Muitos criticam 'lugar de fala' sem entender o conceito, diz Djamila Ribeiro na CasaFolha
Djamila Ribeiro diz não ter problema com críticas. Mestre em filosofia pela Universidade Federal de São Paulo, ela sabe que, na história do pensamento, o que não falta é um autor descascando o outro.
Mas existe um problema quando alguém se propõe a criticar ideias que nem procurou conhecer. E, segundo Djamila, foi o que aconteceu com seu livro "Lugar de Fala", lançado em 2017 e logo transformado em best-seller. Agora, a obra ganhou versão revista e ampliada pela Rosa dos Tempos.
"Para a gente poder criticar algo, a gente tem que compreender o nosso objeto de crítica. Isso é básico. Quando a gente estuda, a gente tem que ter honestidade intelectual", afirma Djamila no curso "Lugar de fala: filosofia e prática", disponível para assinantes no site casafolhasp.com.br.
"As pessoas deliberadamente não procuram conhecer o conceito [de lugar de fala], não procuram saber quem são as autoras mobilizadas para pensar o conceito", afirma na CasaFolha, o streaming de conhecimento da Folha.
Por causa disso, na visão dela, boa parte do debate acaba sendo feito em cima de uma deturpação da ideia, e não da ideia em si.
De acordo com Djamila, que é colunista da Folha, alguns setores da sociedade fazem isso de propósito. "Eles querem manter a hegemonia de uma narrativa e se incomodam quando outras narrativas começam a ganhar espaço."
Mas ela reconhece que, por causa da popularização do conceito —e de sua deturpação—, também há muita gente que embarca no equívoco de boa-fé.
E um dos equívocos principais é acreditar que lugar de fala pressupõe interditar o debate ou impedir que diferentes grupos participem da discussão. Isso, para ela, é uma inversão lógica.
Primeiro, "porque todo mundo tem lugar de fala": a ideia é que cada pessoa fala a partir de um certo lugar social, o que implica diferentes perspectivas, como ela explica na CasaFolha.
Segundo, se houve alguma interdição do debate, ela se dirigiu a grupos como mulheres e pessoas negras, que, ao longo da história do Brasil, tiveram muito menos oportunidades de participar do debate.
Segundo Djamila, "lugar de fala é justamente promover uma pluralidade de debates e romper com essa imposição de uma história única, essa imposição do que é conhecimento válido".
Para assistir ao curso de Djamila Ribeiro e demais conteúdos da CasaFolha, é preciso ser assinante do streaming.
É possível se vincular à plataforma pelo endereço casafolhasp.com.br/assine. A assinatura, com desconto promocional de 67%, sai por R$ 19,90 por mês no plano anual (R$ 59,90 sem a promoção) e inclui acesso ilimitado a todas as notícias da Folha no site e no aplicativo para celular e tablet.
Quem já é assinante da Folha não precisa de uma nova assinatura. Basta fazer o upgrade por R$ 10 adicionais no plano do jornal em casafolhasp.com.br/upgrade.
Ao todo, a CasaFolha já tem 41 cursos exclusivos comandados por grandes personalidades em diferentes áreas, como a Monja Coen, que fala sobre meditação, o cineasta José Padilha, que aborda a arte de contar histórias, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que ensina o potencial do cérebro, e a médica Ana Claudia Quintana Arantes, que discute questões ligadas à finitude.
Além disso, novos conteúdos são incluídos todos os meses. Em outubro, no dia 20, haverá uma live sobre como dormir melhor com Monica Andersen, diretora do Instituto do Sono. No dia 22, estreia o curso de Zeca Camargo, que traz dicas para quem gosta de viajar.
Com o formato de "masterclasses", os cursos da CasaFolha reúnem profissionais consagrados no Brasil e no exterior, que dividem seus conhecimentos e compartilham experiências que os levaram ao sucesso.
Como assinar a CasaFolha
Para assinar a plataforma, basta entrar em casafolhasp.com.br/assine. A assinatura, com desconto promocional de 67%, sai por R$ 19,90 por mês no plano anual (R$ 59,90 sem a promoção) e inclui acesso ilimitado a todas as notícias da Folha no site e no app.
Quem já é assinante do jornal pode fazer o upgrade em condições especiais para ter à disposição todo o conteúdo da CasaFolha. Basta acessar casafolhasp.com.br/upgrade.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.