Capital do Tibete, Lhasa muda com investimentos chineses e turismo

O Tibete recebeu cerca de 70 milhões de turistas em 2023. Em Lhasa, parte dessa movimentação passa por espaços como o Wanda Plaza, inaugurado em 2021, que abriga marcas como Nike, Adidas, Apple, Huawei, KFC e Luckin Coffee.
A região também ganhou novas conexões de transporte, com ferrovias e aeroportos. Há sinal 5G até no Monte Everest.
Ao mesmo tempo, a integração econômica é acompanhada de tensões sobre língua, cultura e identidade tibetanas. A disputa política em torno do Tibete dá peso a essas pressões no cotidiano local.
Existem movimentos que defendem a independência do Tibete, enquanto o governo chinês considera a região parte do território da China. No dia a dia, trens, shoppings e marcas globais convivem com templos, peregrinações e práticas religiosas que seguem como parte central da identidade cultural.
Em Lhasa, fiéis realizam prostrações e giram rodas de oração em áreas próximas a templos. A cidade também exibe símbolos políticos em espaços públicos, em contraste com rituais tradicionais e a presença de monges e moradores com trajes típicos.
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