo, o dia arranca com uma conversa com os seis deputados do grupo parlamentar do Livre, intitulada “Uma vida plena” e a sessão de encerramento caberá à também porta-voz e líder parlamentar, Isabel Mendes Lopes.

O partido conta ainda reunir-se em Assembleia – órgão máximo do Livre entre congressos – no final dos trabalhos.

Esta sexta-feira, a rentrée arranca informalmente com um jantar na sede do partido no Porto.

Esta será a primeira rentrée do Livre desde que Rui Tavares deixou o cargo de porta-voz, tendo assumido na nova direção o “pelouro da estratégia, comunicação e formação”. Desde julho que Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes (que já era porta-voz em dupla com Tavares) assumiram a liderança do Livre.

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